Madeira extraída ilegalmente abastece mercado internacional

Esquema de corrupção desde a extração leva produto da Amazônia e do Cerrado para Europa, Ásia e América do Norte

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A descoberta de um carregamento ilegal de madeira nobre brasileira nos Estados Unidos poderia ter sido encontrada em qualquer país da Europa, Ásia ou América do Norte, segundo investigação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo revela que cerca de 90% de toda a madeira extraída da região Amazônica seja ilegal, patamar próximo do registrado pelo Instituto Centro de Vida (ICV), que divulgou um estudo onde 94% do desmatamento na Amazônia e no Cerrado até o segundo semestre de 2020 ocorreu à margem da lei.

A madeira extraída é levada para o exterior por meio de um sofisticado esquema que envolve grandes empreendimentos, ou mesmo o aporte de dinheiro transacional, que tem início logo no Documento de Origem Florestal (DOF) – onde madeireiros pagam propinas a servidores públicos para adulterar as informações da madeira extraída e, com os créditos emitidos em uma área, é possível “esquentar” a madeira cortada ilegalmente em outra região.

O desmonte dos órgãos de fiscalização que o presidente Jair Bolsonaro tem promovido cria um obstáculo a mais sobre a extração ilegal ou legal de madeiras, uma vez que áreas devolutas, florestas nacionais, reservas e terras indígenas não são contabilizadas – o que deve ampliar o porcentual de madeira ilegalmente extraída para venda ao exterior.

A situação cresceu de tal maneira que tanto o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, passou a ser investigado por suposta tentativa de liberar um carregamento apreendido, como gerou o afastamento do Ibama, Eduardo Bim, foi afastado do cargo.

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