Brasil pode crescer muito mais com a Amazônia em pé e não queimada, defende Ricardo Abramovay

Economista defende o bio-desenvolvimento como saída para o país avançar, aproveitando os recursos da floresta que detém uma das maiores biodiversidades do planeta

Ricardo Abramoay durante durante o Seminário Internacional Cidades e Territórios, em 2016. Imagem: Reprodução

Jornal GGN – Ricardo Abramovay, um dos maiores especialistas brasileiros em desenvolvimento sustentável, concedeu uma entrevista ao jornalista Luis Nassif, na TV GGN.

Ele lança, no dia 7 de novembro, na Conferência Brasileira de Mudanças do Clima, em Recife, um novo livro, chamado “Amazônia: por uma economia do conhecimento da natureza”.

Nesta entrevista, além de fazer um resumo do conteúdo da obra, o economista (defensor da escola de pensamento econômico que reúne ética, preservação ambiental e sociedade) aborda conceitos do bio-desenvolvimento, que é a utilização equilibrada dos recursos naturais em favor do desenvolvimento do país.

Nesse sentido, o professor destaca que a exploração sustentável da floresta amazônica em pé e o uso econômico da biodiversidade podem trazer ganhos maiores para o país do que a exploração tradicional que, além de destruir os recursos naturais, transforma grandes áreas em verdadeiros desertos.

Abramovay diz compartilhar da hipótese de outros pesquisadores de que o bio-desenvolvimento brasileiro é travado por “um arco de forças políticas muito poderoso em torno de atividades que, atualmente, dominam a economia na região [da Amazônia], ou seja, a pecuária, a produção de grãos e a exploração ilegal de madeira”. “O resultado disso, é que outras atividades não podem emergir”, completa.

“A Amazônia é como se fosse uma biblioteca que a gente nunca, ou pouco entrou. E nós estamos deixando queimar os livros dessa biblioteca sem saber pra que servem esses livros, o que eles contém e em que eles podem nos beneficiar”, pondera.

Assista a seguir a entrevista na íntegra.

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