80 milhões a mais podem passar fome por conta da mudança climática, diz ONU 

Renato Santana
Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.
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Volker Turk, da ONU, destacou o papel dos litígios climáticos para que estes façam com que empresas e governos respondam por seus atos

Países em desenvolvimento, como o Iraque, carecem de recursos para investir em recuperação, ação climática e ODS. Foto: OMM/Abbas Raad

O direito à alimentação está sendo “amplamente ameaçado pela mudança climática”, disse o alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Volker Turk. 

Ele destacou o papel dos tribunais que atuam em litígios climáticos para que estes façam com que empresas e governos respondam por seus atos, maneira de, pelo Judiciário, obrigar que Estados e iniciativa privada se responsabilizem. 

A fala ocorreu na sessão do Conselho de Direitos Humanos, nesta segunda-feira (3), onde Turk enfatizou que os eventos climáticos extremos estão “destruindo plantações, rebanhos, pesca e ecossistemas inteiros”.

Tal ordem de eventos tornou-se particularmente dramática por outro fator. Mais de 828 milhões de pessoas passaram fome em 2021. Ocorre que a crise climática deve lançar outros 80 milhões ao risco da fome até 2050. 

As Nações Unidas, conta Turk, perceberam que os impactos são mais sentidos por pequenos agricultores na África Subsaariana, na Ásia e na América Latina. Os impactos, garante Turk, irão se espalhar e “nenhum país será poupado”.

Há como limitar

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que a ciência afirma ainda ser possível limitar o aumento da temperatura global a 1,5C°. No entanto, é necessário agir imediatamente. Turk, por isso, apelou ao futuro das crianças. 

Ele ainda pediu que a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 28, seja o “ponto de virada que o mundo tanto precisa”.

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Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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