5 de junho de 2026

Instituto Ethos deixa grupo que acompanha investigações de cartel

Do Valor

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Por Carmen Munari

O Instituto Ethos deixou as atividades do grupo de acompanhamento das apurações sobre o suposto cartel que atuou em licitações do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo. O grupo foi criado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em agosto e até agora não apresentou conclusões. O Ethos comunicou a saída à Corregedoria-Geral da Administração, órgão do governo do Estado responsável pelas apurações, na segunda-feira.

O Ethos, que atuava no grupo junto a outros integrantes da sociedade civil, acredita que já contribuiu com sugestões para a investigação do caso pelo governo paulista. “Não há muito a agregar. Nossa participação atingiu um limite”, disse Paulo Itacarambi, vice-presidente do instituto. Mas indica que não há mais interesse no estrito acompanhamento da participação de agentes públicos no conluio que manipulava preços nas licitações no setor de transporte. “Passou a não ser necessária a nossa presença. Recebíamos histórico das atividades. Podemos receber como todo mundo [pelo site da corregedoria], disse ontem ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

Nem todas as informações são passadas ao grupo, como os nomes e o conteúdo dos depoimentos sob a alegação de que poderiam atrapalhar as investigações. A posição do Ethos é de que todo o grupo deveria ser dissolvido, mas os demais decidiram permanecer, entre eles a Transparência Brasil e a Ordem dos Advogados do Brasil.

Foram pelo menos dez reuniões em cinco meses, comandadas por Gustavo Ungaro, dirigente da corregedoria, a mais recente na segunda-feira. Naquele dia o órgão, segundo Itacarambi, iria apresentar o primeiro relatório sobre a atuação do cartel, após as oitivas com representantes do metrô e da CPTM, entre outros. A divulgação ficou para o fim do mês.

O executivo afirma que a presença do grupo fortaleceu a posição da corregedoria no caso frente aos investigados, conseguiu que as informações apuradas fossem divulgadas pelo site do órgão e questionou itens-chave das licitações como os preços de referência.

O caso, revelado em julho, inclui irregularidades de 1998 a 2008 nas gestões de Alckmin, Mário Covas e José Serra, todas do PSDB. Está sendo investigado pelo Ministério Público, Polícia Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e mais recentemente pelo Supremo Tribunal Federal. A denúncia feita pela Siemens envolve cerca de 20 empresas.

A corregedoria afirmou em nota que respeita a decisão do Ethos e que foi uma “decisão pessoal” de Itacarambi, por estar assumindo novas funções na entidade.

 

Redação

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12 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    16 de janeiro de 2014 12:30 pm

    São Paulo é o pais da piada pronta!

    Um tal Instituto Ethos num grupo de assessoria criado pelo Alckmin! Nossa, comecei o dia com uma boa risada…

    1. Eneuton

      16 de janeiro de 2014 1:05 pm

      Ainda é melhor rir que

      Ainda é melhor rir que chorar: tragicômico o caso.

    2. Antonio Carlos Silva - RJ

      16 de janeiro de 2014 1:26 pm

      Tijolaço: Siemens e Alstom

      Tijolaço: Siemens e Alstom patrocinam o Instituto Ethos

      :

      Curiosamente, as empresas que estão envolvidas em escândalos de propina no Metrô de São Paulo patrocinam a entidade que visa combater “a utilização do tráfico de influência e o oferecimento ou o recebimento de suborno ou propina por parte de qualquer pessoa ou entidade pública ou privada”; organização participará ainda do Movimento Transparência, a convite de Alckmin, para apurar as investigações sobre o caso, mas nega conflito de interesses

      13 de Agosto de 2013 às 10:34

       

      247 – No olho do furacão de denúncias sobre propina a políticos para favorecimento em licitações de grandes obras no Brasil, as multinacionais alemã Siemens e francesa Alstom patrocinam nada menos que o Instituto Ethos. A organização, segundo ela própria, visa combater “a utilização do tráfico de influência e o oferecimento ou o recebimento de suborno ou propina por parte de qualquer pessoa ou entidade pública ou privada”. O fato foi lembrado pelo blog Tijolaço, de Fernando Brito.

      Leia o post abaixo:

      A ética da jabuticaba: Siemens e Alstom patrocinam o Ethos

      O nosso país não é uma maravilha…

      A Siemens e a Alstom, duas campeãs mundiais no pagamento de suborno (clique aqui e aqui para ver o currículo global de suborno de cada uma) patrocinam, no Brasil, ninguém menos que o Instituto Ethos, uma organização que tem como objetivo, diz ela, combater “a utilização do tráfico de influência e o oferecimento ou o recebimento de suborno ou propina por parte de qualquer pessoa ou entidade pública ou privada”.

      E o Ethos, convidado pelo Governador Geraldo Alckmin, vai integrar a “Comissão Pró-Transparência” do escândalo do metrô e dos trens paulistas superfaturados com a Siemens e a Alstom!

      Jabuticabas, por favor!

      O vice-presidente do Ethos, Paulo Itacarambi, disse não haver conflito de interesses no fato de ser patrocinado pelas duas empresas. E disse à Folha que recebe ‘apenas” R$ 18 mil e R$ 14 mil ao ano da Alston e da Siemens, respectivamente.

      Não é verdade.

      Só a Siemens destinou US$ 3 milhões para um dos projetos do Ethos, os “Jogos Limpos”. Não foi o Banco Mundial que selecionou os projetos aos quais seria destinado dinheiro das sanções sofridas pela empresa por corrupção. O Banco Mundial apenas acompanha, com direito de veto, a escolha dos programas.

      A Alstom também não é uma mera sócia contribuinte. Foi, ao lado da Siemens e de outras empresas, a patrocinadora, pasmem da edição de uma revista sobre responsabilidade das empresas em relação às eleições

      Aliás, como organizador do Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção, o Ethos também não sabia das condenações da Siemens e da Alstom por distribuírem propina a rodo, mundo afora e das denúncias aqui e convidou as raposas para tomarem conta do galinheiro?

      Parece que o pessoal do Ethos é tão desentendido como o Alckmin, que não sabia de nada e se deparou com 45 investigações do Ministério Público Estadual.

      A ética da jabuticaba lembra aquela história do mafioso que mandava matar e levava flores ao enterro.

      Aqui, roubam e com um trocado deste dinheiro financiam as ONGs da “honestidade”.

      E ainda é dedutível no Imposto de Renda!

      Por: Fernando Brito

  2. Antonio Carlos Silva - RJ

    16 de janeiro de 2014 1:16 pm

    “Um tal Instituto Ethos num

    “Um tal Instituto Ethos num grupo de assessoria criado pelo Alckmin! Nossa, comecei o dia com uma boa risada…”

    Acrescento : Um tal instituto Ethos (presidido pelo Sr. Paulo Itacarambi (comentarista especial da rádio CBN) num grupo criado pelo Alckmin ! Nossa, comecei o dia com uma boa risada .

     

    Aqui, o presidente do Instituto Ethos e comentarista da CBN tentando embolar a corrupção implantada na prefeitura de SP na gestão de Serra/Kassab com a gestão do ilibado Haddad .

    Clique e ouça : http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2013/11/01/EXISTE-UMA-NATURALIZACAO-DA-CORRUPCAO-NO-BRASIL.htm

  3. Marco Santo

    16 de janeiro de 2014 1:17 pm

    Esse Instituto Ethos tem

    Esse Instituto Ethos tem inúmeros patrocinadores que estão diretamente ligados ao tal do CARTEL, pois de cartel não tem nada. Simples e pura corrupção. O Governador Alckmin pensa que engana quem?

  4. Frederico69

    16 de janeiro de 2014 1:18 pm

    deve ser dificil achar uma conclusão

    que livre a cara do psdb. por isso desistiram.

    agora a imprensa não desiste de usar o termo ‘suposto’ quando o acusado é tucano.

  5. edsontadeu

    16 de janeiro de 2014 1:45 pm

    EHTOS SAI DO CASO DO CARTEL

    O PROBLEMA É QUE O ETHOS  JA DESCOBRIU QUE NAO TEM COMO SALVAR    ALCKMIN  SERRA  E ATE MESMO O DEFUNDO  QUE  ORA  SE REMOVE  A  7 PALMOS , Por mais que  Alckmin e  Serra tentem  esconder  nao tem como, a verdade é que  a justiça  Brasileira  tem  dado as maos  a quadrilha do PSDB.  Pois  se nao fosse assim  todos  ja deveriam  estar no lugar dos que foram condenados na ap. 470 injustamente, numa das maiores  manobras facistas ja visto na historia  de uma suprema corte  ou qualquer outro judiciario. 

    Os  verdadeiros ladroes,  chefes de gangs,  quadrilheiros,  corruptos  do PSDB/DEMOCRATAS/PPS  estao soltos  enquanto  pessoas que  lutam  para ver o   BRASIL menos  desigual  estao presas  

  6. alessandroduarte

    16 de janeiro de 2014 2:59 pm

    Vejam os

    Vejam os parceiros:

    http://www3.ethos.org.br/conteudo/sobre-o-instituto/missao/#.UtfyvDzNveQ

  7. Maria Luisa

    16 de janeiro de 2014 4:29 pm

    Não vai dar mesmo em nada.

    Esse Itacarambi deveria criar o instituto ANTI-Ethos para os amigos e colegas. 

    Alias, por onde anda o De Grandis ?

  8. wendel

    16 de janeiro de 2014 7:36 pm

    O QUÊ????????????????????

    O ETHOS????????????????? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃAOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    “A organização que tem como objetivo, combater “a utilização do tráfico de influência, o oferecimento e o recebimento de suborno ou propina por parte de qualquer pessoa ou entidade pública ou privada”, patrocinado pela Alston e a Siemens?

    E ainda vêm me dizer que não há conflito de interesse?????????????????????

    Façam-me um favor!!!!!! Dê-me um tiro na cachola, pois devo estar precisando dormir o sono eterno!!!!!!!!!!!!!!

     

  9. Francy Lisboa

    16 de janeiro de 2014 7:43 pm

    Dá tristeza ou não dá? Parece

    Dá tristeza ou não dá? Parece que está tudo dominado!

  10. Álvaro Noites

    16 de janeiro de 2014 10:14 pm

    Jogaram a toalha ….
    Jogaram a toalha ….

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