
O montante da propina, segundo o Ministério Público Federal, chegou a 2% do valor do contrato e dos aditivos, cerca de R$ 20,65 milhões.
Os procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava Jato sustentam que o Consórcio Novo Cenpes, formado pelas empreiteiras OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Construcap CCPS Engenharia e Schahin Engenharia, teria vencido a licitação de obras de construção para ampliação do Centro ‘mediante ajuste fraudulento de licitação’.
A denúncia diz que a propina foi destinada a ‘agentes da Petrobrás e a agentes políticos’.
O contrato teria sido previamente atribuído às empresas componentes do Consórcio Novo Cenpes através do cartel das empreiteiras do qual a OAS era integrante e as demais empresas participavam eventualmente. A investigação aponta para uma propina milionária que teria sido paga à empresa WTorre, que havia apresentado a melhor proposta na licitação, para que se afastasse do certame, o que propiciou a atribuição do contrato ao Consórcio.
Nesta ação penal, a Lava Jato não acusa o dono da construtora WTorre, Walter Torre, nem outros executivos da empresa que foram alvo da Operação Abismo por suspeita de receberem R$ 18 milhões em propinas para não prejudicar as empreiteiras do cartel que atuava na Petrobrás e venceu a licitação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro.
Apesar disso, os procuradores da Lava Jato deixam claro ao juiz Sérgio Moro que os nomes ainda não denunciados continuarão a serem investigados. Ao todo, foram denunciados quinze investigados, incluindo novos executivos de empresas que estão na mira da Lava Jato.
Na acusação de 117 páginas assinada por 13 procuradores da força-tarefa, a Procuradoria da República aponta o pagamento de R$ 20 milhões em propinas a ex-funcionários do alto escalão da Petrobrás, valor menor que os R$ 39 milhões apontados durante a deflagração da Operação Abismo, 31 etapa da Lava Jato que mirou as obras do Cenpes. Avaliadas em R$ 850 milhões na época da licitação, em 2008, as obras do Centro de Pesquisa custaram R$ 1 bilhão.
A diferença dos valores é explicada, em grande parte, pelo fato de a denúncia ter deixado de fora as suspeitas de repasse de R$ 18 milhões do Consórcio Novo Cenpes, formado pelas empresas do cartel e que acabou ficando com a licitação, para a WTorre. Na época da licitação, a construtora que não fazia parte do “clube” que loteava as licitações da Petrobrás, ofereceu o menor preço e ficou em primeiro, mas nas negociações com a estatal para fechar o acordo acabou se recusando a oferecer desconto, dando lugar ao Consórcio Novo Cenpes.
“Embora ainda não tenha sido possível precisar a forma como se deu o pagamento dos R$ 18 milhões, os documentos do procedimento licitatório demonstram que, em cumprimento ao acordo espúrio, a WTorre não ofereceu desconto suficiente e, em negociação direta com a Petrobrás, o Consórcio Novo Cenpes ofereceu preço menor ao da primeira colocada, sagrando-se vencedor da licitação”, afirma a denúncia.
Na acusação, os procuradores listam o depoimento do delator Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, que disse que as empreiteiras do consórcio acertaram o pagamento de R$ 18 milhões à WTorre, e também o de Ricardo Capobianco, da Construcap e que foi preso na Abismo. Capobianco relatou aos investigadores uma reunião entre ele e outros executivos do Consórcio Novo Cenpes na qual eles definiram um “acerto com a empresa WTorre para ela desistir do certame”.
Ao receber a denúncia e abrir a ação criminal contra os catorze réus da Abismo, o juiz Sérgio Moro destacou a origem da Lava Jato.
“Na evolução das apurações, foram colhidas provas de um grande esquema criminoso de cartel, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Petrobrás, cujo acionista majoritário e controlador é a União. Empresas fornecedoras da Petrobrás, componentes ou não de cartel, pagariam sistematicamente propinas a dirigentes da empresa estatal, também em bases porcentuais sobre os grandes contratos e seus aditivos. A prática, de tão comum e sistematizada, foi descrita por alguns dos envolvidos como constituindo a ‘regra do jogo’. Receberiam propinas dirigentes da Diretoria de Abastecimento, da Diretoria de Engenharia ou Serviços e da Diretoria Internacional, especialmente Paulo Roberto Costa, Renato de Souza Duque, Pedro José Barusco Filho, Nestor Cuñat Cerveró e Jorge Luiz Zelada. Surgiram, porém, elementos probatórios de que o caso transcende a corrupção e lavagem decorrente de agentes da Petrobrás, servindo o esquema criminoso para também corromper agentes políticos e financiar, com recursos provenientes do crime, partidos políticos.”
jose carlos vieira filho
15 de agosto de 2016 8:25 pmcenpes
O alvo agora é o Cenpes. Resumindo, toda a tecnologia de pesquisa e exploração do pré-sal.
Bota quinta coluna nisso.
Questionador:
16 de agosto de 2016 12:29 amNão custa perguntar…
Que Moro e cia não tem o mínimo de ponderação ao escolher seus alvos, todos nós sabemos.
Agora, cá entre nós, dado que o centro é estratégico e o governo petista é compromissado com o interesse nacional, custava ter deixado pelo menos esse projeto fora do esquema (de caixa 2, coisa que todo mundo faz)?
Nem que fosse para manter os projetos estratégicos fora do jogo político rasteiro e deixar um legado acima de qualquer questionamento…
Macuné
15 de agosto de 2016 9:36 pmFala, Cunha; fala, santo homem!
CHANTAGEM: SE NÃO ADIAREM CASSAÇÃO, CUNHA DELATA
Chantagem escancarada na própria Globonews: deputado afastado mandou recado por meio de aliados na Câmara de que se a votação do seu mandato de cassação, marcada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para 12 de setembro, não for adiada para depois das eleições, ele firmará acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato, podendo comprometer dezenas – ou até centenas – de membros do parlamento e do governo; esses aliados, segundo o colunista Lauro Jardim, também do Globo, têm tentado convencer deputados que devem favores a Cunha a faltar na sessão do dia 12, uma segunda-feira
15 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 14:22 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM
247 – Uma chantagem descarada vem sendo feita pelo deputado afastado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que a votação da cassação de seu mandato, marcada para 12 de setembro, uma segunda-feira, ocorra apenas depois das eleições, ou seja, em novembro.
A Globonews noticiou que Cunha mandou recado por meio de seus aliados de que se a votação ocorrer na data agendada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ele firmará um acordo de delação premiada na Lava Jato, podendo comprometer dezenas – ou até centenas – de membros do parlamento e do governo.
Segundo a jornalista Andréa Sadi, Cunha nega a delação, mas de acordo com aliados, não nega mais de forma categórica. A repórter destaca que o próprio Palácio do Planalto também queria que a cassação ficasse para depois da votação do impeachment, o que já ocorreu. Mas Cunha exige que ela ocorra ainda mais tarde.
Segundo o colunista Lauro Jardim, também do Globo, para quem a “pizza de Cunha [está] no forno”, os aliados do deputado réu no STF têm tentado convencer aqueles que devem favores a Cunha a faltar na sessão do dia 12, alegando compromissos com a campanha municipal.
Tanto aliados quanto integrantes do governo de Michel Temer estão preocupados e rebatem a chantagem com o argumento de que é preciso ver se a Procuradoria Geral da República aceitaria uma delação de Cunha, que precisaria ter informações novas sobre a investigação para receber benefícios em seu processo, segundo Sadi.
Alberto Santos Neto
15 de agosto de 2016 10:04 pmUm sabotador da CIA não faria
Um sabotador da CIA não faria melhor!
Garoto
15 de agosto de 2016 10:27 pmO Moro manda avisar que ainda não sabe o endereço da Cláudia
E se a Cláudia do Cunha fugir?
Só o Moro não sabe onde ela mora…No Conversa Afiada
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Do G1:
O Ministério Público Federal (MPF) disse que há risco de fuga de Cláudia Cruz, mulher do deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do país, caso o passaporte dela seja devolvido. Cláudia Cruz é ré na Operação Lava Jato.
Por essa razão, o MPF se posicionou pela manutenção do recolhimento do passaporte de Cláudia Cruz, mesmo que ele tenha sido entregue espontaneamente pela acusada. A defesa dela havia pedido a devolução do passaporte. O MPF “se manifesta contrariamente ao pedido de restituição do passaporte formulado por Cláudia Cordeiro Cruz”. Agora, cabe à Justiça decidir sobre a devolução ou não do passaporte à ré.
(…)
GEORGE Vidipo
15 de agosto de 2016 11:41 pmTriste
Agora vão destruir toda a tecnologia que o Brasil acumulou por mais de 50 anos. É incrivel que os técnicos, cientistas e engenheiros da Petrobras nada faz. Será que estão ganhando com isso tudo?
Reinaldo Lopes
16 de agosto de 2016 9:18 amPRISÃO DE LULA
Eita mundão velho de guerra esse do Moro. Ele está querendo de todo jeito prender o Lula. Na falta de motivo, para cumprir sua missão, achou uma tal de obstrução da justiça. Afinal, a qual justiça estaria Moro se referindo? Seria aquela construída para proteger tucanos? Aquela que permite FHC, dentre tantas outras coisas, tentar convencer o dono da Odebrecht a “abrandar” em suas denúncias contra Serra?
Se isso não for obstrução da justiça, o que seria?