Jornalista pode ter sido detida a pedido de Joaquim Barbosa

Atualizado às 12:13

Do Jornal GGN – Pelo relato da correspondente do Estadão, Cláudia Trevisan – que foi detida e algemada pela polícia, ao tentar assistir a uma palestra do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa na Universidade de Yale – a maior suspeita sobre o causador do episódio recai sobre o próprio Barbosa.

A correspondente entrou normalmente em Yale, circulou pelos corredores em que circulam alunos, professores e visitantes.

Ao pedir informações a um policial, foi detida. E as declarações do policial deixam as pistas sobre a origem das denúncias contra a correspondente (http://glurl.co/csC):

“Foi o único momento em que me alterei. Disse que ele não podia fazer isso. Ele respondeu que sim e teve seu êxtase autoritário: we know who you are, you are a reporter (você sabe quem você é, você é uma repórter). Que crime!!!! We have your picture, you were told several times you could not come (Nós temos sua foto, você foi avisada várias vezes que não podia vir)”.

A troco de quê a policia de Yale teria uma foto da correspondente? Foram avisados por quem? Havia duas pessoas que sabiam de sua ida à Universidade: a Diretora de Comunicação e o próprio Joaquim Barbosa, a quem a jornalista telefonou pedindo entrevista.

A Diretora negou a autorização para assistir à palestra. Certamente, não havia como lhe negar o acesso à Universidade, que é aberta a alunos e ao público. Não há nenhum histórico  entre a repórter e seu jornal e a Universidade, para sua foto estar nas mãos de um policial, com a ordem de detê-la.

Segundo o relato:

“Fui algemada enquanto ele dizia “you know why you are being arrested, no?” (você sabe porque está sendo presa, não?). Ao que eu dizia que não. “You were told several times you could not come here” (Você foi avisada diversas vezes que não poderia vir aqui). Ao que eu repetia que não”.

As únicas informações objetivas sobre ela eram de Joaquim Barbosa, que já provocou conflito com outros jornalistas do Estadão, devido a denúncias sobre gastos com passagem e a compra da casa em Miami.

Leia também:  Pedro, filho e suplente de Chico Rodrigues, virou problema para o Senado

“Ela também havia conversado previamente, por telefone celular, com o próprio ministro Barbosa, a quem solicitou uma entrevista. Barbosa disse que não estava disposto a falar com a imprensa. Claudia, então, informou o presidente do STF que o aguardaria e o abordaria do lado de fora do prédio” (http://glurl.co/csA).

‘Não entrei escondido nem forcei a entrada’
Leia a íntegra do relato da correspondente do ‘Estado’ em Washington, Cláudia Trevisan, enviado ao embaixador Cézar Amaral, cônsul-geral do Brasil em Hartford (EUA)
27 de setembro de 2013 | 19h 04

Cláudia Trevisan – correspondente do Estado em Washington

Caro Cézar, obrigada por sua preocupação e empenho no caso. A história começou na manhã de esta quinta-feira, 26, quando o jornal decidiu que eu deveria tentar falar com o ministro Joaquim Barbosa na Faculdade de Direito de Yale. Ele participava lá de um evento chamado “Global Constitutionalism Seminar 2013”.

Veja também:
link Correspondente do ‘Estado’ é presa e algemada em Yale (EUA)

Liguei para a diretora de Comunicações da Faculdade de Direito, Janet Conroy, e perguntei se poderia ter acesso ao evento. A resposta foi que não. Segundo ela, o evento era fechado e eu não poderia entrar no prédio. Eu disse que iria mesmo assim e esperaria o ministro na calçada.

Cheguei a New Haven por volta das 14h30 e fui para a Faculdade de Direito. Quando entrei, me dirigi à segurança que estava na portaria e perguntei onde estava sendo realizado o evento. Meu objetivo era ter certeza do local para poder esperar o ministro do lado de fora. Ela disse que não tinha informação sobre o seminário no website da faculdade e sugeriu que eu olhasse nas salas do corredor principal do prédio. Não pediu minha identificação nem impediu que eu entrasse. Pelo contrário.

Portanto, I did not sneaked or broke in (Eu não entrei escondido nem forcei a entrada). Eu andei pelos corredores, olhei pelos vidros dentro das salas, subi dois andares, comprei uma água na cafeteria, sentei no pátio interno e conclui que o seminário não estava ocorrendo naquele edifício.

Sai de lá e fui ao Wooley Hall, uma sala de concertos da Faculdade de Direito onde seriam realizados os eventos de hoje do seminário. As portas do lugar ficam abertas e a entrada é livre. Muitas pessoas usam o hall como atalho entre uma praça e a rua que fica do outro lado. Não havia ninguém para pedir informações na entrada.

Subi as escadas e me dirigi a um policial. Perguntei se o evento estava sendo realizado ali. Ele não respondeu e pediu que eu o acompanhasse, o que fiz sem protestar ou resistir. No andar de baixo, ele começou a me fazer perguntas. Eu não disse que era jornalista, mas falei que estava em busca do ministro Joaquim Barbosa e que pretendia esperá-lo do lado de fora. Informei meu endereço, telefone e voluntariamente entreguei meu passaporte quando ele pediu uma identificação. Quando estávamos já do lado de fora do prédio, pedi meu passaporte de volta e ele se recusou a entregá-lo.

Foi o único momento em que me alterei. Disse que ele não podia fazer isso. Ele respondeu que sim e teve seu êxtase autoritário: we know who you are, you are a reporter (você sabe quem você é, você é uma repórter). Que crime!!!! We have your picture, you were told several times you could not come (Nós temos sua foto, você foi avisada várias vezes que não podia vir). Ao que respondi que sim, era uma repórter, mas não havia sido alertada several times (muitas vezes) de que não poderia estar ali. Ao que ele respondeu que eu seria presa por “criminal trespassing” (invasão criminosa). 

Duas policiais chegaram e ficaram me vigiando. Nesse momento, consegui ligar para o Benoni na Embaixada de Washington e avisar que seria presa. Logo depois, o mesmo policial, DeJesus, voltou, ordenou que eu ficasse em pé de costas para ele e colocasse minhas mãos para trás. Fui algemada enquanto ele dizia “you know why you are being arrested, no?” (você sabe porque está sendo presa, não?). Ao que eu dizia que não. “You were told several times you could not come here” (Você foi avisada diversas vezes que não poderia vir aqui). Ao que eu repetia que não.

Isso ocorreu por volta das 16h15. Em nenhum momento me disseram o “Miranda Rights” (leitura obrigatória dos direitos). Fui colocada em um carro de polícia e esperei por cerca de uma hora. Nesse período, apareceu uma pessoa ligada ao dean (“diretor”) da Faculdade de Direito, que falou com o policial rapidamente. Ele me viu no carro, mas não se interessou por saber minha versão dos fatos (quando estudei Direito, aprendemos a desconfiar de relatos policiais e a valorizar o contraditório).

Por volta das 17h15 fui transferida para um camburão e levada ao distrito policial. Pedi para dar um telefonema, mas não permitiram. Disseram que eu teria que ser “processed first”, o popular fichada. Fui revistada por uma policial e colocada em uma cela, dessas que vemos em filmes americanos. Havia um vaso sanitário e um policial fornecia papel higiênico pela grade. Não havia nenhum privacidade e tinha que “ir ao banheiro” com policiais passando pelo corredor. Fiquei cerca de 3h30 na cela. No total, permaneci quase cinco horas incomunicável. Só pude dar meu primeiro telefone às 21h20, pouco antes de ser solta.

A grande questão é por que fui presa se obedeci ao policial, não ofereci resistência e pretendia sair do prédio. Ao que eu saiba, ser jornalista não é crime tipificado pela legislação americana. 

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94 comentários

  1. Se isso se confirmar e o tal
    Se isso se confirmar e o tal se eleger presidente do Brasil pelo partido dos militares, não seria como reviver 64? Espero que tudo tenha sido um engano.

  2. Uma ocorrência seríssima

    Uma ocorrência seríssima dessa, na qual uma brasileira é humilhada sem nenhuma razão aparente, tem que ser investigada a fundo, doa a quem doer, pelo Itamaraty. Se não citasse o país, decerto que as nossas mentes se deslocariam, de pronto, para algum país árabe ou africano do chamado terceiro mundo onde ainda são frágeis a execução de direitos fundamentais já corriqueiros no dito “mundo civilizado”. 

    Se fosse o contrário, decerto que os EUA já teria acionado a Sexta Frota e exigido explicações das autoridades brasileiras. 

    Quanto ao protagonismo do ministro Joaquim Barbosa no episódio, me recuso a acreditar. Seria de uma torpeza de tal monta que a biografia do ministro ficaria suja para a posteridade. 

    • JB, também custo a imaginar

      JB, também custo a imaginar que o Barbosa fizesse referências explícitas à jornalista em questão para os coordenadores da palestra, mas não me parece improvável que ele tenha pedido para que a imprensa não tivesse acesso a ele… Então isso somado a uma truculência voluntária do policial podem perfeitamente resultar no presente caso. Aguardemos o ministro se pronunciar, se é que o fará.

  3. Reporter do PIG perseguida

    Reporter do PIG perseguida por Barbosa?

    Barbosa mandando, nos EUA, a polícia prender alguém?

    A única pessoa que sabia que Trevisan iria à universidade era Barbosa?

    Sim, sabemos da incompetência americana, mas…

    • Assis,
      se ela, de verdade,

      Assis,

      se ela, de verdade, ligou e ele disse que não daria entrevistas, mas ela informou que o esperaria na saída da conferência, ele pode, sim, tê-la denunciado por “harassment” (assédio). Pelas bandas de cá, se alguém insistentemente quer entrar em contato e você recusa-se, é só ligar para a polícia e denunciar.

      Como o policial disse que “várias vezes” ela teve negado seu pedido de acesso, imagino que o JB ao invés de reportar que ela ligou uma vez só, carregou na tinta. A outra grande possibilidade é de que ela tenha mesmo ligado várias vezes. Mesmo que ele não tenha atendido às ligações, isso termina por comprovar o “assédio” para a polícia. É só ele mostrar o celular com as várias tentativas de chamada.

      Abraços!

  4. jornalista detida
    Isso foi um desrespeito enorme à jornalista, que estava em um local de acesso ao público, não deveria nem ter sido interrogada, quanto mais detida. Deve,sim, ter havido algum pedido para que fosse presa,sob que acusação, não sabemos.

  5. Caro Nassif e

    Caro Nassif e demais

    “Perigosa territorista do  grupo Estadão, é presa, quando tenta entrevistar um representante da casa grande.”

    Se fosse alguém do PT, seria essa a manchete.

    Eheheheh

    Saudações

  6. Estranho, também, é um evento

    Estranho, também, é um evento em uma faculdade de direito, com um ministro de um tribunal superior, ser a porta fechada. Lembra muita a conversão do Serra, Bob Freire, Alberto Goldman, Fhc, Sérgio Mota e muitos outros……..os meninos informantes da globo e………a vida segue.

  7. “a maior suspeita sobre o

    “a maior suspeita sobre o causador do episódio recai sobre o próprio Barbosa”:

    !!!

    Hoje eles viram isso?  Ja estava claro ontem.  A reporter conta que o policial lhe disse que eles ja a conheciam e ja a estavam esperando, ou coisa muitissimo parecida.

     

    (O novo Captcha eh um pesadelo.)

  8. Vai sobrar para a repórter

    O Estadão para não se indispor com o presidenciável Barbosa vai esbravejar no início e depois deixar o caso esfriar. Daqui há alguns meses demite a repórter e fim de história.

    Caso tivesse ocorrido algo parecido com repórter do estadão na Venezuela ou Bolívia a imprensa, de forma uníssona, estamparia editoriais em todos os jornais, telejornais, etc. exigindo a invasão da Bolívia ou Venezuela. O Chico Buarque tinha razão quando dizia da covardia de falar grosso contra os pequenos e falar fino com os EUA.

  9. Palestra secreta é no mínimo suspeita

    O discricionarismo furioso, arrogante e capenga deste senhor todos nós sabemos onde tem sua origem. Fazer o que? Pena que, muito ao contrário, não seja nenhum padrão de probidade, altruísmo e retidão.

     

  10. Nassif, em seu texto há o

    Nassif, em seu texto há o seguinte argumento: “se a única pessoa que sabia de sua ida à Universidade era o próprio Joaquim Barbosa?”

    Porém, o relato da própria repórter começa com uma discussão dela com uma diretora de Yale:

    “Liguei para a diretora de Comunicações da Faculdade de Direito, Janet Conroy, e perguntei se poderia ter acesso ao evento. A resposta foi que não. Segundo ela, o evento era fechado e eu não poderia entrar no prédio. Eu disse que iria mesmo assim e esperaria o ministro na calçada.”

    É provável que o Ministro JB tenha pedido para o evento ser fechado, mas daí afirmar que ele é o responsável pela prisão vai uma distância enorme.

    Acredito que a responsável seja a diretora. É bom lembrar que Yale é uma universidade privada. Ou seja, ali não é um espaço público, como estão dizendo.

  11. Diversidade cultural

    Como bacharel em Direito era de se esperar que se saibesse que cada país tem suas peculiaridades culturais: não há como se basear nas liberdades que você têm aqui e obrigar outros países a obedecê-las, ou vice-versa.

    Lá o indivìduo pode reclamar na justiça quando alguém a tem importunado, ameaçado sua integridade ou privacidade. Lá o indivíduo tem a prerrogativa compartilhar seu espaço, seu tempo e suas relações com quem bem entender e pedir à própria justiça que mantenha os abusados à distância dela. Nâo vou questionar nem pedir que explique aqui o tipo de incômodo você tem causado a ele.

    Jogue pelas regras do jogo: Lá as regras foram quebradas, mas aqui a conversa é outra, não é?  

     

     

     

     

     

  12. nem o estadão fala que o Barbosa tenha algo com isso!!!

    a inquisição do governo contra os que ousaram desafia-lo e cruel, e conta com seus fanaticos para manter a vingança!

    nem o propro estadão insinuou que o Barbosa tenha algo com a prisão, ele apenas disse que não daria entrevistas!!!

     

    • Marcel Santo,
      Deixa de ser

      Marcel Santo,

      Deixa de ser leviano! Quem do governo está envolvido nisso, a não ser o Itamaraty visando defender a nossa compatriota? Quem está fazendo o papel de inquisitor? Quem são os fanáticos do governo?

      Quem está fazendo o papel de idiota és tu, ao fazer essas acusações. Ademais, MENTES! Transcrevo uma das perguntas que o Estadão faz à Escola de Direito da Universidade de Yale:

      . O ministro Joaquim Barbosa deu alguma instrução à faculdade de Direito ou para pessoas da organização do evento de como tratar a imprensa?

      http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,correspondente-do-estado-e-presa-e-algemada-em-yale-(eua),1079563,0.htm

    • Marcel,
       
      Eu concordo com

      Marcel,

       

      Eu concordo com você que eu não gosto deste senhor.

      De fato estou fazendo uma série de conclusões, talvez até maldosas, não por outro motivo, que não seja a questão política.

      Porém, existem alguns elementos estranhos em toda esta estória, mas a principal é a prisão de uma jornalista do Estadão nos EUA (isto é fato).

      O resto, precisa ser esclarecido, talvez nem o Joaquim Barbosa estivesse lá, se estivesse, não mandou prender ninguém (não sei se tem poder de polícia fora do Brasil). Outra coisa, ele é um homem público, paciência, tudo que acontecer com ele repercute mesmo, é o preço de ser “famoso”. Mas mais importante de tudo é: provavelmente ele foi com o dinheiro público, então deve ainda mais explicações. Por que ele está lá e não trabalhando para quem de fato paga o salário dele? qual é o critério para ministros do stf participarem de palestras no exterior, existe algum controle externo? ou eles que decidem, quando, onde e como? só que com o nosso dinheiro?

      Desculpe-me, este senhor não nos desafiou (sinto parte deste governo), este senhor simplesmente foi mais um covarde, violento (oriundo tardiamente de uma classe média corrupta) que vive apontando o dedo para todo mundo porém usufruindo de uma série de privilégios.

      Chegou ao STF não por outro motivo pelo fato de ser negro (pois a ingenuidade do Lula era deixar os órgãos menos elitistas e mais povão).

      Caiu na graça da direita, aquela mais raivosa, racista e golpista. Quando falaram “mal” dele, que ele dava os miguezinhos para não trabalhar, na verdade, era para ele voltar e dar sequência ao suposto “mensalão”, que ele, gentilmente voltou e meteu bronca.

      Mas ele tem muita coisa para explicar sim. Ele é pago pelo dinheiro que poderia dar um sistema de saúde melhor, por exemplo, nos rincões do Brasil.

      Se esta viagem ocorreu, quanto custou para o erário? homens públicos, de direita ou esquerda, branco ou preto, do norte ou do sul, devem explicações sim.

       

    • O internauta pode supor. O juiz deve falar nos autos.

      Marcel, esse seu comentário não tem nenhuma lógica! Onde vc encontra referencia para citar “inquisição do governo”???? O governo, que acredito que seja ao governo federal a que vc se refere (porque só se fala nele e dele porque parece que é o único que trabalha e funciona) foi duramente atacado durante o espetáculo midiático estrelado por esse cidadão e nunca saiu um centímetro dos limites institucionais em que pode e deve atuar. A corte, dirigida e intimidada por esse cidadão, essa sim extrapolou todos os limites da legislação ordinária e constitucional durante todo o julgamento. E, vale ressaltar, que os internautas, nesse espaço democrático em que até “agentes” como vc podem manifestar-se livremente, podem fazer suposições e deduções acerca dos fatos analisados até porque a dita MAIS ALTA CORTE do país, sob a batuta do destemperado atual presidente, abusou do direito de fazer suposições e ilações do tipo “não poderia não saber” e que há provas “tênues” na tentativa de legitimar e dar fundamentos a decisões de penalização de inocentes a penas duríssimas de privação do direito sagrado da liberdade de movimento. Eu, por exemplo, exercito o meu direito de supor que o Barbosa não estava lá e tem obrigação de dizer onde estava e em troco de que gastou o MEU DINHEIRO para fazer essa viagem.

  13. Agora está começando a fazer

    Agora está começando a fazer sentido.

    A história anterior, de que uma jornalista foi presa por “nada” caiu.

    Parece mais isso, um encontro secreto “descoberto” pela jonalista e ele ficou “boladinho”.

    Aí ele “mandou prender” pois estava com os parceiros dele, organizando algum golpezinho.

    Na volta, ele passa em Miami para cuidar dos negócios dele.

  14. Que esse entrevero foi  mais

    Que esse entrevero foi  mais uma “arte” do Joaquim Barbosa  não há a menor dúvida.

    Mas como não há ninguém do PT envolvido, esse assunto nao terá a menor repercussão. Só o Estadão que vai reclamar alguns dias e depois vai esquecer o fato.

    Pelo menos que sirva de lição para os jornalistas, (pessoa física). Ficar perto de nosso Batman já merece um adicional de periculosidade.

  15.  
    Tentei achar alguma

     

    Tentei achar alguma divulgaçao do encontro no site da Yale ou em algum site gringo e não vi divulgação nenhuma deste encontro… Afinal o q o Batman foi fazer em gotham city?? Q encontro mais suspeito é esse???

  16. “Em nenhum momento me

    “Em nenhum momento me disseram o “Miranda Rights” (leitura obrigatória dos direitos). Fui colocada em um carro de polícia e…”

    “Miranda rights” é coisa para eles mesmos ou para cidadãos do circuito “Elisabeth Arden”. Para “cucarachas” do sul do Equador a conversa é outra. Dificilmente, fariam isso com correspondente francês, inglês ou alemão.

  17. DIVERSIDADE DE LIBERDADES

    Como bacharel em Direito era de se esperar que ela soubesse que cada país tem suas peculiaridades culturais: não há como se basear nas liberdades que você têm aqui e obrigar outros países a obedecê-las, ou vice-versa.

    Lá o indivìduo ou a instituição pode reclamar na justiça quando alguém a tem importunado, ameaçado sua integridade ou privacidade. Lá o indivíduo tem a prerrogativa compartilhar seu espaço, seu tempo e suas relações com quem bem entender e pedir à própria justiça que mantenha os abusados à distância dela. Nâo pretendo questionar nem pedir que se explique aqui o tipo de incômodo que tem sido causado a ele.  Mas que tanto ele quanto a Universidade têm direito de convidar e aceitar quem eles quiserem, não resta dúvida…

    Jogue pelas regras do jogo: Lá as regras foram quebradas, mas aqui a conversa é outra, não é? 

  18. Como já disse alguém aqui em

    Como já disse alguém aqui em outro post:

    torço para um “nocaute duplo”…

  19.  
    Pobre Joaquim.
    No fim vai

     

    Pobre Joaquim.

    No fim vai estar só, atingido por todos os lados, sem aliados nem na esquerda, nem na direita, nem nos colegas do judiciário, e ainda menos em meio à classe jurídica, descartado pela opinião publicada e ainda por cima desacreditado pela população. Pobre homem que combate moinhos. Já surgiram e vão continuar a surgi as denuncias mais toscas e vazias possíveis com o impacto maximizado pelos seus inimigos, que não são poucos.  

    Barbosa é descartável, as suas ações, embora coerentes com a sua postura e histórico de procurador, ou acusador simplesmente, não resultaram em nada, a não ser em um julgamento novelesco e agravado pelo seu temperamento agressivo e às vezes descortês.  Ao contrário do que muitos o dizem não é um homem da direita, ou aliado da oposição, muito pelo contrário, sua postura sempre foi contrária a esta e a elite. No entanto no contexto do Mensalão a sua postura incisiva, atropelando defensores, colegas ministros, o que estava contido nos autos, e o próprio direito, agradou a mídia corporativa e a oposição, afinal elas precisavam de alguém que personifica-se a sua “sede de justiça contra os mensaleiros” e ele caiu como uma luva.

    Mais agora é a hora do descarte, ele já cumpriu o seu papel, se manter a sua postura beligerante pode apontar a sua metralhadora para o lado errado, ou certo, depende do ponto de vista, mas de toda forma não permitiram.

    Se ele mandou ou não prender a tal repórter, não importa, por que a simples hipótese já baseia a conclusão daqueles que o querem vê-lo ardendo no mármore da opinião publicada.

    Quanto à repórter não conheço o seu trabalho, nada posso afirmar sobre o seu caráter, nem gosto nem desgosto dos seus empregadores, apenas não compro o que eles vendem, e pelo o que eles vendem e pela forma que tratam os seus empregados, e o que forçam estes a fazerem, desconfio da veracidade de qualquer coisa que publiquem.

    Pelo o que nos foi contado até agora a moça é vitima de fato, no entanto afirmar a culpa de Barbosa carece de indícios seguros além da fé daqueles que acreditam ser ele o belzebu de capa preta que veio se entranhar com os militares e preparar o golpe.

    Ou seja, é uma questão de fé, e não de fato.

    Enquanto segue o Sr. Barbosa caminhando confiante rumo as sombras  onde um bela briga de facas o aguarda.

     

      

  20. Barbosa é desrespeitado na

    Barbosa é desrespeitado na Universidade de Yale

    Mesmo dando um desconto para Joaquim Barbosa e acreditando que ele não teve nenhuma influência no episódio, tal como apenas insunou o Estadão, ainda assim ele não fica bem na foto.

    É que no mínimo trata-se de um imenso desrespeito da Universidade para com o seu convidado. 

    Onde é que já se viu mandar prender uma jornalista que foi até lá para entrevistar o seu palestrante?

    Talvez tenha sido apenas uma crise de ciúmes de Yale. Coisa do tipo: Barbosa é nosso e de mais ninguém.!!!

    Se for assim, que façam bom proveito. 

  21. Jornalista presa na universidade de Yale

    O asco que tenho de “jornalistas – fdp” que não respeita o cidadão e as autoridades constituídas é o mesmo que tenho quando “autoridades constituídas e/ou cidadãos – fdps” , de maneira semelhante, não respeitam o jornalista! 

  22. “Ele me viu no carro, mas não

    “Ele me viu no carro, mas não se interessou por saber minha versão dos fatos (quando estudei Direito, aprendemos a desconfiar de relatos policiais e a valorizar o contraditório).”

    Não conheço o trabalho de Trevisan, mas tenho certo conhecimento da empresa em que trabalha. Creio que o mesmo que aprendeu na escola de Direito, aprendeu na de Jornalismo. Posso afirmar que, pelo menos, nos últimos 12 anos seu empregador se preocupou muito pouco com o contraditório, principalmente, quando do outro lado da arena estava o inimigo a ser derrotado, o petismo.

    PS. Caramba!!! Como está difícil decifrar o Captcha! Já tentei até o áudio. Vou continuar tentando se não conseguir, tentarei contato com NSA.

  23. Isso é bem típico do Barbosa, que não aceita o contraditório

    “ele apenas disse que não daria entrevistas”

    Mais uma pista: Barbosa tinha avisado que não queria dar entrevistas. As pedras do tabuleiro estão se fechando. E Barbosa, vingativo que é, nunca perdoou o  Estadão por causa desta reportagem de 2010, o Batman também mandou um repórter do Estadão chafurdar no lixo quando ele(o repórter) tentou, recentemente, investigar os podres do truculeno Imperador Sol: 

    De licença médica, Joaquim Barbosa vai a festa de amigos e a bar em Brasília

    Afastado desde abril do trabalho, ministro do STF deve somar 127 dias de licença neste ano

    07 de agosto de 2010 | 21h 31Por Mariângela Gallucci, no Estadão

    BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que está de licença por recomendação médica, alegando que tem um “problema crônico na coluna” e, por isso, enfrenta dificuldade para despachar e estar presente aos julgamentos no plenário do STF, não tem problemas para marcar presença em festas de amigos ou se encontrar com eles em um conhecido restaurante-bar de Brasília.

    Estado de S. PauloFuncionários do Ministério reclamam de processos parados de Barbosa

    Veja também:
    Licenças de Barbosa emperram Supremo

    Na tarde de sábado (ontem), a reportagem doEstado encontrou o ministro e uns amigos no bar do Mercado Municipal, um point da Asa Sul. Na noite de sexta-feira, ele esteve numa festa de aniversário, no Lago Sul, na presença de advogados e magistrados que vivem em Brasília.

    Joaquim Barbosa está em licença médica desde 26 abril. Se cumprir todos os dias da mais nova licença, ele vai ficar 127 dias fora do STF, só neste ano. Em 2007, ele esteve dois dias de licença. Em 2008, ficou outros 66 dias licenciado. Ano passado pegou mais um mês de licença. Advogados e colegas de tribunal reclamam que os processos estão parados no gabinete do ministro.

    Processos estocados. Neste sábado, a reportagem do Estado aproximou-se da mesa onde Barbosa estava no Bar Municipal. O ministro demonstrou insatisfação e disse que não daria entrevista. Em seguida, entretanto, passou a criticar um texto publicado pelo jornal no último dia 5 intitulado “Licenças de Barbosa emperram o Supremo”.

    No texto havia a informação de que Barbosa é o campeão de processos estocados no STF, apesar de ter sido poupado das distribuições nos meses em que ficou em licença. De acordo com estatísticas do tribunal, tramitam sob a sua relatoria 13.193 processos, incluindo os que estão no Ministério Público Federal para parecer. O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Júnior, disse que o STF deveria encontrar uma solução para os processos que estão parados e que essa saída poderia ser a redistribuição das ações.

    Barbosa, de licenca desde abril no Tribunal, conversa com pessoas no bar e restaurante Mercado Municipal, na Asa Sul. (Foto: Ed Ferreira/AE)

    De acordo com Barbosa, o jornal tinha publicado uma “leviandade”. O ministro afirmou que a reportagem foi usada por um grupo de pessoas que, segundo ele, quer a sua saída do STF. “Mas eu vou continuar no tribunal”, disse, irritado. Ele afirmou que não é verdade que as suas licenças emperram os trabalhos da Corte. O ministro reclamou que não foi procurado pela reportagem para se manifestar sobre as queixas feitas por advogados e colegas de STF por causa de suas licenças médicas. Ministros do Supremo chegaram a dizer que se Barbosa não tem condições de trabalhar deveria se aposentar.

    “Você não me procurou”, disse. A verdade é que o Estado só publicou a reportagem do último dia 5 depois de contatar um assessor do ministro. Esse funcionário disse que Barbosa não daria entrevista. Ao ser confrontado com essa informação, o ministro disse: “Você tinha de ter ligado para o meu celular”. Depois, não quis mais falar.

    Volta temporária. Na semana passada, o presidente do STF, Cezar Peluso, anunciou que Barbosa voltaria ao plenário da Corte. O regresso será, porém, temporário: é só para participar de um julgamento que diz respeito ao mensalão petista, processo do qual ele é relator, e outros casos em que a conclusão do julgamento depende do voto dele. O ministro participará desse julgamentos e retornará para a licença, para se tratar em São Paulo.

    Entre os processos nas mãos de Barbosa está uma ação que discute se as empresas exportadoras de bens e serviços devem recolher ou não a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Na sessão da semana passada, o julgamento do processo foi interrompido porque o placar ficou empatado em 5 a 5. Caberá a Barbosa desempatar o julgamento.

    De acordo com estatísticas disponíveis para assessores do tribunal, Barbosa é o campeão em processos no STF, apesar de ter sido poupado das distribuições nos meses em que ficou em licença. Tramitam sob sua relatoria 13.193 processos, incluindo os que estão na Procuradoria-Geral da República para parecer. Na outra ponta das estatísticas, Eros Grau, que se aposentou na segunda-feira, era o responsável por 3.515 processos em tramitação. Ao todo, estão em andamento no tribunal 92.936 ações.

    Nota do comentarista IV Avatar: Interessante que, por causa do julgamento do “mensalão”, o homem nunca mais adoeceu…rss Veja o gráfico das licenças de Barbosa antes do show do mensalão 

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,de-licenca-medica-joaquim-barbosa-vai-a-festa-de-amigos-e-a-bar-em-brasilia,591930,0.htm

     

     

    • Mais uma prova da suspeição

      Mais uma prova da suspeição de Barbosa

       

      Ser julgado por um juiz destemperado, alguém que parece pronto para voar no pescoso dos advogados e de quem mais o contrarie é, definitavente, algo que absolutamente ninguém merece.

      Duarante o julgamento do mensalão eu fiquei me perguntando o que será que José Dirceu fez para Joaquim Barbosa. Se tinha dado um chá de cadeira no então candidato ao Supremo, se tinha apoiado um outro nome. O mesmo vale para outros réus. Mas para Dirceu, João Paulo e Genuíno, parece que a coisa é pessoal.

      Se um juiz de primeira instância se portasse num julgamento qualquer tal como se portou Joaquim no julgamento  do mensalão, o advogado do réu não hesitaria em pedir sua suspeição. É um direito básico ser julgado com serenidade.

      Agora vejo que a coisa vem de longe. Transcrevo o seguinte trecho da reportagem acima:

      “Volta temporária. Na semana passada, o presidente do STF, Cezar Peluso, anunciou que Barbosa voltaria ao plenário da Corte. O regresso será, porém, temporário: é só para participar de um julgamento que diz respeito ao mensalão petista, processo do qual ele é relator, e outros casos em que a conclusão do julgamento depende do voto dele. O ministro participará desse julgamentos e retornará para a licença, para se tratar em São Paulo.”

      Afinal de contas, Joaquim Barbosa estava ou não estva doente?

      Não existe nenhuma justificativa plausível para um  juiz suspender uma licença médica apenas para tratar de um processo. Atitudes como essa demonstram um apego desmedido a uma determinada causa, evidenciam ausência de isenção.

      Eu fico refletindo o que teria acontecido à jornalista de Yale se ela perguntasse ao nobre ministro se ele acha que é um direito básico dos réus serem julgados com serenidade.

      Concluo que ela já estaria no corredor da morte.

       

       

       

      • Muito estranho que ele tenha

        Muito estranho que ele tenha dado uma “pausa” na doença para se dedicar de corpo e alma a AP470. Comissão da Verdade STF Já!

         

  24. no fim do mes, pinga.

    BRAbosa está se lixando.

    passeia pelo mundo, sempre de PRIMEIRA classe.

    reforma banheiros do seu? ap funcional “minha casa minha vida” para dar uma c….. de luxo.

    arrogância sem limites. falta de civilidade idem. e agora palestras suspeitas…..

    pudera: no fim do mes o salário pinga, grandão.

    e se for demitido sai aposentado com salário INTEGRAL.

    sua casinha de praia é em miami (existe algo mais brega?)

    é o herói dos meus amigos coxinha que se queixam do ………….. bolsa família.

     

  25. IMPÉRIO DO FASCISMO

    Enésima evidência do fascismo a imperar através da cumplicidade dos tiranos e da complacência dos comodistas.

  26. IMPÉRIO DO FASCISMO

    Enésima evidência do fascismo a imperar através da cumplicidade dos tiranos e da complacência dos comodistas.

  27. Tirano tupiniquim

    Nassif,

    Este adivogado já deve saber que a SUA AP470 não se sustenta, que o método de compra de seu imóvel em Miami não se suastenta, que o seu BO, o da surra a mulher pode aparecer a qualquer momento, que sua verborragia deverá ir pelo ralo no STF, isto sem falar sobre a sua forte amizade com Agaciel Maia, afastado como pilantra de 1º time do Senado, ou seja, percebe que todo o seu esforço em vida pode ser jogado no lixo da história (basata alguém de peso assim o desejar).

    Sinto por ele, que se fez preparado para a carreira mas esqueceu de se preparar para a vida.  

  28. “Liguei para a diretora de

    “Liguei para a diretora de Comunicações da Faculdade de Direito, Janet Conroy, e perguntei se poderia ter acesso ao evento. A resposta foi que não. Segundo ela, o evento era fechado e eu não poderia entrar no prédio. Eu disse …”

    A prisão é lamentável sob todos os pontos de vista, mas levanta discussão sob certos aspectos da imprensa brasileira. Aqui os jornalista se consideram deuses, se acham no direito de entrar em qualquer lugar, a qualquer hora. Aqui, cercam as autoridades nos eventos de maneira agressiva, fica aquele monte de microfones e gravadores quase entrando na boca do cidadão. Aqui, acham que políticos em geral tem que estar a sua disposição para entrevistas sempre, cobram isso muitas vezes de forma arrogante. Enfim, se consideram o primeiro poder da república.

    Vejam o caso, a diretora da Faculdade colocou os limites que seriam  certamente obedecidos por jornalistas americanos. Para um mal acostumado jornalista brasileiro, isso é quase uma afronta, uma tentativa de cercear o trabalho da imprensa. Nos EUA, voce não vê jornalistas cercando Obama em qualquer lugar como cercam Dilma no Brasil. Lá sempre as autoridades dão aqueles depoimentos ou entrevistas coletivas em cima de púlpitos, geralmente, em locais fechados ou jardins dos prédios oficiais.Existe certa formalidade e civilidade na relação.

    Aqui parece a “Casa da Mãe Joana” e, ai do cidadão que queira botar ordem na casa. Nesse caso, o sujeito é acusado de autoritário, de ser contra a liberdade de imprensa e, imediatamente, começa a sofrer perseguição. Aliás, essa ação é que faz com que políticos de maneira geral se curvem a velha mídia brasileira. O medo de serem chantagiados os paralisam. E, realmente, é caso de se ter medo, já que para atingir seus objetivos, a velha mídia se alia até a criminosos, vide o caso “Caneta, Veja, Cachoeira”.

     

    • Burburinho, após ler seu

      Burburinho, após ler seu comentário de 11:49h, ia justamente fazer essa pergunta:  –  Estaria mesmo em YALE, o Min. Barbosa? 

  29. Apenas uma duvida.
    O texto

    Apenas uma duvida.

    O texto diz que ela tinha pedido autorização previa e foi negado ( sei lá por que), então não era so o Merritissimo que sabia, certo ????

    Esclareçam por favor

  30. Agüaram um pé de Mandacaru

    Agüaram um pé de Mandacaru pensando que era uma roseira.

    Agora querem se encostar e não podem.

    • Brilhante comentário, essa

      Brilhante comentário, essa mania de se criar uma imagem enquanto interessa e depois tentar desconstrui-la tem que acabar. Agora não tentem o PIG tirar a capa do Batmam.

  31. Antes de achar que foi o JB, que tal ver o que a reporter disse?

    A reporter disse na matéria que trocou e-mails com representantes da faculdade sobre a palestra, então não era apenas o JB que sabia da presença da reporter.

    A reporter disse que levou um NÃO formal da representante da faculdade

    A reporter mesmo recebendo  o “não” disse que ia estar lá, ou seja, desafiando a autoridade da representante da faculdade, que deve ter preparado a segurança para a possível presença dela.

    Ela foi presa por entrar sem permissão num local privado, segundo a matéria… alguém postou o link para o código criminal do estado que diz que a pessoa é presa por “criminal trespassing ” se a pessoa, não sendo licenciada ou privilegiada para tal, entra or permanece numa propriedade após uma ordem para sair ou não entrar(…)”

    então, ela mesma diz que cometeu o crime de que é acusada… independente de ter ou não o dedo o JB… o que acho que não seja o caso…

    Abraços a todos

     

    • Concordo.
      Além do mais,

      Concordo.

      Além do mais, quando estudou Direito, estudou muito mal. Contraditório no procedimento policial? Ela está confundindo prisão em flagrante delito com o momento da ação penal. Nem durante o inquérito policial, que no Brasil seria aberto após o policial conduzí-la para a delegacia e o delegado abrir a investigação por uma portaria, nem assim haveria direito ao contraditório. Este só viria depois, com o MP propondo a ação penal, com a autorização do juiz.

      Falando em contraditório, onde está o contraditório na notícia? Onde está a oitiva da outra parte? Ela diz que falou uma vez apenas que iria ao evento. Que levou um não. E que o acesso ao local era livre. Mas quem garante? Será que não ligou várias vezes até irritar? Que não tentou o jeitinho brasileiro, como fizeram os jornalistas que praticamente invadiram o local de votação do Genoíno, local sujeito a sigilo, por mais que se discorde – ou não – do caráter do eleitor? Será que o local era mesmo aberto? Alguém tinha a obrigação de ficar na porta colocando gente para fora, mesmo após avisarem que o evento era fechado, e sem fazer publicidade externa? Por que ninguém foi ouvido para trazer um contraponto?

      O que irrita mesmo é a imprensa tentando criar fato, em vez de se limitar a relatar com a menor influência possível. A editoria de opinião vai invadindo até a coluna de esportes, e quem sabe chegando aos classificados, se descobrirem modo de fazer isso.

      Quando vamos ver uma notícia de pessoa sendo presa com direito a escrever tantas linhas em um jornal da velha mídia, com as suas palavras, sem edição e sem as famigeradas aspas que começam no meio de um parágrafo? E com o texto sendo repercutido em todos os outros jornais da velha mídia. As manifestações de junho, com alguns milhões de pessoas nas ruas, e algumas centenas de presos, deram oportunidade para esse tipo de jornalismo, que não veio.

      Quando é que o Direito de Resposta do art. 5º da Constituição vai ser forte e imediato o suficiente para bater em um presidente do STF? Nunca. Esse é um mero caso de lobby de uma das 4 grandes empresas de mídia, que sob a capa cinzenta da defesa da liberdade de imprensa está na verdade procurando acuar o presidente do Poder Judiciário e chamá-lo em sua defesa, além de tentar colocar na parede uma das faculdades de direito mais respeitadas do mundo. Como um aviso de que não se deve mexer com o oligopólio.

      Duvido que a reação tenha vindo com tanta força em razão de um único pedido sem insistência. Se veio, quero saber da cultura do país, porque no Brasil o contexto é outro. Também quero saber se o uso de algemas, proibido pela súmula 11 no Brasil, é proibido na cultura do local em que esta jornalista estava. Quero saber também, e com direito a fontes diversas e ao contraponto, se a entrada no prédio era tão fácil, e não houve qualquer ardil, mesmo que seja uma distração do guarda. E, principalmente, quero saber porque as dúzias de algemados que passam pela imprensa todo dia não têm o mesmo direito ao uso irrestrito do microfone, em resposta proporcional ao agravo que sofreram.

    • Concordo.
      Além do mais,

      Concordo.

      Além do mais, quando estudou Direito, estudou muito mal. Contraditório no procedimento policial? Ela está confundindo prisão em flagrante delito com o momento da ação penal. Nem durante o inquérito policial, que no Brasil seria aberto após o policial conduzí-la para a delegacia e o delegado abrir a investigação por uma portaria, nem assim haveria direito ao contraditório. Este só viria depois, com o MP propondo a ação penal, com a autorização do juiz.

      Falando em contraditório, onde está o contraditório na notícia? Onde está a oitiva da outra parte? Ela diz que falou uma vez apenas que iria ao evento. Que levou um não. E que o acesso ao local era livre. Mas quem garante? Será que não ligou várias vezes até irritar? Que não tentou o jeitinho brasileiro, como fizeram os jornalistas que praticamente invadiram o local de votação do Genoíno, local sujeito a sigilo, por mais que se discorde – ou não – do caráter do eleitor? Será que o local era mesmo aberto? Alguém tinha a obrigação de ficar na porta colocando gente para fora, mesmo após avisarem que o evento era fechado, e sem fazer publicidade externa? Por que ninguém foi ouvido para trazer um contraponto?

      O que irrita mesmo é a imprensa tentando criar fato, em vez de se limitar a relatar com a menor influência possível. A editoria de opinião vai invadindo até a coluna de esportes, e quem sabe chegando aos classificados, se descobrirem modo de fazer isso. 

      Quando vamos ver uma notícia de pessoa sendo presa com direito a escrever tantas linhas em um jornal da velha mídia, com as suas palavras, sem edição e sem as famigeradas aspas que começam no meio de um parágrafo? E com o texto sendo repercutido em todos os outros jornais da velha mídia. As manifestações de junho, com alguns milhões de pessoas nas ruas, e algumas centenas de presos, deram oportunidade para esse tipo de jornalismo, que não veio. 

      Quando é que o Direito de Resposta do art. 5º da Constituição vai ser forte e imediato o suficiente para bater em um presidente do STF? Nunca. Esse é um mero caso de lobby de uma das 4 grandes empresas de mídia, que sob a capa cinzenta da defesa da liberdade de imprensa está na verdade procurando acuar o presidente do Poder Judiciário e chamá-lo em sua defesa, além de tentar colocar na parede uma das faculdades de direito mais respeitadas do mundo. Como um aviso de que não se deve mexer com o oligopólio.

      Duvido que a reação tenha vindo com tanta força em razão de um único pedido sem insistência. Se veio, quero saber da cultura do país, porque no Brasil o contexto é outro. Também quero saber se o uso de algemas, proibido pela súmula 11 no Brasil, é proibido na cultura do local em que esta jornalista estava. Quero saber também, e com direito a fontes diversas e ao contraponto, se a entrada no prédio era tão fácil, e não houve qualquer ardil, mesmo que seja uma distração do guarda. E, principalmente, quero saber porque as dúzias de algemados que passam pela imprensa todo dia não têm o mesmo direito ao uso irrestrito do microfone, em resposta proporcional ao agravo que sofreram.

  32. Não encontrei no site da Yale Law School

    Não encontrei no site da Yale Law School, no item “News & Events” qualquer referência ao “Global Constitutionalism Seminar 2013”.  De outros anos encontrei. Fiz busca no site da Yale Law School na página “HOME  Breadcrumb Divider INTELLECTUAL LIFE  Breadcrumb Divider GRUBER PROGRAM FOR GLOBAL JUSTICE AND WOMEN’S RIGHTS  Breadcrumb Divider GLOBAL CONSTITUTIONALISM SEMINAR” e não encontrei. Fiquei curioso quando a jornalista disse no texto acima:

    “Portanto, I did not sneaked or broke in (Eu não entrei escondido nem forcei a entrada). Eu andei pelos corredores, olhei pelos vidros dentro das salas, subi dois andares, comprei uma água na cafeteria, sentei no pátio interno e conclui que o seminário não estava ocorrendo naquele edifício.

    Sai de lá e fui ao Wooley Hall, uma sala de concertos da Faculdade de Direito onde seriam realizados os eventos de hoje do seminário. As portas do lugar ficam abertas e a entrada é livre. Muitas pessoas usam o hall como atalho entre uma praça e a rua que fica do outro lado. Não havia ninguém para pedir informações na entrada.”

    http://www.law.yale.edu/intellectuallife/globalconstitutionalismseminar.htm

    Não encontrei nada no Google sobre o Global Constitutionalism Seminar versão 2013. 

  33. Imagina na copa!

    Lembro que na copa nos EUA uma equipe de jornalismo – da folha, se não me engano – tomou um pau da polícia de lá porque entrou numa de “eu sou jornalista” constrangendo entrevistado naquele ataque de piranha típico. Dizem que o policial deu um esporro mais ou menos assim: “então presta atenção no serviço!”, rsrs

    Se a tal “jornalista” ligou várias vezes e, mesmo ouvindo que não podia entrar em um ambiente privado, foi lá fazer o quê, cometer algum atentado?

  34. Estranho este fato. Por que

    Estranho este fato. Por que um evento numa universidade é fechado? E por que prender uma jornalista? Bastava mandá-la esperar na calçada. Bom, todos sabem que nas universidades americanas tem dedinhos de c, de i, de a. Tanto segredo é suspeitíssimo. As viagens do ministro à Alemanha já eram suspeitas pois suas alegadas dores na coluna nada tiveram a ver com elas tanto que continua sem trabalhar alegando as mesmas dores de sempre e  só aparece para julgar e dar andamento ao processo chamado mensalão quando sua coluna parece não incomodar. Mas nenhum jornalista se deu ao trabalho de ir ver que clínica ele frequentava. Logo…Tudo muito OO7. É pena que não existam mais jornalistas investigativos da linha Amaury “Privataria”. Aí sim saberíamos a verdade.

  35. do desagradável ao intolerável é um pulo…já alertei

    se por aqui JB já deixou claro ser avesso a entrevistas, imaginem no exterior

     

    mas sem a comprovação de que a jornalista seguiu as recomendações do policial, que provavelmente agiu  seguindo ordens de alguém, não dá para concluir nada

     

    de qualquer forma, como o policial agiu corretamente até certa altura, apenas alertando e recomendando, a detenção por sua livre e espontânea vontade não se justifica, a não ser para o caso de ter sido a pedido de alguém e sem que a jornalista esperasse ser tratada dessa forma, como suspeita de querer praticar algo intolerável

     

    tem alguém aí no lugar errado e não é a jornalista, haja vista que ela tentou combinar a entrevista

     

    e se tentou, impossível tudo ter acontecido sem o conhecimento de JB

    • Avesso?

      JBarbosa só é avesso a entrevistas que o incomodem com perguntas que ele não quer ou não “pode” responder.

      Quando se trata de matérias que o idolatrem, ele dá até o nome da loja que faz compras em Nova York e outra coisas ridículas, como fez na entrevista e matéria com ele na Veja.

      Fora isso, o comportameno dele é não falar, para não esclarecer. Da mesma forma, quando lhe é conveniente, ele referencia o clamor das ruas, a celeridade exigida pela “opinião pública” mas, quando é ao contrário, acha que o STF não deve satisfações a ninguém.

      Resta ver quando o Senado Federal resolverá chamar às falas o imperador supremo, que leva mais tempo viajando do que fazendo o trabalho pelo qual é pago.

  36. Essa birra com o Barbosa e

    Essa birra com o Barbosa e algo racista.  O Barbosa, nao teria, nos EUA, poderes para fazer a moca ser presa. Alem disso, ela ja havia trocado varios emails com pesoas da faculdade e  advertida para nao ir. Ela foi e os EUA tem essamcoisade que tudo e terrorismo. Ela quis usar o jeitinho brasileiro e se deu mau. E so.

     

     

     

     

    • Mas, barbosa é negro?

      Mas que bobagem.

      Só agora me toquei que o ínclito cidadão é negro.

      Não parece. Defende, como poucos, os interesses da casa grande.

      Há que se perguntar: Será que ele sabe que é negro?  Será que se, ao se “admirar” no espelho, não se vê um loiro de olhos azuis?

      Preconceito? Só se for dele contra o resto dos brasileiros.

      • e racismo sim!!!!

        pra vcs negro bom só e sabista, juiz negro não pode condenar cumpanheiro, reporter negro não pode ter opinião diferente de vcs, racistas!!!! 

        • Oi Marcel, tudo bem?
          Não sei

          Oi Marcel, tudo bem?

          Não sei de onde você tirou a idéia que uma crítica dirigida a uma pessoa negra necessáriamente é racismo. Negros são iguais a brancos, indios e orientais. Temos todos qualidades e defeitos.

          Se vovê é apenas um troll, saiba que neste blog existem outros com nível intelectual melhor que o seu.

          Melhor sorte na próxima.

        • recalque

          Racismo está na sua cabeça.Possivelmente um recalque.Procure se acalmar e ver um mundo melhor sem essas coisas.

           

  37. No mínimo, omissão de JB

    Se a assessora de imprensa disse que ela não podia estar no prédio, pode ser que ela tenha sido a autoritária. porém com certeza bateu bola com Joaquim Barbosa, pois é assim que assessores de imprensa fazem. Se não, ainda assim é improvável que não tivessem pelo menos avisado o ministro Joaquim Barbosa do ocorrido. Ele foi no mínimo omisso com a compatriota. Parece compor bem com o estilo policialesco do presidente do STF.

  38. Certificado

    Como cidadão, caso JB tenha ido em atividade oficial, exijo o certificado do evento ou coisa que valha.

    quero detalhes… todos. 

    • lambança previsível

      Helio Jorge,

      Tudo em paz?

      Se algo for divulgado a respeito da palestra de Joaquim Barbosa, depois desta lambança é bem provável que o conteúdo seja desnecessariamente fake, porque ele não sabe agir de outra maneira, não passa de um retardado (dispenso as críticas dos politicamente corretos a respeito do termo) endinheirado, que aparenta ter conseguido esquecer as agruras da própria vida, uma personagem impressionante, só que pelo viés errado.

       

      Um abraço

    • Palestra ?… que palestra ?

      A reporter consultou a universidade americana, … e foi informada que não estava agendada palestra nenhuma…  …  ele deve ter ido se encontrar com algum emissário para saber as novas ordens dos patrões…

  39. É… isso aí é só uma

    É… isso aí é só uma pré-Carnavalesca … A vida com Barbosão dando as cartas vai ser dureza. Por onde o sujeito passa, deixa um detento ou possibilidade de detenção… Eu hein! Na AP 470, ele queria enquadrar delegado, representar contra advogados, prender réus de qq jeito… A relação com os jornalistas, eu não consigo entender, de jeito nenhum. Os caras construiram o JB! Além de tudo, é ingrato.

    Enfim, tô achando que quando acabar o julgameno dessa AP, JB vai dar o fora do STF; tá parecendo mesmo que sua única missão na Casa, era condenar esses réus e bagunçar a legislação. Não faltava mais nada… julgamento terceirizado.

    • É quase isso.

      Consultei o tarô e não obtive boas notícias sobre o futuro de Joaquim Barbosa.

      Em 2014 ele sai da presidência do STF e volta para a planice ressecada do plenário. Assim que isso acontecer, o tarô mostra que, infelizmente, ele voltará a sentir fortes dores nas costas. E isso irá obrigá-lo a longas licenças médicas. Aliás, como era sua triste sina antes do início do julgamento da AP 470. O tarô mostra ainda que Joaquim Barbosa abandonará o tratamento com seus médicos alemães e começará a ser tratar com especialistas de Miami.

      Cartas são sempre sujeitas a intrepretações, mas é isso que eu lí nelas

  40. Não percamos tempo

    O assunto já foi assimilado.

    Folha e Globo não tratam dele na primeira página e o próprio Estado dá uma pequena chamada.

    Que eu saiba, nenhuma entidade internacional ou americana de imprensa foi provocada a se manifestar.

    Enquanto Joaquim Barbosa for útil, nossa grande mídia, tão preocupada com os riscos “bolivarianos” contra a liberdade de imprensa, não fará caso com “pequenos contratempos”.

  41. Esse é o Joaquim! O candidato

    Esse é o Joaquim! O candidato  à presidencia pelo  Partido Militar Brasileiro.Está se saindo  muito bem.

    Possui  todas as características  exigidas pelo cargo,via    partido:agressividade,hostilidade ,ciclotimia comportamental e  o mais importante dos requisitos,autoritarismo absoluto.

     Não chega a ser um Bolsonaro, truculento raiando a  psicopatia, mas  dá para o gasto…

    • Resposta ao comentário sobre Joaquim Barbosa

      Desde que não seja ladrão como os que aí estiveram e dando continuidade os que aí estão, para mim está ótimo como futuro presidente.

    • Um laranjal legalizado,

      Um laranjal legalizado, Stanley.  Me pareceu que todas as companias listadas como “related” tambem sao assim e tem o mesmo aviso.

  42. Salvo engano, não é a

    Salvo engano, não é a “Fundação Estudar” a correspondente aqui no Brasil da universidade? Por que o estadão não a procura ? Há pessoas ali, que são parceiras da Fundação, e que o estadão tem livre acesso para cobrar a resposta ao ocorrido de forma, mais rápida..

  43. Herr Joaquim Barbosa

    Ele não faria isso. J Batman é um doce de pessoa. Que o diga sua ex-mulher. Que o diga o jornalista do Estadão que Batman mandou – aos berros – “chafurdar no lixo”.

    Mas, por via das dúvidas, queremos ouvir a palavra do Joaquim Batman. Queremos saber. E mais, queremos os detalhes desse seminário, palestra, já que foi pago com dinheiro público e tomou tempo do Batman, tempo que ele poderia dedicar aos processos encalhados HÁ DÉCADAS no stf, essa trupe midiática que ele preside.

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