4 de junho de 2026

Desmatamento no governo Bolsonaro sobe 59,5%

Apesar da queda registrada no último ano, mandato teve maior grau de devastação desde início das apurações por satélite
Amazônia - Foto: Felipe Werneck/Ibama

Os quatro anos de governo Jair Bolsonaro (PL) foram responsáveis por um aumento de 59,5% da taxa de desmatamento da Amazônia em relação ao visto nos governos Dilma e Temer, chegando assim à maior alta percentual desde 1988, quando começaram as medições por satélite.

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Dados divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam uma estimativa de 11.568 km2 devastados apenas no ano de 2022, área equivalente à da Jamaica.

Embora o índice tenha sido 11% menor em relação ao visto em 2012, há 13 anos não era registrada uma taxa tão alta nos nove Estados da Amazônia Legal. A média anual sob Bolsonaro foi de 11.396 km2, contra 7.145 km2 no período anterior (2015-2018).

Confira abaixo uma tabela comparativa dos índices de desmatamento ao longo dos últimos anos:

Fonte: Observatório do Clima

*Sob Collor não há base de comparação, já que a série histórica começa em 1988.
**Para Itamar, Dilma 2 e Temer são considerados dois anos de mandato em comparação com os dois anos anteriores.
***O dado referente a 2022 é uma estimativa do Inpe, a ser consolidado no primeiro semestre de 2023.

Segundo o Observatório do Clima, os dados de 2022 revelam uma explosão do desmatamento no Amazonas, o único a ter aumento no corte raso neste ano – ao todo, foram derrubados 2.607 km2, um incremento de 13% em relação a 2021. O Pará, mesmo com a redução de 21%, ainda lidera o ranking, com 4.141 km2 desmatados em 2022.

“O regime Bolsonaro foi uma máquina de destruir florestas. Pegou o país com uma taxa de 7.500 km2 de desmatamento na Amazônia e o está entregando com 11.500 km2. A única boa notícia do governo atual é o seu fim”, afirma Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Os dados do Inpe estão prontos desde o dia 03 de novembro, mas o governo optou por escondê-los até o encerramento da COP27, a conferência do clima de Sharm El-Sheikh, no Egito.

Este é o segundo ano consecutivo em que o ministro do Meio Ambiente vai à conferência do clima com os dados e deixa para divulgá-los depois.

Saiba Mais

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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