5 de junho de 2026

Silêncio de Torres, interpretado como “culpa velada”, deve ser rompido na semana que vem

O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro deve romper o silêncio no próximo depoimento
O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O silêncio de Anderson Torres no depoimento à Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (18), foi interpretado como uma espécie de culpa velada, pela não manifestação ou explicações sobre a minuta do golpe encontrada em sua casa. Para a pecha não impregnar, o ex-ministro da Justiça deve romper o silêncio no próximo depoimento.

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Torres estaria se preparando para prestar informações aos investigadores na próxima semana, manifestando-se sobre as acusações que recaem contra ele no ato golpista do dia 8 e sobre o documento apreendido em sua residência.

Ele é acusado de omissão, por estar nos Estados Unidos, enquanto ainda não estava de férias e no dia da invasão aos Três Poderes, de esvaziamento da Secretaria de Segurança do Distrito Federal, com a falta de pessoal e equipe para responder e dar comandos de reação aos bolsonaristas, e de organização criminosa.

Sendo um dos alvos das Operações deflagradas nos dias seguintes à tentativa de golpe, policiais fizeram uma varredura na casa do ex-secretário e ex-ministro de Jair Bolsonaro. Lá, encontraram um documento com uma minuta de decreto que pretendia instaurar um estado de defesa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o objetivo de reverter o resultado das eleições de 2022.

Ao público, Anderson Torres minimizou a minuta encontrada em sua casa, afirmando se tratar de um documento de uma “pilha” sem importância e que seria “triturada”, jogada fora.

No último sábado, o ex-ministro de Bolsonaro desembarcou de volta dos EUA ao Brasil para cumprir a ordem de prisão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele está no 4º Batalhão de Polícia Militar e prestou o primeiro depoimento nesta quarta. Na ocasião, contudo, ficou em silêncio.

De acordo com coluna de Juliana Dal Piva, do Uol, ele prestará um novo depoimento na próxima semana e pretende romper o silêncio, apresentando uma defesa das acusações.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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  1. Moyses Nunes

    19 de janeiro de 2023 4:44 pm

    “Ao público, Anderson Torres minimizou a minuta encontrada em sua casa, afirmando se tratar de um documento de uma “pilha” sem importância e que seria “triturada”, jogada fora.”

    É impressionante a desenvoltura nessa declaração! Era só um planinho de golpe de Estado, mas como não deu, desconsidera… Tá tudo bem…

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