21 de maio de 2026

Porto Alegre tem 10 dias para apresentar plano para áreas inundadas

Juiz destaca sinais de "excessiva demora" da prefeitura da capital gaúcha em realizar obras de correção em estações de bombeamento
Funcionários da Sabesp e DMAE fazem manutenção e instalação das bombas para retirada do excesso de água na cidade de Porto Alegre. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A prefeitura de Porto Alegre tem um prazo de dez dias, contados a partir da última quinta-feira (12/06), para apresentar um plano de atuação com informações a respeito das ações de resposta, restauração e recuperação previstas em casos de enchentes inundações.

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A liminar foi pedida numa ação civil pública (ACP) proposta por entidades de classe contra a prefeitura. São elas: Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação de Juristas pela Democracia (Ajurd), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação Gaúcha das Uniões de Associações de Moradores e Entidades Comunitárias (Fegamec) e Sindicato dos Municipários de Porto Alegre.

As entidades em questão afirmam que o Sistema de Proteção contra Inundações de Porto Alegre não vinha recebendo a devida manutenção permanente, em especial a manutenção das comportas. E que a tragédia climática poderia ter sido evitada ou, ao menos, amenizada com a manutenção apropriada das casas de bombas de drenagem para prevenção de inundações.

O dia a dia de uma tragédia anunciada: o trabalho de um hidrólogo nas cheias do RS

Em sua determinação, o juiz Thiago Notari Bertoncello, da 7ª Vara do Tribunal de Justiça da capital do Rio Grande do Sul, destaca a existência de indícios “quanto à excessiva demora da Administração Pública Municipal em providenciar e implementar aparentes obras de correção de algumas EBAPs [Estações de Bombeamento de Águas Pluviais]”.

“Aliado ao extravasamento (rompimento para outros) do dique no bairro Sarandi, tal situação culminou na inundação dos bairros da zona norte (Humaitá, Sarandi, Anchieta, etc.) a provocar o desalojamento e o desabrigamento de pessoas e danos elevados a estabelecimentos comerciais e a residências, entre outros, que somente foram minimamente solucionados semanas após”, acrescentou.

Além disso, a prefeitura comandada por Sebastião Melo (MDB) deverá especificar quais as medidas já foram implementadas, assim como um cronograma sobre a adoção de medidas como a remoção de fontes de perigo, suprimento e distribuição de água potável e de energia elétrica, limpeza urbana e escoamento/drenagem das águas que eventualmente continuam represadas em bairros da cidade.

O magistrado enfatizou, ainda, a responsabilidade do governo municipal e detalhou que, com apoio financeiro e o controle do governo federal, as ações voltadas à prevenção em área de risco, à resposta e à recuperação de desastres competem ao município. 

“[O município] deve articular junto com o estado, diante dos limites municipais e da integração local ou regional, a contratação e execução das obras ou prestação de serviços, inclusive de engenharia, em todas as suas fases”, esclarece o magistrado.

Com informações da Agência Brasil

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. emerson57

    16 de junho de 2024 8:10 pm

    O próximo “chuvão” vem ai.
    Vai pegar a administração municipal e estadual de touca?
    A população Vai permitir que os executivos municipais e estaduais matem mais gente?
    Estão deixando correr frouxo a inépcia destes governos ao não imputar a eles os prejuízos pessoais e monetários sofridos pelo povo do Rio Grande, sem prender ou ao menos processar os culpados pela tragédia. Ao contrário, eles estão sendo bem tratados demais pelo PIG e pelo governo federal.
    Pois é, morreram apenas 200 pobres.
    A pauta do momento já mudou, não tem mais cavalo em cima do telhado. Agora chove aborto no molhado, quebra o pau na Câmara, e OUTRES bobagens facilitam o esquecimento dos crimes de ontem…

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