O Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática divulgou nesta quinta-feira (6) a queda de 33,6% do desmatamento na Amazônia no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022.
Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Apesar da notícia ser boa e alentadora, no Cerrado houve um aumento de 21% da desflorestação.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que o desmatamento aumentou exponencialmente e “há agora uma tendência constante de queda no desmatamento na Amazônia”.
A Amazônia brasileira perdeu 2.649 quilômetros quadrados de cobertura vegetal entre janeiro e junho, o que representa uma área inferior à dos primeiros seis meses de 2022, com impacto de 3.988 quilômetros.
Retomada da fiscalização
A retomada da fiscalização ambiental, sucateada pelo governo anterior, é apontada como o principal fator da queda de áreas desmatadas. Na Amazônia, a fiscalização ambiental é crucial para combater o desmatamento.
Em comparação com o primeiro semestre de 2022, os primeiros seis meses de 2023 registraram um aumento de 348% no número de avaliações para ações fiscalizatórias, que chegaram a 1.141.
“A decisão do presidente Lula de assumir como política de governo a ideia de que a política ambiental é transversal, é algo intangível, mas muito poderoso”, disse a ministra.
Prioridade ambiental
Marina Silva lembrou que dos dez decretos do primeiro dia de governo, cinco foram na área de meio ambiente. “Não podíamos ficar parados. Com as ferramentas que tínhamos, estávamos fazendo o trabalho”, disse.
Em 2022, o desmatamento em todos os biomas do Brasil foi 22% maior do que no ano anterior. O Cerrado e a Amazônia foram palco de 90% de toda a devastação registrada no país.
Conforme os dados do Ministério do Meio Ambiente, a tríplice fronteira entre Amazonas, Acre e Rondônia concentrou um quarto de todo o desmatamento da Amazônia brasileira no ano passado.
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