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sábado, agosto 24, 2019
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    Greenpeace: Governo Bolsonaro confirma agenda antiambiental e de destruição da Amazônia

    Em menos de 24 horas, ministros reforçam agenda antiambiental que está em prática pelo atual governo e Bolsonaro afirma que áreas protegidas “atrapalham” o país.

    Árvore solitária em um campo de soja, bem ao lado da floresta nativa, em Santarém (PA) © Daniel Beltrá / Greenpeace
    Em resposta, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general da reserva Augusto Heleno, desqualificou os dados, que são fornecidos pelo próprio governo desde 1985 e são uma referência mundial no monitoramento do controle do desmatamento. “A declaração é grave. O governo já começa a ver sua política antiambiental aparecer nos números que revelam a destruição da floresta. E qual a solução deles? Depreciar quem mostra a verdade. Há alguns meses, o próprio presidente já havia feito isso com o IBGE ao desqualificar os dados de aumento do desemprego. No atual governo funciona assim: se não os agrada, então é falso e não presta”, analisa Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.Ainda ontem, o ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista, seguiu a mesma linha e considerou insignificantes os 8.000 km² de Amazônia destruída no último ano – tamanho que representa 5,2 vezes a cidade de São Paulo. Para o ministro, as mais de 1 bilhão de árvores derrubadas nesse período e a violência que o desmatamento causa aos povos da floresta não é importante. “Seu discurso só encontra semelhança ao de grileiros de terras, madeireiros ilegais e às máfias do desmatamento. Quem destrói a floresta tem hoje um aliado no comando do Ministério do Meio Ambiente”, finaliza.

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    Já na manhã desta quinta-feira foi a vez do próprio presidente atacar o meio ambiente. Em um café da manhã no Palácio do Planalto, Bolsonaro criticou a existência de áreas protegidas no país, afirmando que elas atrapalham o Brasil e ainda sugeriu que muitas seriam fruto de uma suposta “intromissão de estrangeiros”. Há alguns dias, o governo havia anunciado um plano para reduzir 67 unidades de conservação no país.

    Os sinais de que o Brasil pode sofrer sanções já começaram. O governo da Alemanha comunicou ontem a retenção de uma nova doação de 35 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 151 milhões, para o Fundo Amazônia. A decisão é devido às incertezas do futuro do programa. Em comunicado, o governo da Noruega, maior doador, afirmou estar preocupado com o futuro do Fundo e o aumento do desmatamento da Amazônia. Em reunião com Salles, realizada ontem, os embaixadores dos países admitiram a hipótese de extinção do fundo bilionário. “A intenção de Salles parece ser esta mesma: extinguir o Fundo Amazônia, porque iniciativas de conservação da floresta não são bem vistas por um governo que tem uma agenda clara de destruição. Seria um prejuízo enorme para o país, não apenas financeiro, mas também de imagem”, avalia Astrini.

    O Greenpeace não recebe recursos do Fundo Amazônia por não aceitar dinheiro de governos, de empresas ou de partidos políticos. Mas defende a manutenção da iniciativa por ser, comprovadamente, bem sucedida no combate ao desmatamento da Amazônia. Boa parte dos recursos, inclusive, é destinada a ajudar estados e municípios na implementação do Código Florestal.

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    7 comentários

    1. A Amazônia tem mais de 5.500.000 Km2, somente no Brasil. Se usássemos toda nossa força em desmatar a Amazônia neste ritmo (8.00Km2 no último ano) que acusa o GreenPeace, levaríamos mais de 600 ANOS. Amazônia que em quase 60% do seu território está a Hiléia Amazônica, onde nas cheias anuais e regulares, o nível das águas chega às copas das árvores, em até 30 mts de altura. O que é possível fazer em tamanha planície alagada? GreenPeace da Noruega de HydroAlunorte e sua matança em Barcarena / PA (no meio da Amazônia). GreenPeace da Alemanha de Merkel da Bayer dos Glifosatos para agricultura ou da Basf e a tragédia socioambiental em Paulínia / SP. Maior consumidor de carvão na Europa. Greenpeace da França de Macron da Rhodya de Pentaclorofenol e Hexaclorobenzeno, famoso e cancerígeno Pó da China (que da China não tem nada) adubando Mata Atlântica, Mangues, Mares , Rios e Cidadãos Brasileiros de Cubatão / SP. Mas a preocupção Ecológica e Ambiental destas ONG’s e desta gente na preservação da Humanidade (Deles? Loira de olhos azuis?) é impressionante !!!!!! O que restará aos Brasileiros? Jardim Zoológico? Pobreza? Abandonarmos Nosso Território e País? Aceitarmos a censura? Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

      • Nada a ver. O MATOPIBA é maior que a Amazônia e levou poucos anos para ser desmontado: a velocidade é proporcional a de lucro do agronegocio

        • André Rs: O quadrilátero destes estados não chega nem perto do tamanho da Amazônia. Aliás, nem todos estes estados inteiros juntos. Mas isto mostra o tamanho da Indústria do Catastrofismo, da Propaganda Apocalíptica que fazem contra Nossa Agropecuária. Já visitou esta região? Sabe o que mais você irá enxergar? Cerrados, Matas, Matas, Cerrados…. A Agropecuária com toda esta ‘propaganda’ ainda ocupa uma área ínfima. O Brasil que os Brasileiros não conhecem. Só ouvem falar. E geralmente quem ‘fala’ são ONG’s e Interesses Estrangeiros. abs.

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