A floresta amazônica não tem sofrido apenas com o aumento das taxas de desmatamento desde 2018, mas também com o efeito da degradação humana na região.
Segundo a Agência Fapesp, estudo divulgado pela revista Science mostra que cerca de 38% da atual área da Amazônia sofre os efeitos de algum tipo de degradação causada por quatro fatores: fogo, extração seletiva de madeira (em sua maioria ilegal), efeitos de borda (que são mudanças em regiões de floresta ao lado de zonas desmatadas) e secas extremas.
De acordo com o estudo, as emissões de carbono resultantes da perda gradual de vegetação – entre 50 milhões de toneladas e 200 milhões de toneladas ao ano (0,05 a 0,2 petagrama de carbono, PgC) – são equivalentes ou até mesmo maiores do que as registradas por desmatamento – entre 60 milhões de toneladas e 210 milhões de toneladas/ano (0,06 a 0,21 PgC/ano).
Os cientistas ressaltam ainda que a degradação florestal pode reduzir a evapotranspiração (processo que devolve água à atmosfera por meio da evaporação do líquido que está no solo mais a transpiração das plantas) em até 34%, causando danos à biodiversidade e provocando impactos socioeconômicos para as comunidades locais, principalmente as tradicionais, como indígenas e ribeirinhos.
A definição dos cientistas para degradação considera as mudanças transitórias ou de longo prazo nas condições da floresta causadas por humanos, gerando perda gradual da vegetação – essas áreas não têm as mesmas estruturas, resiliência e funções de uma floresta intacta.
Já o desmatamento envolve alteração na cobertura do solo, com a troca da vegetação nativa por pastagem, por exemplo.
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