4 de junho de 2026

Alertas de desmatamento recuam cerca de 9% na Amazônia e no Cerrado em 2025, indica INPE

Segundo o MMA, a redução dos alertas está associada a ações de fiscalização e controle em áreas prioritárias, mas reconhece que desmatamento ainda é elevado
Cerrado - Reprodução

Alertas de desmatamento caíram cerca de 9% em 2025 na Amazônia e no Cerrado, segundo dados do Inpe.
Mato Grosso lidera desmatamento na Amazônia com 1.497 km², aumento de quase 60% em relação a 2024.
No Cerrado, Maranhão, Tocantins e Piauí concentram maiores áreas sob alerta, totalizando 3.328 km².

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A área sob alertas de desmatamento diminuiu aproximadamente 9% em 2025 tanto na Amazônia quanto no Cerrado, na comparação com o ano anterior, segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta semana. Apesar da queda, os números ainda apontam pressão significativa sobre os dois biomas.

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Na Amazônia, os alertas totalizaram 3.817 km² em 2025, frente a 4.183 km² registrados em 2024, o que representa uma redução de cerca de 8,7%. O resultado consolida o terceiro ano consecutivo de queda no bioma. Em 2023, a área sob alerta havia alcançado 5.156 km², reforçando a tendência de diminuição observada nos anos seguintes.

Estados com mais desmatamento na Amazônia

No recorte por estado, Mato Grosso liderou o ranking, com 1.497 km² sob alerta em 2025, quase metade do total registrado na Amazônia. O número é o terceiro maior da série histórica iniciada em 2015 e representa um aumento de quase 60% em relação a 2024.

Na sequência aparecem o Pará, com 979 km², e o Amazonas, com 721 km². Apesar de permanecerem entre os estados mais pressionados, ambos apresentaram melhora em relação ao ano anterior, com redução de 36% no Pará e de 9% no Amazonas.

Segundo ano de queda no Cerrado

No Cerrado, os alertas de desmatamento somaram 5.357 km² em 2025, contra 5.901 km² em 2024, uma queda de aproximadamente 9,2%. Este é o segundo ano consecutivo de redução no bioma, após um período de forte avanço da derrubada da vegetação.

Os estados com maiores áreas sob alerta foram Maranhão (1.190 km²), Tocantins (1.133 km²) e Piauí (1.005 km²). Os três integram a região conhecida como Matopiba, marcada pela expansão do agronegócio.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a redução dos alertas está associada ao reforço das ações de fiscalização e controle em áreas prioritárias. Após as queimadas recordes registradas em 2024, o governo federal intensificou a presença nesses territórios, o que, de acordo com a pasta, tem contribuído para a queda do desmatamento, embora os níveis ainda sejam considerados elevados.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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  1. Gaspar Alencar

    9 de janeiro de 2026 3:37 pm

    GGN, eu estive lá no desmatamento e no agrotóxicos. GGN, motosserra e trator de esteira não param! Porque quiseram entrar em 74 mil hectares da Esec Urucui-una no Piauí? 1⁰ a questão da propriedade da terra ( terra devoluta);
    2⁰ sistema de produção;
    3⁰ depois de uma década a produtividade cai;
    4⁰ vcs lembram do Luiz Marques, qdo ele rechaça a questão PIB?
    5⁰ para manter a alimentação do PIB, precisamos de novas áreas.
    6⁰ para manutenção da produtividade, precisamos de novas áreas. Novas áreas correspondente a desmatamento e
    7⁰ por fim para diminuir o custo de produção das novas áreas. Taca fogo para diminuir custo hora/máquina.
    Se não mudar o sistema de produção, é malhar em ferro frio. Nada muda, não fui eu que disse isso! Foi WB!

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