4 de junho de 2026

Epidemia do Carbono e as Tempestades na Amazônia.

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O artigo parece ser muito interessante e vamos esperar sua publicação. O destaque que eu chamo atenção é para essa variabilidade na direção das chuvas. Essas tempestades de direção sudeste>nordeste são maiores em intensidade (?), baixo conhecimento, e eu acredito ser a grande contribuição do artigo. Enquanto, as chuvas na direção nordeste>sudeste ocorrem com maior freqüência e já foram descritas. Uma pergunta: será que essa variável forçante atua na evolução do sistema florestal Amazônico como condicionante e/ou limitante junto às estruturas morfológicas das árvores, (micro-cosmos) como ex: no desenvolvimento do sistema radiculares das plântulas?

Agora uma critica é a maneira como foi realizado o delineamento experimental e as inferências sobre o volume de arvores abatidas com esses eventos. Como o descrito no texto: “os cálculos iniciais, relativos a áreas afetadas pela tempestade na região de Manaus, foram depois usados como base para se chegar ao número total de mortes em toda a floresta”.

Veja que o delineamento experimental somente amostra a região de Manaus (sem replicas), sua extrapolação por meio de sensores remotos e modelos ignoraram “o efeito espacial” das amostras de campo. Ou melhor, a variação dentro e entre as diversas “florestas” que estão no território Amazônico que são distintas das configurações das florestas ao redor de Manaus. Esse problema de delineamento experimental também é encontrado em outros artigos que parte uma região específica para extrapolar para a maior bacia hidrográfica do mundo.

“Uma pesquisa anterior tinha atribuído um aumento na mortalidade de árvores em 2005 na região a uma seca prolongada que afetou partes da floresta naquele ano (amostras de campo na região da Flona Tapajós, Santarém (PA), se não me engano). Mas o estudo recente identificou uma área não atingida pela seca onde houve grande perda de árvores (a região de Manaus)”.

Mas até chegarem as conclusões da Epidemia do Carbono que assola os corações e as mentes dos ambientalistas e congêneres (a oportunidade faz o ladrão), como o pessoal das hidrelétricas, MME, EPE, ANEEL, etc, não passa de ilações de conjecturas e sofismas.

“Os cientistas advertem que, por causa das mudanças climáticas, tempestades violentas deverão se tornar mais frequentes na região, matando mais árvores e, consequentemente, aumentando as concentrações de carbono na atmosfera.”

A tempestade que levou meio bilhão de árvores

Enviado por luisnassif, qua, 14/07/2010 – 10:40

Por Gerson Da BBC Brasil

Uma única tempestade derrubou meio bilhão de árvores na Amazônia, diz estudo Uma única, violenta e avassaladora tempestade que varreu toda a floresta amazônica em 2005 pode ter destruído meio bilhão de árvores, diz um estudo americano. Embora tempestades sejam uma causa conhecida de mortes de árvores na Amazônia, o novo estudo – feito por especialistas da Tulane University, em Nova Orleans, em parceria com cientistas brasileiros do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e da Unesp – é o primeiro a oferecer uma contagem mais precisa.

Segundo seus autores, o trabalho revela perdas muito maiores do que se pensava, sugerindo que tempestades cumprem um papel bem mais importante do que se supunha na dinâmica da floresta amazônica.

Os cientistas advertem que, por causa das mudanças climáticas, tempestades violentas deverão se tornar mais frequentes na região, matando mais árvores e, consequentemente, aumentando as concentrações de carbono na atmosfera. O estudo será publicado na revista científica Geophysical Research Letters. continua

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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