Do Valor
O Instituto Ethos deixou as atividades do grupo de acompanhamento das apurações sobre o suposto cartel que atuou em licitações do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo. O grupo foi criado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em agosto e até agora não apresentou conclusões. O Ethos comunicou a saída à Corregedoria-Geral da Administração, órgão do governo do Estado responsável pelas apurações, na segunda-feira.
O Ethos, que atuava no grupo junto a outros integrantes da sociedade civil, acredita que já contribuiu com sugestões para a investigação do caso pelo governo paulista. “Não há muito a agregar. Nossa participação atingiu um limite”, disse Paulo Itacarambi, vice-presidente do instituto. Mas indica que não há mais interesse no estrito acompanhamento da participação de agentes públicos no conluio que manipulava preços nas licitações no setor de transporte. “Passou a não ser necessária a nossa presença. Recebíamos histórico das atividades. Podemos receber como todo mundo [pelo site da corregedoria], disse ontem ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
Nem todas as informações são passadas ao grupo, como os nomes e o conteúdo dos depoimentos sob a alegação de que poderiam atrapalhar as investigações. A posição do Ethos é de que todo o grupo deveria ser dissolvido, mas os demais decidiram permanecer, entre eles a Transparência Brasil e a Ordem dos Advogados do Brasil.
Foram pelo menos dez reuniões em cinco meses, comandadas por Gustavo Ungaro, dirigente da corregedoria, a mais recente na segunda-feira. Naquele dia o órgão, segundo Itacarambi, iria apresentar o primeiro relatório sobre a atuação do cartel, após as oitivas com representantes do metrô e da CPTM, entre outros. A divulgação ficou para o fim do mês.
O executivo afirma que a presença do grupo fortaleceu a posição da corregedoria no caso frente aos investigados, conseguiu que as informações apuradas fossem divulgadas pelo site do órgão e questionou itens-chave das licitações como os preços de referência.
O caso, revelado em julho, inclui irregularidades de 1998 a 2008 nas gestões de Alckmin, Mário Covas e José Serra, todas do PSDB. Está sendo investigado pelo Ministério Público, Polícia Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e mais recentemente pelo Supremo Tribunal Federal. A denúncia feita pela Siemens envolve cerca de 20 empresas.
A corregedoria afirmou em nota que respeita a decisão do Ethos e que foi uma “decisão pessoal” de Itacarambi, por estar assumindo novas funções na entidade.
Lionel Rupaud
16 de janeiro de 2014 12:30 pmSão Paulo é o pais da piada pronta!
Um tal Instituto Ethos num grupo de assessoria criado pelo Alckmin! Nossa, comecei o dia com uma boa risada…
Eneuton
16 de janeiro de 2014 1:05 pmAinda é melhor rir que
Ainda é melhor rir que chorar: tragicômico o caso.
Antonio Carlos Silva - RJ
16 de janeiro de 2014 1:26 pmTijolaço: Siemens e Alstom
Tijolaço: Siemens e Alstom patrocinam o Instituto Ethos
Curiosamente, as empresas que estão envolvidas em escândalos de propina no Metrô de São Paulo patrocinam a entidade que visa combater “a utilização do tráfico de influência e o oferecimento ou o recebimento de suborno ou propina por parte de qualquer pessoa ou entidade pública ou privada”; organização participará ainda do Movimento Transparência, a convite de Alckmin, para apurar as investigações sobre o caso, mas nega conflito de interesses
13 de Agosto de 2013 às 10:34
247 – No olho do furacão de denúncias sobre propina a políticos para favorecimento em licitações de grandes obras no Brasil, as multinacionais alemã Siemens e francesa Alstom patrocinam nada menos que o Instituto Ethos. A organização, segundo ela própria, visa combater “a utilização do tráfico de influência e o oferecimento ou o recebimento de suborno ou propina por parte de qualquer pessoa ou entidade pública ou privada”. O fato foi lembrado pelo blog Tijolaço, de Fernando Brito.
Leia o post abaixo:
A ética da jabuticaba: Siemens e Alstom patrocinam o Ethos
O nosso país não é uma maravilha…
A Siemens e a Alstom, duas campeãs mundiais no pagamento de suborno (clique aqui e aqui para ver o currículo global de suborno de cada uma) patrocinam, no Brasil, ninguém menos que o Instituto Ethos, uma organização que tem como objetivo, diz ela, combater “a utilização do tráfico de influência e o oferecimento ou o recebimento de suborno ou propina por parte de qualquer pessoa ou entidade pública ou privada”.
E o Ethos, convidado pelo Governador Geraldo Alckmin, vai integrar a “Comissão Pró-Transparência” do escândalo do metrô e dos trens paulistas superfaturados com a Siemens e a Alstom!
Jabuticabas, por favor!
O vice-presidente do Ethos, Paulo Itacarambi, disse não haver conflito de interesses no fato de ser patrocinado pelas duas empresas. E disse à Folha que recebe ‘apenas” R$ 18 mil e R$ 14 mil ao ano da Alston e da Siemens, respectivamente.
Não é verdade.
Só a Siemens destinou US$ 3 milhões para um dos projetos do Ethos, os “Jogos Limpos”. Não foi o Banco Mundial que selecionou os projetos aos quais seria destinado dinheiro das sanções sofridas pela empresa por corrupção. O Banco Mundial apenas acompanha, com direito de veto, a escolha dos programas.
A Alstom também não é uma mera sócia contribuinte. Foi, ao lado da Siemens e de outras empresas, a patrocinadora, pasmem da edição de uma revista sobre responsabilidade das empresas em relação às eleições
Aliás, como organizador do Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção, o Ethos também não sabia das condenações da Siemens e da Alstom por distribuírem propina a rodo, mundo afora e das denúncias aqui e convidou as raposas para tomarem conta do galinheiro?
Parece que o pessoal do Ethos é tão desentendido como o Alckmin, que não sabia de nada e se deparou com 45 investigações do Ministério Público Estadual.
A ética da jabuticaba lembra aquela história do mafioso que mandava matar e levava flores ao enterro.
Aqui, roubam e com um trocado deste dinheiro financiam as ONGs da “honestidade”.
E ainda é dedutível no Imposto de Renda!
Por: Fernando Brito
Antonio Carlos Silva - RJ
16 de janeiro de 2014 1:16 pm“Um tal Instituto Ethos num
“Um tal Instituto Ethos num grupo de assessoria criado pelo Alckmin! Nossa, comecei o dia com uma boa risada…”
Acrescento : Um tal instituto Ethos (presidido pelo Sr. Paulo Itacarambi (comentarista especial da rádio CBN) num grupo criado pelo Alckmin ! Nossa, comecei o dia com uma boa risada .
Aqui, o presidente do Instituto Ethos e comentarista da CBN tentando embolar a corrupção implantada na prefeitura de SP na gestão de Serra/Kassab com a gestão do ilibado Haddad .
Clique e ouça : http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2013/11/01/EXISTE-UMA-NATURALIZACAO-DA-CORRUPCAO-NO-BRASIL.htm
Marco Santo
16 de janeiro de 2014 1:17 pmEsse Instituto Ethos tem
Esse Instituto Ethos tem inúmeros patrocinadores que estão diretamente ligados ao tal do CARTEL, pois de cartel não tem nada. Simples e pura corrupção. O Governador Alckmin pensa que engana quem?
Frederico69
16 de janeiro de 2014 1:18 pmdeve ser dificil achar uma conclusão
que livre a cara do psdb. por isso desistiram.
agora a imprensa não desiste de usar o termo ‘suposto’ quando o acusado é tucano.
edsontadeu
16 de janeiro de 2014 1:45 pmEHTOS SAI DO CASO DO CARTEL
O PROBLEMA É QUE O ETHOS JA DESCOBRIU QUE NAO TEM COMO SALVAR ALCKMIN SERRA E ATE MESMO O DEFUNDO QUE ORA SE REMOVE A 7 PALMOS , Por mais que Alckmin e Serra tentem esconder nao tem como, a verdade é que a justiça Brasileira tem dado as maos a quadrilha do PSDB. Pois se nao fosse assim todos ja deveriam estar no lugar dos que foram condenados na ap. 470 injustamente, numa das maiores manobras facistas ja visto na historia de uma suprema corte ou qualquer outro judiciario.
Os verdadeiros ladroes, chefes de gangs, quadrilheiros, corruptos do PSDB/DEMOCRATAS/PPS estao soltos enquanto pessoas que lutam para ver o BRASIL menos desigual estao presas
alessandroduarte
16 de janeiro de 2014 2:59 pmVejam os
Vejam os parceiros:
http://www3.ethos.org.br/conteudo/sobre-o-instituto/missao/#.UtfyvDzNveQ
Maria Luisa
16 de janeiro de 2014 4:29 pmNão vai dar mesmo em nada.
Esse Itacarambi deveria criar o instituto ANTI-Ethos para os amigos e colegas.
Alias, por onde anda o De Grandis ?
wendel
16 de janeiro de 2014 7:36 pmO QUÊ????????????????????
O ETHOS????????????????? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃAOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
“A organização que tem como objetivo, combater “a utilização do tráfico de influência, o oferecimento e o recebimento de suborno ou propina por parte de qualquer pessoa ou entidade pública ou privada”, patrocinado pela Alston e a Siemens?
E ainda vêm me dizer que não há conflito de interesse?????????????????????
Façam-me um favor!!!!!! Dê-me um tiro na cachola, pois devo estar precisando dormir o sono eterno!!!!!!!!!!!!!!
Francy Lisboa
16 de janeiro de 2014 7:43 pmDá tristeza ou não dá? Parece
Dá tristeza ou não dá? Parece que está tudo dominado!
Álvaro Noites
16 de janeiro de 2014 10:14 pmJogaram a toalha ….
Jogaram a toalha ….