Isolamento social reduz poluição e mostra urgência de energias renováveis

Pesquisadora afirma que redução da atividade econômica, e da poluição, em meio à pandemia, provoca debate sobre medidas em favor da saúde pública e do meio ambiente

Vista do horizonte de São Paulo a partir da Lapa, zona oeste: menos carros nas ruas, mais qualidade do ar - Pixabay

São Paulo – A redução da atividade econômica em função do isolamento social para combater a pandemia de coronavírus leva a uma diminuição da poluição atmosférica. Em São Paulo, esse impacto é visível. A cidade deixou de ter o espectro cinza no horizonte. Menos atividades nas fábricas, menos menos circulação de veículos, tudo isso tem impacto na redução da poluição.

Ambientalistas em todo o mundo já discutem como alavancar as soluções de energia renovável a partir da experiência do isolamento. “A atividade humana tem uma relação conflituosa com o meio ambiente, mas a gente tem de tentar diminuir esse conflito, não só para o benefício do meio ambiente, mas também para o próprio benefício humano”, afirma a pesquisadora Camila Camargo, do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP e representante do Instituto Saúde e Sustentabilidade.

Em entrevista ao jornalista Rodolpho Gamberini, do canal O Planeta Azul, no YouTube, Camila defende que a substituição de energia suja por energia renovável deve ganhar novo impulso a partir da experiência da pandemia. “Já existe tecnologia para que a gente polua menos. Fica muito claro que mudanças rápidas teriam impacto tanto no meio ambiente quanto na saúde humana”, afirma. “A situação atual indica que as mudanças devem ser feitas o mais rápido possível”.

Confira a entrevista

“Pesquisas que atestam que o custo de implementação do Acordo de Paris no mundo todo traria mais benefícios econômicos do que os gastos que a gente tem para manter o modelo de sociedade atual. A implementação do Acordo traria uma economia para o mundo”, afirma Camila.

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Ela explica que os impactos da poluição menor são medidos em saúde pública, o que se traduz em menos ocupação de hospitais. “Sempre que há uma diminuição na poluição atmosférica a gente salva vidas. E também faz economia em leitos hospitalares, com menos internações e menos mortalidade”, diz.

“A economia para o SUS seria muito alta. A gente já poderia começar a avaliar se a diminuição da poluição devido ao isolamento social do coronavírus vai ter algum tipo de impacto para o sistema de saúde”, defende.

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