4 de junho de 2026

Moro determina bloqueio de contas de João Santana e Mônica Moura

 
Jornal GGN – O juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, determinou o bloqueio de R$ 2,7 milhões do publicitário João Santana e de R$ 28,7 milhões em duas contas de sua esposa, Mônica Moura. 
 
Com o objetivo de investigar o marqueteiro de campanhas petistas, Moro determinou o bloqueio em medida cautelar na Operação Acarajé, deflagrada na última semana. O juiz da Vara Federal de Curitiba também bloqueio outras contas de investigados e de empresas de Santana. Na conta da Polis Propaganda, por exemplo, foram congelados R$ 407 mil.
 
Já o funcionário da Odebrecht, Fernando Migliaccio, teve R$ 1,9 milhão bloqueados. Ele foi preso na Suíça, em esquema de cooperação judicial do país com as autoridades brasileiras. Na conta do empresário Zwi Skornicki, acusado operar repasses ao publicitário no exterior, o banco bloqueou R$ 4,4 milhões.
 
Na Operação que prendeu os publicitários e outros investigados, a equipe da Lava Jato suspeita que Santana e sua esposa receberam US$ 7,5 milhões de empresas offshores controladas pela Odebrecht no exterior, para beneficiar a campanha da presidente Dilma Rousseff, de 2014.
 
Em depoimento, o casal confirmou que recebeu dinheiro no exterior, mas esclarecer que foram de trabalhos realizados nas campanhas eleitorais da Venezuela e de Angola e que a origem é lícita. Moro, contudo, ainda assim decidiu bloquear até R$ 25 milhões de cada investigado, que seria o valor que acredita estar depositado nas contas, sem certificar-se, contudo, se a origem era realmente ilícita.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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12 Comentários
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  1. Ivan de Union

    1 de março de 2016 1:02 pm

    “Na Operação que prendeu os

    “Na Operação que prendeu os publicitários e outros investigados, a equipe da Lava Jato suspeita que Santana e sua esposa receberam US$ 7,5 milhões de empresas offshores controladas pela Odebrecht no exterior, para beneficiar a campanha da presidente Dilma Rousseff”:

    “Suspeita” nao.  “Mente”.  Deslavadamente.

  2. Alexandre Tambelli

    1 de março de 2016 2:06 pm

    Para polemizar um pouco.

    Pensei nesta situação nova do branco-europeu estar na mira do tiro de operação como a Lava-Jato. As elites estão se vendo no espelho. A corrupção não é mais obra dos outros? Não do descendente do branco-europeu? Saiu este texto, cabe aqui.

    NOVIDADE NA VELHA MÍDIA: DESCENDENTE DE BRANCO-EUROPEU TORNA-SE CORRUPTO PARA DESTRUIR O PT E LULA.

    Em uma reflexão particular surgiu a ideia de que a Elite midiática capitaneada por três pilares econômicos que influenciam sobremaneira a opinião pública e a conduta da sociedade brasileira:

    1) Velha mídia oligopólica – capitaneada pela Rede Globo, Folha, Estadão, Veja, Band e algumas poucas famílias mais;

    2) Mercado;

    3) Judiciário (PF, MPF) via operações Lava-Jato e, agora, Zelotes

    estão promovendo a desconstrução da Imagem do Ex-Presidente Lula via dissociação de sua figura com os pobres e a classe trabalhadora e, para tanto, descontroem a própria imagem do perfil padrão (da Rede Globo de Televisão) do sujeito honesto e modelo de perfeição de conduta e sucesso profissional.

    É interessante notar que existe um fato novo, que antes de 2014 e a Lava-Jato, praticamente não havia no noticiário da velha mídia: a utilização do personagem descendente do branco-europeu como praticante de CORRUPÇÃO.

    A CORRUPÇÃO, antes da Lava-Jato, era apresentada nos telejornais, jornais, portais e revistas da velha mídia como um ato praticado por personagens outros, distantes a imagem do branco-europeu.

    Nunca foi costumeiro ligar o arquétipo ideal, perfil padrão global (da Rede Globo) do bom sujeito, modelo de aparência física, e retratado nas telenovelas globais como um sujeito passível de corrupção.

    O tipo físico branco, ascendência europeia, sarado, bem alimentado, rosto perfeito, boa-pinta, bonito e com pinta de galã, de terno alinhado e gravata, fala correta e do Sudeste e Sul do Brasil era sempre o cara honesto, quem tinha o que nos ensinar na conduta diária, no trajar, no como adquirir sucesso profissional e status social, era quem estava fazendo as coisas certas e modelo de trabalhador exemplar e de vencedor.

    Antes da Lava-Jato, praticamente, não havia ladrões de colarinho-branco, estes não eram retratados nos noticiários, revistas, portais e jornais de forma negativa e suas imagens preservadas, porque estes são, quase sempre, o arquétipo pela qual a Rede Globo e aliados da velha mídia ideologicamente mantinham o conceito da dominância e do Poder merecido, da maior importância, do glamour de uma classe social: a dos diferenciados, diante da classe dos pobres e dos trabalhadores.

    Eles eram a Elite e a Elite não poderia ter sua imagem associada à corrupção.

    Um aparte.

    Claro que há, como outro elemento para entender a desconstrução da imagem do perfil padrão global (da Rede Globo de Televisão), a questão de a Lava-Jato ser uma aliada do Imperialismo na busca da quebra de toda a cadeia produtiva brasileira e da defesa do país em prol dos interesses da grande Nação do Norte, das petroleiras internacionais e das empreiteiras americanas, porém, é um preço caro demais a ser pago.

    Continuando.

    Sem existir o governo petista e LULA, certamente, não se agiria na desconstrução da imagem do branco-europeu como casta superior no Brasil.

    Bem sabemos.

    Corrupto no Brasil era o negro, o mestiço, o africano, o oriental, o latino, até o índio.

    Corrupto era o sujeito mal vestido, o homem com cabelo rastafári, o indivíduo com tatuagens, a pessoa com o rosto deformado, a mulher gorda e desajeitada e assim por diante.

    Jamais o homem branco-europeu.

    E o principal: a corrupção em destaque só existia para fatos ligados a pequenos delitos, golpes na praça e aquela feita por funcionário público corrupto, para mostrar a ineficiência da fiscalização estatal em detrimento do setor privado. Exemplos:

    O funcionário público magrelo e espinhento desviando dinheiro do banco estatal, o prefeito gordo e desajeitado de uma pequena cidade subornando a Câmara de Vereadores, o policial negro cobrando uma propina para não multar, o golpista dos anúncios nas páginas amarelas de terno amarrotado e etnia outra e assim por diante.

    Até quando das imagens de quem era preso por um crime/condenação cometido por corrupção quase só se mostrava a imagem e, muitas vezes, só se noticiava o fato se fosse o praticante da corrupção de outra classe social, de um perfil diverso, que não fosse o do perfil padrão global (da Rede Globo de Televisão). Tudo era seletivo. Se fosse um grupo de corruptos presos ao mesmo tempo ou acusados de corrupção escolhiam o mais distante do perfil padrão global (da Rede Globo de Televisão) para ser a imagem a retratar a corrupção desbaratada.

    Claro que os petistas estavam fora deste script. Estes eram mostrados à-exaustão, talvez, como mostra de serem os petistas, quando branco-europeus, uma vergonha para a origem étnica deles. E, por serem os inimigos ideológicos da velha mídia, desde sempre, é claro, não seriam poupadas suas imagens. José Dirceu que o diga.

    Porém, um fato muito relevante está acontecendo desde a Lava-Jato:

    Para a destruição do PT e desconstrução da imagem de LULA este perfil padrão global (da Rede Globo de Televisão) está sendo jogado no lixo.

    Hoje, estão prendendo o branco-europeu e com boa forma física, fala culta e até com curso superior e pós em universidades de ponta no estrangeiro e suas imagens negativadas sendo televisionadas por todo canto do país.

    A classe média, média-alta tradicionais e a Elite brasileira estão se vendo nas telas das TVS, páginas de revistas, portais e jornais associadas à corrupção.

    A Elite está se enxergando nos espelhos não mais como a classe perfeita, desconstruídas estão sendo suas imagens para destruir o PT e pegar o LULA e retomarem o Poder à-fórceps.

    Anda valendo tudo para a destruição do PT e desconstrução da imagem de LULA.

    Até a desconstrução do arquétipo do bom-sujeito e do idealismo da existência de uma casta superior branca, europeia e sábia no Brasil.

    Loucura, não é verdade?

    A Lava-Jato prende empreiteiros bilionários, publicitários de renome internacional, mulheres elegantes como a mulher do João Santana e se quebra aos poucos a História de que a corrupção no Brasil não tinha relação com o branco-europeu, com as elites deste Brasil continental.

    Os filhos da Elite, também. São corruptos!

    Neste processo da Lava-Jato estamos assistindo a outro fenômeno importante: além da desconstrução do perfil padrão global (da Rede Globo de Televisão) se quer retirar de LULA a imagem de que ele pertence e defende a classe social dos pobres e a classe trabalhadora.

    Quem observa a fase da Lava-Jato, onde se investiga o Tríplex, colocado como do Lula, a triplo-X e, agora, o espalhafato sobre o sítio de Atibaia, onde se tenta mostrar um luxo no local, não condizente com quem está ao lado dos pobres e faz uma reflexão, pode adentrar na criação de uma nova imagem:

    A imagem que busca construir uma associação de LULA à costumes novos: o dos ricos.

    TRÍPLEX é uma imagem associada aos ricos. É uma simbologia e tanto LULA associado a um Tríplex!

    LULA, agora, teria se acostumado com a riqueza, vive uma vida de rico, ganha milhões com palestras, só se relaciona com gente da Elite e esqueceu-se dos pobres.

    Enquanto, os pobres, com a crise econômica, passam aperto crescente, LULA se refestelou e se refestela com uma vida luxuosa ao lado seus novos amigos: os ricos e brancos/europeus; e praticou e pratica com eles ações cheias de irregularidades e de corrupção.

    E temos esta nova característica nos tempos Políticos de hoje, a busca da desconstrução da imagem de LULA associada aos pobres e aos trabalhadores.

    LULA seria um traidor da classe dos trabalhadores. Vive agora no Luxo e esqueceu-se dos pobres. Tem tríplex e tudo!

    LULA virou um traidor da classe!

    Loucura, não é verdade?

    Nada é aleatório nas ações construídas pela Elite midiática.

    O desespero de retomar o Poder é tanto que desconstroem a própria imagem, fortalecida por séculos, a do Branco-Europeu como sinônimo de homem-padrão, o perfil padrão global (da Rede Globo de Televisão) e que por anos a fio as novelas colocaram e colocam como exemplo de sucesso e superioridade e que se deve seguir para sermos sujeitos vitoriosos e merecedores de grande respeito.

    Assim, temos, a partir da Lava-Jato, uma novidade inimaginável, para o jornalismo da velha mídia e seus parceiros da Elite, até antes da tentativa de eleger Aécio Neves Presidente em 2014:

    O branco-europeu, também, se tornou CORRUPTO!

    LULA agora se tornou um homem acostumado com LUXO e amigo dos ricos. LULA virou traidor dos pobres e da classe trabalhadora.

    Virou o Judas Iscariotes do Século XXI!

    A nova frente para retirar votos de LULA e do PT é associá-los aos traidores, ao grupo político que renegou a sua classe social: a dos pobres e dos trabalhadores.

    Quem será para a Elite midiática o “homem do povo” para receber o voto dos traidores LULA e PT?

    A nova imagem de “homem do povo” está por ser construída pela Elite midiática?

    2018 nos vai mostrar uma classe política fabricada (em defesa das elites) se fazendo passar no papel de defensora dos pobres e dos trabalhadores.

    Quem viver verá!

  3. José Carlos Lima...

    1 de março de 2016 2:06 pm

    Segundo o Direito Penal do

    Segundo o Direito Penal do Inimigo o réu, no caso o inimigo ao invés de cidadão com direitos e garantias previstos na CF, começa a cumprir sua pena ainda na fase do inquérito e conta com a mídia como parte interessada no processo, é o que estamos presenciado com a complacência dos tribunais superiores que nada fazem senão decretarem que Moro é a autoridade máxima do judiciário brasileiro porque amparado pela globo, e contra ele ninguém pode, sendo que o direito ao habeas corpus foi suspenso por ele(Moro) e tudo bem.,..e viva a ditadura instaurado pelo partido do judiciário disfarçado de “combate à corrupção”

    1. era republicana

      1 de março de 2016 3:20 pm

      mais um comentário lapidar,

      mais um comentário lapidar, josé…

  4. Luiz Antonio de Oliveira

    1 de março de 2016 2:48 pm

    Moro não deveria administrar o dinheiro bloqueado

    A Polícia Federal, um órgão do Poder Executivo, reclamou de falta de verba e pediu encarecidamente para Juiz Moro, do Poder Judiciário, quebrar o galho deles, pois eles estavam necessitados de uma área de lazer nas instalações da Polícia Federal, dizem que foram atendidos. Pergunto se o Juiz Moro tem autonomia para gerenciar a PF sendo que ela não pertence ao Judiciário, e tenho dúvidas também se o Juiz Moro pode legalmente desviar dinheiro bloqueado em operações judiciais para executar obras de lazer.

  5. Luiz Antonio de Oliveira

    1 de março de 2016 2:48 pm

    Moro não deveria administrar o dinheiro bloqueado

    A Polícia Federal, um órgão do Poder Executivo, reclamou de falta de verba e pediu encarecidamente para Juiz Moro, do Poder Judiciário, quebrar o galho deles, pois eles estavam necessitados de uma área de lazer nas instalações da Polícia Federal, dizem que foram atendidos. Pergunto se o Juiz Moro tem autonomia para gerenciar a PF sendo que ela não pertence ao Judiciário, e tenho dúvidas também se o Juiz Moro pode legalmente desviar dinheiro bloqueado em operações judiciais para executar obras de lazer.

  6. Luiz Antonio de Oliveira

    1 de março de 2016 2:51 pm

    Moro não deveria administrar o dinheiro bloqueado

    A Polícia Federal, um órgão do Poder Executivo, reclamou de falta de verba e pediu encarecidamente para Juiz Moro, do Poder Judiciário, quebrar o galho deles, pois eles estavam necessitados de uma área de lazer nas instalações da Polícia Federal, dizem que foram atendidos. Pergunto se o Juiz Moro tem autonomia para gerenciar a PF sendo que ela não pertence ao Judiciário, e tenho dúvidas também se o Juiz Moro pode legalmente desviar dinheiro bloqueado em operações judiciais para executar obras de lazer.

  7. era republicana

    1 de março de 2016 3:26 pm

    de suspeita em suspeita, de

    de suspeita em suspeita, de mentira em mentira, de falácia  em falácia,

    os membros desse infame conluio grande mídia et caterva

    compõem a narrativa da condenação a priori….

    como fizeram  no famigerado mensalão-mentirão…

    e quem não sabe interpretar essas jogadas

    morrerá acreditando nessas infamias…

  8. Joao Maria

    1 de março de 2016 4:00 pm

    Monica Bergamo escreve que o

    Monica Bergamo escreve que o juiz quer que Marcelo Odebrecht denuncie apenas o PT. Marcelo so aceita delação premiada para falar de todos os partidos, principalmente o PSDB. Vai continuar preso por muito tempo.

  9. João de Paiva

    1 de março de 2016 4:28 pm

    Ou seja: não há qualquer

    Ou seja: não há qualquer evidência ou MÍNIMA prova de que João Santana e a esposa, Mônica Moura, tenham cometido ilicitudes em atividades desenvolvidas no Brasil e/ou com alguma remota ligação com as campanhas eleitorais em que o publicitário prestou serviços ao Partido dos Trabalhadores. Apesar disso, o doutor sérgio moro os mantém presos. Sonegação fiscal, pela não declaração de contas em que eram movimentados valores recebidos por campanhas eleitorais no exterior (Angola Rep. Dominicana, por exemplo) foi admitida pelo casal de publicitários. Em que Lei está escrito que essa sonegação, já admitida,  pela qual o casal não foi submetido ao processo e julgamento legais pode ensejar e justicificar a privação de liberdade dos investigados/acusados? O bloqueio de valores faz sentido e está expresso em lei. Mas manter encarcerados os publicitários? Isso é arbítrio, autoritarismo, abuso de poder, perseguição política rasteira.

    Esse juizeco é o ídolo da extrema direita e do PIG; é ele o ídolo da malta que agride e ofende artistas e ex-ministros (como fizeram com Chico Buarque, Guido Mantega e aalexandre Padilha); é ele o ídolo dos mais corruptos, retrógrados  e conservadores políticos e parlamentares; é ele o ídolo dos que não conseguem obter o poder político pelo voto popular e tentam, no tapetão, destituir a presidente Dilma; é ele o ídolo dos executivos das multinacionais do petróleo, que pressionam os parlamentares corruptos a destruir a Petrobrás e lhes entregar o pré-sal; ele, os procuradores do MP e os policiais federais são os sabujos de Washington, que vão aos EUA levar documentos para auxiliar aqule país a processar e aplicar penalidades a uma empresa cujo maior acionista é o Estadao Brasileiro, que lhes paga polpudos salários e mamatas dignas de uma côrte absolutista; de procuradora americana que trabalhava para empresas da área nuclear dos EUA, os procuradores do MP tomaram instruções sobre quem investigar e encarcerar,  e a principal delas determinava a prisão do coordenador do  Programa Nuclear Brasileiro, o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva.

    Esse juizeco é o que aceita prêmios, homenagens e rapapés dos irmãos Marinho, esses que controlam as organizações globo e que possuem uma mansão na Praia da santa Rita, em Paraty, construída de forma ilegal, em área de proteção ambiental e que para privatizar um espaço público (a praia) se valem de uma agropecuária de fachada, que simula criação de ostras e mexilhões… O Fernando Brito, no Tijolaço, já despiu esses hipócritas.

    O que me dá engulhos é ver pessoas da classe média, com mais de três lustros de vida escolar, pretensamente bem informadas, dizendo um monte de bobagens a partir do que lêem, ouvem e vêem no PIG,  idolatrando a atuação da PF, do MP  e desse juizeco da guatánamo paranaense.

     

     

  10. Gilson AS

    1 de março de 2016 4:34 pm

    Se o MJ estiver culhão, troca

    Se o MJ estiver culhão, troca toda a PF que serve e trabalha em conluio com o Moro.

    Pelo menos dava uma quebrada na marra desse juiz.

  11. OBS

    1 de março de 2016 8:40 pm

    O “Acarajé” aparece em

    O “Acarajé” aparece em matéria de 2010 

    _____________

    Ricardo Pessôa cobiça espaço entre os gigantes da construção
    Empresário compra a tradicional Constran e controla a UTC Engenharia, que disputa a bilionária licitação das sondas da Petrobras

    Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro | 31/08/2010

    O empresário Ricardo Pessôa tornou-se candidato a entrar na lista dos grandes empreiteiros do País. Discreto, Pessôa adquiriu a Constran, que já pertenceu ao ex-rei da soja Olacyr de Moraes. A aquisição da tradicional empreiteira – a outrora titã do ramo de construção ao lado de empresas como a Construtora Norberto Odebrecht (CNO), Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS e Queiróz Galvão – vai fornecer o passaporte para o empresário se qualificar para as futuras concorrências públicas das maiores obras de infraestrutura, projetos de construção pesada e fornecimento de equipamentos para a Petrobras. A UTC Engenharia, empresa controlada por Pessôa, já disputa uma bilionária licitação: o fornecimento de 28 sondas para a Petrobras, que serão usadas na exploração do petróleo da camada do pré-sal, um contrato avaliado em mais de US$ 20 bilhões.

     

    Engenheiro civil de formação, Pessôa é um sujeito avesso aos holofotes – não é visto em colunas sociais, não aparece em eventos badalados e raramente dá entrevista. Em conversa com o iG, abriu uma exceção e contou os planos de crescimento da UTC Engenharia. “O pré-sal significa garantir a continuidade dos investimentos e a qualificação de pessoal”, diz Pessôa. “Meu desafio hoje é formar pessoas.” A aquisição da Constran, ocorrida em abril, ajuda abrir o setor de construção pesada para a UTC Engenharia, uma empresa do ramo de montagem e construção industrial. Embora a Constran já não guarde os resquícios da potência do passado, a compra complementa a atuação da empresa.

    O movimento de compra é estratégico pelo legado construtor da ex-empreiteira de Olacyr de Moraes – que inclui os atestados dos empreendimentos realizados ao longo de décadas, como a construção de hidrelétricas, ferrovias ou estradas. Esses atestados qualificam a empresa a participar de licitações futuras. Para comandar a Constran, Ricardo Pessôa contratou o ex-ministro João Santana (não confundir com o marqueteiro de Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência), que ocupou a pasta de Infraestrutura no governo Collor. 

    Diretores assumem empresa de engenharia

    A UTC Engenharia tem uma história de 35 anos, mas foi pelas mãos de Pessôa que ela cresceu. Criada em 1974 pelo grupo Ultra, foi adquirida pela empreiteira OAS em 1992. Funcionário da OAS havia 16 anos, Pessôa dirigia a UTC quando a empreiteira baiana decidiu se desfazer do negócio e ofereceu o controle para ele e outros diretores. Hoje, ele detém 56,52% da empresa e outros dois sócios possuem, cada um, 21,75%. Em 1996, a UTC empregava 890 pessoas e hoje são 7,5 mil pessoas. No mesmo período, o faturamento anual saltou de US$ 80 milhões para US$ 1,5 bilhão.

    A  empresa de engenharia é uma das fornecedoras da Petrobras e aproveitou nos últimos anos o crescimento do setor. A UTC participa da construção de uma unidade de tratamento de diesel na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, e de uma nova planta de gasolina na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, além de participar do contrato da área de utilidades do Comperj, o complexo petroquímico do Rio de Janeiro, todos projetos da Petrobras. Além disso, a empresa está presente também nas obras da centro de pesquisas da Petrobras, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo (Cenpes).

    “Quando o barril de petróleo subiu, os investimentos em petróleo voltaram com toda força e o mercado de engenharia pesada migrou para o nosso, o industrial. O resultado é que agora todo mundo faz tudo, o mercado é um só”, conta Pessôa. “Se ontem concorríamos com 15 empresas, hoje concorremos com 40.” Com a mesma OAS e também a Odebrecht, a UTC formou consórcio para concorrer à licitação bilionária da Petrobras para a construção das sondas de perfuração do pré-sal.

    Consórcio Acarajé

    Nos bastidores da concorrência, a associação é conhecida como “Consórcio Acarajé”, já que as três empresas são baianas. Se conseguir sucesso na licitação da Petrobras, o consórcio baiano vai construir as sondas no Estaleiro Enseada do Paraguaçu, que está sendo erguido no Recôncavo Baiano pela construtora Odebrecht. Voltado para a construção de plataformas de petróleo e sondas de perfuração, o projeto deve receber investimentos de R$ 1,6 bilhão e conta com recursos do Fundo da Marinha Mercante, segundo informações publicadas no Diário Oficial da União.

    A UTC Engenharia atua em todas as etapas de construção de plataformas, do projeto básico à manutenção das unidades, passando pela engenharia do projeto e fabricação de módulos. Para tanto, a empresa disponibiliza uma espécie de atendimento 24 horas para atender clientes, com uma base em Macaé, cidade próxima à Bacia de Campos, maior produtora de petróleo do País. Outra unidade de trabalho fica em Niterói (RJ), que recebeu R$ 40 milhões em investimentos para dar conta da fabricação de módulos e outros componentes de unidades flutuantes nos últimos anos.

    A expansão da base de Niterói continua neste ano, com a construção de uma oficina para pré-montagem de estruturas metálicas, uma nova oficina para fabricação de tubulações e a ampliação do cais para saída dos módulos. Também em parceria com outras empresas, a companhia de Ricardo Pessoa participa da construção das plataformas P-55, P-63, no estaleiro Rio Grande; além das unidades P-56, P-57 e P-55. A Petrobras, a anglo-holandesa Shell e a norueguesa Statoil estão entre os principais clientes. O engenheiro planeja continuar forte no segmento de petróleo, que responde por cerca de 65% do faturamento da UTC.

    No particular, os negócios não tiraram a simplicidade de Pessôa. Ele garante que também não mudou seus hábitos. “Gosto de feijão com arroz. Acho que é fundamental manter minha raiz como referência”. Quando não trabalha, assiste televisão com a família, conta. Mas se queixa da falta de tempo para visitar os parentes que ficaram na Bahia. “Nesta história toda, deixar de ver meus parentes é a coisa que dói”, afirma. Hoje, ele mora em São Paulo com a mulher e as duas filhas. Sua jornada de trabalho diária varia entre 12 horas e 14 horas. “Quando viajo, vou para o exterior, porque senão eu acabo trabalhando”.

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