19 de junho de 2026

TCU afirma que aplicativo TrateCov não foi hackeado, ao contrário do que indicou Pazuello

A conhecida “capitã cloroquina”, secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, já havia revelado à CPI que o aplicativo não foi hackeado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN – O Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou que o aplicativo TrateCov, usado em Manaus (AM) para identificar de casos de Covid-19 e recomendar medicamentos sem eficácia científica comprovada no tratamento da doença, não foi hackeado, como sugeriu o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. 

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De acordo com uma análise de auditores do Tribunal, o TrateCov “foi planejado para funcionar de modo a identificar associação de quaisquer dois sintomas como ‘Provável diagnóstico de covid-19’”, explicou Chico Alves, em sua coluna no Uol.  

O aplicativo exigia que o paciente efetuasse o preenchimento de um formulário com os sintomas apresentados e sugeria a prescrição de medicamentos como hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina, doxiciclina, Sulfato de Zinco e Desametazona em qualquer idade, seja para Covid-19 ou outras doenças.

Na CPI, ao ser criticado sobre o funcionamento da ferramenta que sugeria tratamento ineficaz para, basicamente, todos os sintomas relatados, Pazuello afirmou que houve “roubo dessa plataforma”. “Foi hackeado por um cidadão. Tem uma investigação que chega nesse cidadão, ele foi descoberto, pegou o diagnóstico, alterou dados e colocou na rede pública”, afirmou o ex-ministro.

A conhecida “capitã cloroquina”, secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, já havia revelado à CPI que o aplicativo não foi hackeado

A análise dos especialistas do TCU afirmou que não houve adulteração e que “a indicação pelo usuário do TrateCov de quaisquer dois sintomas é suficiente para a aplicação web exibir o diagnóstico” de Covid-19.

Redação

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