22 de julho de 2026

Pizzolato tirou segunda via do passaporte italiano após sua condenação

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Do Estadão
 
 
Mesmo com condenação pelo mensalão e retenção de passaportes no Brasil, Pizzotato obteve 2ª via de documento
 
Jamil Chade e Wilson Tosta – O Estado de S.Paulo
 
Autoridades italianas tinham ciência da situação do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato antes de sua fuga. Pessoas próximas do petista afirmam que ele deixou o Brasil via Paraguai, passou pela Argentina e, com uma segunda via de seu passaporte italiano – ele tem dupla cidadania – embarcou para a Itália.
 
Condenado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo Supremo Tribunal Federal, Pizzolato estava com seus passaportes apreendidos no Brasil. Mesmo sabendo da situação do condenado, as autoridades italianas concederam, segundo fontes do governo daquele país, uma outra via do documento para ele embarcar para a Europa.
 
O governo italiano ordenou a todos os seus ministérios um silêncio total em relação ao caso, que entra hoje em seu quinto dia desde que foi divulgada a fuga do ex-diretor do banco estatal.

 
A “blindagem”, segundo dizem informalmente autoridades italianas, tem como objetivo evitar uma crise diplomática. Em sua edição de ontem, o Estado revelou detalhes sobre a fuga de Pizzolato, desde sua residência, na rua Domingos Ferreira, em Copacabana, Rio de Janeiro. Em Roma, diplomatas italianos confirmaram, reservadamente, que a situação do ex-diretor do banco estatal era “conhecida” entre as autoridades.
 
O Ministério das Relações Exteriores da Itália não confirma como Pizzolato recebeu seu passaporte. O motivo oficial do silêncio: Pizzolato é cidadão italiano, sem antecedentes criminais na Itália e que, estando no país, não teria por que ter sua vida privada revelada ou ser constrangido por controles estatais.
 
Teoricamente, o caso é centralizado no Ministério da Justiça. Mas os responsáveis por esta pasta se recusam a falar sobre o assunto e nem mesmo confirmam se Pizzolato está na Itália. “Não temos nada a dizer sobre esse assunto por enquanto”, informou a assessoria de imprensa do ministério. Um dos argumentos usados pelos representantes é o de que o Ministério da Justiça passa por uma crise, com a possível demissão ainda hoje de sua chefe, Annamaria Cancellieri, acusada de tráfico de influência.
 
Em Roma, as autoridades estariam conscientes de que o caso pode azedar a relação entre as duas capitais, principalmente diante da rota usada pelo fugitivo para chegar até a Itália. Outro fator que chama a atenção é o que Pizzolato já teria viajado para a Itália em 2012.
 
No Ministério do Interior, onde fica o escritório italiano da Interpol, a ordem também é de vetar qualquer informação sobre o caso à imprensa. “Estamos instruídos a não falar nada sobre esse caso”, informou um representante do ministério.

Redação

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15 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    21 de novembro de 2013 11:35 am

    Do Jornal do Brasil

    “A deputada ítalo-brasileira do Parlamento italiano, Renata Bueno, vai pedir oficialmente ao Ministério do Interior daquele país que informe se há ou não registro da suposta entrada de Henrique Pizzolato na Itália. Ela também vai solicitar ao órgão qual é o consulado competente e qual é o atual passaporte válido expedido em nome dele.”

  2. Arnoldo Branco

    21 de novembro de 2013 11:58 am

    Será que a Itália

    Vai devolver o “favor” pelo que aconteceu com o Batisti?

    1. Gerinho da Terra

      21 de novembro de 2013 12:33 pm

      Acertou

      Acertou na mosca.

    2. Alberto Pirro

      21 de novembro de 2013 4:46 pm

      se o governo italiano quer

      se o governo italiano quer vingança contra o que ocorreu com o Battisti, então deveriam devolver o Pizzolato, para que ele cumprisse a pena no Brasil e assim mostrasse que não há escapatoria para criminosos, exceto vir para o Brasil como fez o Battisti!

  3. Nonato Amorim

    21 de novembro de 2013 11:59 am

    QUE CRISE DIPLOMÁTICA?

    Só se for do estado italiano com o STF. Tenho pra mim que o governo vai fará retórica nos comentários sobre a “fuga”. O Barbosa que vá se entender com os italianos. Abrs.

  4. IV AVATAR

    21 de novembro de 2013 12:06 pm

    Esculacho

    Pizzolato é cidadão italiano, sem antecedentes criminais na Itália e que, estando no país, não teria por que ter sua vida privada revelada ou ser constrangido por controles estatais.

    Ah mas nada como um dia atrás do outro. Se a zelite queria enterrar o mensalão já que os réus estão devidamente presos (agora querem Lula), vão ter noites de insônia com notícias como estas, vindo de um pais que até então, era referência para eles sob a governança de Berlusconi espelho de Aócio Never. E agora, José, vcs acham mesmo que vamos deixar o mensalão morrer. Podem tirar o cavalinho da chuva. Tal como ocorreu na ditadura militar, quando os jovens como Dilma e Genoino era pintados pra nós como sendo terroristas, com o tempo todo o mundo vi que não foi bem assim, e Dilma hoje é presidente. O julgamento de excessão do mentirão terão o mesmo destino. E num futuro não muito distante quem não vai ter sossego com esculachos não será Genoino, te cuida Barbosão

  5. AlvaroTadeu

    21 de novembro de 2013 12:23 pm

    Pau que não bate em Cacciola, não bate em Pizzolato.

    Crise diplomática? Só se for crise de asma dos Mesquitas. Só haveria crise se a Dilma ficasse indignada, pois ela é a presidenta. Se não houve crise quando Cacciola fugiu após desvio de US$1,2 bilhão, FHC não se importou nem um pouquinho, por que a Dilma se importaria com a acusação (falsa, diga-se de passagem) de uma merreca ded R$ 74 milhões?

  6. Porém

    21 de novembro de 2013 12:33 pm

    Pizza esqueceu   que o seu

    Pizza esqueceu   que o seu maior inimigo é italiano também, e como tal pode pedir indenização milionária lá por ter sido obrigado por esse em abandonar o seu emprego no Brasil.

  7. Antonio C.

    21 de novembro de 2013 2:31 pm

    Comentário.

    Crise diplomática do PAÍS com a Itália? Ainda não fui consultado. E me deixem chupar meu picolé de limão que está calor.

  8. Jose Emilio

    21 de novembro de 2013 2:49 pm

    Vá Pizzolato, ser gauche na

    Vá Pizzolato, ser gauche na itália! Deixe este julgamento meia boca, midiático, vergonhoso…. entalado nesse STF de poucos competentes.

    Vá iPzzolato, denuncie para o mundo inteiro a balbúrdia que a grande maioria da imprensa brasileira macomunada com a direita jurídica quer impor á nossa sociedade, só que nao consegue.

     

    José Emílio Guedes Lages- Belo Horizonte

  9. Alessandre de Argolo

    21 de novembro de 2013 3:07 pm

    “Condenado por peculato,

    “Condenado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo Supremo Tribunal Federal, Pizzolato estava com seus passaportes apreendidos no Brasil. Mesmo sabendo da situação do condenado, as autoridades italianas concederam, segundo fontes do governo daquele país, uma outra via do documento para ele embarcar para a Europa.

    O governo italiano ordenou a todos os seus ministérios um silêncio total em relação ao caso, que entra hoje em seu quinto dia desde que foi divulgada a fuga do ex-diretor do banco estatal.”

    Os passaportes (o brasileiro e o italiano) estavam apreendidos, como eu disse em outro post, logo quando a notícia da fuga se confirmou.

    As autoridades diplomáticas italianas sabiam da situação de Pizzolato de processado no STF. Mas mesmo assim permitiram que ele obtivesse um 2º passaporte italiano.

    Já fizeram de sacanagem. Os italianos estão muito ressentidos com o Brasil por causa do caso Cesare Battisti.

    Foi por causa disso que eles expediram o passaporte italiano que permitiu a fuga, mesmo quando o primeiro passaporte tinha sido apreendido por ordem do STF.

    Quem fez isso, sabendo previamente que Pizzolato não podia viajar para o exterior, é cúmplice da fuga. Se ficar comprovado que o corpo diplomático italiano tinha conhecimento da situação de Pizzolato com a justiça brasileira, vai ter gente implicada tendo que apelar para “imunidade diplomática”.

    Se isso se confirmar, sou favorável ao imediato corte nas relações diplomáticas com a Itália. A situação se tornou insustentável. A Itália deliberadamente boicotou a justiça brasileira.

    Para mim, é caso de rompimento de relações diplomáticas, no mínimo.

    1. Antonio Carlos da Silva

      21 de novembro de 2013 3:17 pm

      Ditadores podem vir prá cá que tudo bem

      Quem fez isso, sabendo previamente que Pizzolato não podia viajar para o exterior, é cúmplice da fuga.

      Dos cúmplices da fuga do Roger Molina, assasino de camponeses na Bolivia, vc não reclama, a direita festejou até a fuga do monstro, virou troféu no Fantástico e tudo mais, oh povinho

      1. Alessandre de Argolo

        21 de novembro de 2013 5:49 pm

        Não reclamo porque não

        Não reclamo porque não conheço o caso e isso não estava sendo objeto de discussão. O post fala do caso Pizzolato e da cooperação das autoridades diplomáticas italianas para que ele fugisse do país. Dei a minha opinião, baseado na matéria.

        Você é capaz de entender a diferença entre um assunto e outro?

        Se um diplomata brasileiro ajudou um condenado em outro país a fugir, o que eu disse no caso de Pizzolato também se aplica. Simples.

        Agora deixe de histeria e papo furado. Histeria é coisa de donzelas do século XIX rsrs. Não combina com um marmanjo, como parece ser o teu caso.

    2. Antonio C.

      21 de novembro de 2013 4:29 pm

      Comentário

      Concordo, em gênero, número e grau! Aí, o Pizzolato fica na Itália, demonstra sua inocência e fica tudo numa ótima!

  10. Fiódor Andrade

    21 de novembro de 2013 5:32 pm

    E por que motivo a Itália

    E por que motivo a Itália iria se negar a emitir um novo passaporte para um cidadão italiano?

    Barbosa não manda lá não.

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