4 de junho de 2026

Mauro Cid e coronel Lawand podem ficar em silêncio em CPI dos Atos Golpistas

Investigados por plano de golpe, tenentes têm de comparecer ao interrogatório, mas não devem produzir provas contra si.
Militares envolvidos nos atos golpistas se associam ao governo Bolsonaro, Exército e mobilizações pró-golpe. Crédito: Reprodução/ Redes sociais

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o comparecimento do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, e do tenente-coronel Jean Lawand Jr. à CPI dos Atos Golpistas. Os dois, no entanto, terão o direito de permanecer em silêncio, pois não são obrigados a produzir provas contra si.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Enquanto Cid pediu ao STF que não fosse obrigado a comparecer à CPI, Lawand, que tem o depoimento marcado para terça-feira (27), queria ficar em silêncio durante o interrogatório dos parlamentares.

Ainda não há data para o depoimento de Cid, preso por suspeita de envolvimento com as fraudes de dados sobre a vacinação de Jair Bolsonaro, familiares e auxiliares do ex-presidente.

Cid e Lawand também serão acompanhados por advogados e foram convocados para a CPI na condição de testemunhas. Neste caso, não são obrigados a comparecer ou responder as perguntas feitas por deputados e senadores.

Obrigação de todo cidadão

Apesar de o comparecimento de Cid não ser obrigatório, a ministra do STF entendeu que a lei prevê que “a testemunha não pode eximir-se da obrigação de depor”.

“O comparecimento para prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito não representa mera liberalidade do convocado, mas obrigação imposta a todo cidadão”.

Cármen Lúcia, ministra do STF

Diante das acusações contra Cid, o presidente a CPI, o deputado Arthur Maia (União-BA), chegou a defender que o ex-ajudante de ordens participasse como investigado, mas não teve êxito.

Entenda o caso

Em 15 de junho, vazaram na imprensa trechos de mensagens encontradas no celular de Mauro Cid, com o roteiro do golpe de Estado para viabilizar a permanência de Jair Bolsonaro (PL) na presidência da República.

Entitulado “Forças Armadas como poder moderador”, o documento mostra que o plano consistia em fazer com que Bolsonaro indicasse ações inconstitucionais praticadas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que também integram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao longo da disputa pelo Executivo.

Em seguida, os comandantes das Forças Armadas elegeriam o chamado “interventor”, que teria “poderes absolutos para reestabelecer a ordem constitucional”, afastaria os ministros do STF, além de convocar novas eleições, coordenadas por novos ministros inseridos no TSE.

Incentivo

Já as mensagens envolvendo Lawand mostram que o subchefe do Estado-Maior do Exército incentivava Cid a convencer Bolsonaro a dar a ordem para o início do golpe, que teria adesão dos militares, especialmente os de baixo escalão.

Sem a iniciativa de Bolsonaro, Lawand compartilha a decepção por saber que “não vai sair nada” e lamenta o fato dos golpistas “entregarem o país aos bandidos”. Veja as mensagens aqui.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados