4 de junho de 2026

Ambientalistas temem aumento de emissões de navios de carga

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Jornal GGN – De acordo com ambientalistas, muito pouco foi feito para controlar as emissões de CO2 de navios. A expectativa é que o percentual das emissões globais dos navios de carga, que é relativamente pequeno (2,6%), cresça nos próximos anos.

“O setor vai consumir uma parte considerável do orçamento do carbono”, afirmou Sotiris Raptis, analista da Transporte e Meio Ambiente.

Da Folha de S. Paulo

Emissão de embarcações pode minar esforços contra aquecimento global

Ambientalistas e especialistas afirmam que muito pouco foi feito para controlar as emissões de CO2 dos navios. O percentual das emissões globais atribuído aos navios de carga é relativamente pequeno –cerca de 2,6% do total mundial em 2012, de acordo com os dados mais recentes. Entretanto, acredita-se que esse número vai crescer consideravelmente.

É verdade que, se levarmos em conta o volume de carga e as distâncias percorridas, o transporte marítimo é a maneira mais eficiente de transportar cargas.

Um relatório lançado no mês passado pelo Parlamento Europeu, porém, concluiu que, com o crescimento da economia global e o controle da emissão de carbono por parte de outros setores da economia, até 2050, o transporte internacional pode ser responsável por até um sexto de todo o CO2 lançado na atmosfera em decorrência das atividades humanas.

“O setor vai consumir uma parte considerável do orçamento do carbono”, afirmou Sotiris Raptis, analista da Transporte e Meio Ambiente, uma confederação de grupos ambientalistas europeus.

Isso quer dizer que correremos um sério risco de não alcançar as metas de emissão que irão contribuir para limitar o aquecimento global, afirmou.

Melhorar a eficiência de um navio significa diminuir seu consumo de combustível. E, no caso da maioria dos navios, o combustível representa ao menos metade do custo operacional.

“Portanto, existe um enorme incentivo econômico para que os transportadores tentem minimizar os custos operacionais”, diz Christopher Koch, que deixou recentemente o cargo de presidente do Conselho Mundial de Transporte Marítimo, que representa as empresas que são proprietárias e operam navios. “E quanto mais poupamos com combustível, menos CO2 estamos produzindo”.

Muitas transportadoras adotaram melhorias, que vão desde medidas simples como polir os propulsores ou pintar o casco com uma tinta que impede o crescimento de algas e outros organismos, até obras mais amplas e caras para melhorar o desempenho dos motores ou remodelar a proa.

Algumas melhorias são ainda mais elaboradas. A Silverstream Technologies, uma empresa com sede em Londres, é uma das muitas que desenvolveu sistemas que produzem um tapete de pequenas bolhas de ar ao longo do fundo do navio. “O casco fica em contato com o ar, o que reduz consideravelmente a fricção”, afirmou Noah Silberschmidt, diretor-executivo da empresa.

Um navio da Norwegian Cruise Line que está sendo construído na Alemanha será equipado com a tecnologia quando for lançado em 2017.

Contudo, a forma mais simples de melhorar a eficiência de um navio é diminuir sua velocidade. Estudos mostram que isso pode ajudar a reduzir consideravelmente o consumo de combustível e, portanto, as emissões. Em alguns casos, elas foram reduzidas em mais de 50%.

Durante a crise econômica global de 2008, boa parte dos navios de carga operaram com velocidades reduzidas e grupos do setor afirmam que isso contribuiu consideravelmente para reduzir a quantidade de CO2 emitido por unidade de carga.

Todavia, os críticos apontam para o fato de que não há garantias de que as velocidades continuarão reduzidas. Em uma economia global mais forte, haverá mais pressão para que as transportadoras tragam mais produtos em menos tempo. Mas mesmo que isso seja mantido, o aumento da quantidade de carga transportada fará as emissões totais crescerem também.

Neste ano, entraram em vigor padrões criados pela ONU para melhorar a eficiência das novas embarcações.

Tais padrões são válidos apenas para navios novos, porém, não para as cerca de 70 mil embarcações comerciais atualmente em uso –o setor de transporte marítimo receia que a ampliação dos limites de emissão de CO2 por navios possam atrapalhar o comércio internacional.

Para evitar que isso aconteça, talvez seja necessário desenvolver combustíveis alternativos como o hidrogênio, o uso dos ventos e outras energias renováveis.

Há ainda o gás natural liquefeito, que, embora seja um combustível fóssil, emitem até 20% a menos de gases do efeito-estufa. O primeiro grande navio de carga movido a esse combustível ficou pronto há poucos meses. A embarcação, de 220 metros de comprimento, foi feita nos Estados Unidos. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. ruyacquaviva

    21 de dezembro de 2015 1:42 pm

    Uma forma nova de aproveitar a energia dos ventos

    Pipa gigante é capaz de rebocar navios de cargueiros

    A pipa não dispensa os motores, mas faz boa parte do trabalho deles, que podem ser reduzidos. É uma solução para combater o alto preço do transporte em alto-mar e a poluição produzida pelos navios.

    http://www.institutodeengenharia.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/4/id_noticia/5386/Pipa-gigante-%C3%A9-capaz-de-rebocar-navios-de-cargueiros

    MS Beluga Skysails, o cargueiro à vela

    Os criadores do MS Beluga Skysails afirmam que a vela, controlada por computador e que mede 160 metros quadrados, pode diminuir em até 20% o consumo de combustível do cargueiro.

    http://www.projetomemoria.org/2009/08/cargueiro-vela/

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    21 de dezembro de 2015 1:52 pm

    Curiosamente, estes

    Curiosamente, estes ambientalistas não estão nenhum pouco com a poluição que eles mesmos produzem viajando intensamente de avião para falar merdas em todos os países em que eles também defecam, mijam e peidam. 

  3. rdmaestri

    21 de dezembro de 2015 5:06 pm

    Reclamar do transporte marítimo como emissor de CO2 é…

    Reclamar do transporte marítimo como emissor de CO2 é totalmente sem noção, o que consome de combustível um navio para transportar milhares de toneladas de cargas em distâncias enormes e menos que que uma viajem de um avião cheio de crianças indo visitar a Disneylândia.

    1. Athos

      21 de dezembro de 2015 5:22 pm

      Roubou meu comentário.

      Roubou meu comentário.

      1. serralheiro 70

        21 de dezembro de 2015 5:47 pm

        O meu também !

        O meu também !

    2. junior50

      21 de dezembro de 2015 11:53 pm

      Professor

         O buraco é mais embaixo, alguns pontos do anexo VI da MarPol, estão sendo contestados por paises do Atlantico Sul, Indico e parte do Pacifico, que alegam a respeito da obrigatoriedade de a partir de 2016, terem 50% da tonelagem naval ( os navios, sem computo da carga ) que aportarem em seus portos, se adequarem as normas do Anexo VI, ou terão um acréscimo de até US$ 40,00 por TEU.

           Praticamente mais de 75% dos atuais navios não estão dentro da regulamentação, portanto a partir do ano que vem, terão dificuldades e elevação de custos para aportarem em portos europeus ( tipo Europort Rotterdam, Hamburgo, Clyde…. ), e os armadores europeus temem a “concorrencia desleal “, pois os navios “trocariam de bandeira e porto de registro”, ou será necessário o transbordo de cargas.

           Armadores e estaleiros, europeus, coreanos e japoneses, pressionam a IMO para que as regras da “VI” sejam mantidas, pois significaria mais encomendas de novos navios a seus estaleiros, ou mesmo navios não tão antigos ( um navio tem vida util de até 30 anos ), adquiram equipamentos – caros – das empresas unidas na EGCSA, que financia muito destas reportagens, e alguns grupos ecologistas.

           Nenhuma ação “ambiental” é puramente ecológica, sempre tem algum interesse economico por trás, o que neste caso é patente, como os novos motores hibridos da MAN/Doosan, ou os elétricos da Wartsila. ( o navio menos poluidor navegando é militar, o “Mistral” francês, e depois os novos detroieres americanos da “Classe Zumwalt ” – cada um de custo maior que US$ 1,0 Bilhão – ou as fragatas alemãs atualizadas; nada a ver com as MarPol, mas apenas para “redução de assinatura” ).

          

      1. rdmaestri

        22 de dezembro de 2015 3:34 am

        Eu não sabia da missa a metade, porém senti a sacanagem de cara.

        Ficar exigindo melhora do desempenho na emissão de CO2 nos navios, cheirou a sacanagem, pois o consumo de combustível dos mesmos em relação a qualquer outro modal de transporte (exceto o transporte dutoviário) é muito pequeno por carga movimentada.

        Há outro fator que todos esquecem, a manutenção da via de transporte por meio marítimo é praticamente nula, só necessitando a dragagem em alguns portos, logo se colocarmos outros meios de transporte considerando isto, torna-se incomparável, não é necessário operações “tapa-buracos” nos oceanos! Muito menos a recapagem da via!

        Em resumo, mais uma vez os ambientalistas fazendo o papel de ponta de lança de interesses econômicos.

        Falando em ambientalistas e interesses econômicos, sabem que o “buraco na camada de Ozônio” registrou o quarto maior nível da história, que já havia sido alcançado em 1998 e que os “buraquistas” (não tem os aquecimentistas?) passaram para 2060 ou 2070 os resultados do protocolo de Montreal!

  4. junior50

    21 de dezembro de 2015 8:02 pm

    Classe Marlin

     A ” Folha “, para não variar falha.

      Os dois primeiros navios porta – conteiners movidos a duplo combustivel ( diesel e GNL ), já estão operacionais, os “cabeças de classe ” , o ” Isla Bella ” desde abril de 2015, e o “Perla del Caribe ” aprestado em agosto de 2015, operados pela TOTE Maritime, com bandeira americana, construidos pela General Dynamics San Diego, com apoio para motorização dupla fornecido pela MAN/Doosan, só o aporte de financiamento para os dois navios, fornecido pelo governo norte – americano, monta em mais de US$ 340 Milhões. 

       O Congresso americano somente aprovou o Anexo VI *da MarPol em 2006, e ainda hj. 2015 muitos paises não ratificaram este anexo.

        * anexo VI : ultimo anexo da MarPol, que refere-se a poluição ambiental causada pela motorização de navios.

        Quem quiser saber mais : http://www.egcsa.com

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