10 de junho de 2026

O dia em que protagonizei um comercial de Olivetto, por Luis Nassif

Recebi um convite de Olivetto para estrelar um comercial do Unibanco. Aceitei, pela possibilidade de contornar a pressão de Collor

Na época, fora da Folha de S.Paulo, dependia do programa Dinheiro Vivo, na TV Gazeta. Apesar da pouca abrangência do canal, o programa pegou junto ao mercado financeiro e ao mercado corporativo em geral.

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No início, tinha o patrocínio da Nossa Caixa, graças ao então presidente Gilberto Dupas. Depois, o homem da comunicação do Palácio Bandeirantes, Luiz Crisóstomo, cortou o patrocínio, alegando que eu me tornara crítico do Cruzado.

Ao mesmo tempo, o então Ministro da Justiça Saulo Ramos empreendia uma campanha feroz contra mim. Fazia Mauro Salles filmar todo programa meu, para alimentar futuras ações judiciais. E me mandou pelo menos duas ameaças, uma através do seu cliente Lawrence Pih.

Depois, veio a eleição de Fernando Collor e, em pouco tempo, tornei-me crítico dele, sendo alvo de críticas públicas. Meu programa corria o risco de se tornar “maldito”.

Foi nesse contexto que recebi um convite de Washington Olivetto para estrelar um comercial do Unibanco. Aceitei, pela possibilidade de contornar a pressão de Collor. Com o cachê, minha ex-esposa comprou um Opala, sob meu protesto. Dias depois, veio o confisco da poupança e agradeci sua intuição.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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5 Comentários
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  1. AMBAR

    14 de outubro de 2024 7:53 pm

    Como v. não sabia que o Collor ia confiscar as nossas poupanças, Nassif? Era tão evidente. Bom, parabéns pela propaganda que se foi, pelo Unibanco, que fechou, pelo Opala que era um carro da hora, e pelo Olivetto que ganhou muito dinheiro.

  2. José de Almeida Bispo

    14 de outubro de 2024 8:12 pm

    Nem sempre as esposas erram, ao gastar. Kkkkkkkkkk
    Adora propaganda. A arte de resumir uma ideia a frases; expressões; sem absolutamente perder a essência. Fantástico! E o bruxo Olivetto foi craque nessa arte. O Brasil perdeu um crânio excepcional. E não preciso falar que invejo sua sorte, Nassif. Kkkkkkkkkk

  3. Pedro Youssef

    15 de outubro de 2024 1:21 am

    Excelente comercial, Nassif! A corja do PIB continua a dar seus golpes e você continua a denunciá-los. Parabéns guerreiro! Um alô aqui de Poços! Abraço!

  4. solle

    15 de outubro de 2024 10:52 am

    Sensacional a propaganda. Poderia ter se perpetuado como o garoto Unibanco.

  5. Maria Luisa

    17 de outubro de 2024 7:30 am

    O senso de humor do Olivetto era remarcavel !

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