A reação da Austrália contra o cartel midiático de Rupert Murdok, por Luis Nassif

É mais um capítulo relevante nas mudanças que irão ocorrer nos grupos de mídia, ainda mais agora em tempos de ampla globalização. Padrões como o do Financial Times, CNN, Guardian, The New York Times, disseminando-se, ampliam o contraste com o padrão de grupos nacionais.

Rupert Murdoch, chairman and CEO of News Corp., with one of his company’s British tabloids.

Em um dos capítulos mais dramáticos da série Sherlock Holmes, produzido pela BBC, o personagem só encontra uma maneira de enfrentar o magnata da mídia: literalmente, matando-o, uma violência típica de filmes de cowboys mas totalmente em desacordo com as boas práticas do cinema britânico.

O magnata, em questão, espelhava-se em Ruperto Murdoch, o australiano que, depois de montar um imenso império de mídia em seu país, saiu pelo mundo. Na Inglaterra, criou um tabloide especializado em chantagens e bisbilhotareis da vida alheia.

Murdoch é o exemplo final de um fenômeno que varou o século 20, quando os grupos de mídia se tornaram o principal ator político, mais influentes que os partidos, que as religiões, que os sindicatos. E nenhum empresário, nem Assis Chateaubriand, nem Roberto Marinho no Brasil, adquiriram a dimensão de Murdok no seu país natal, a Austrália, controlando centenas de jornais, a maior rede de televisão.

Agora, dois ex-primeiros ministros australianos, Kevin Judd e Malcolm Turnbull, se aliaram para refrear o poder e Murdok na mídia.

Na segunda-feira, foi apresentada ao parlamento australiano uma petição com 500 mil assinaturas pedindo uma CPI sobre o império de Murdok, acusado de ser o principal responsável pela polarização política do país.

A acusação é similar às que se fazem contra a Globo: a mistura de opinião editorial com reportagem. Monta-se um enorme cartel, que é utilizado politicamente, e as opiniões contrárias são condenados ao silêncio, conforme denuncia o manifesto.

Segundo reportagem do Financial Times

“É sintomático de um câncer mais amplo em nossa democracia, e minha principal motivação para montar esta petição foi trazer à tona essa conversa nacional – em vez de as pessoas ficarem com muito medo de falar sobre isso”, Sr. Rudd, ex-líder do Partido Trabalhista de centro-esquerda, disse à emissora estadual da Austrália no domingo.

O controle da News Corp sobre a imprensa australiana é amplo. Ela controla até dois terços da circulação dos jornais diários da Austrália, além do controle da Sky News Australia, provedora de notícias multicanal 24 horas.

Agora, as pressões vêm de todos os lados. O próprio filho de Murdoch, James, acusou a News Corp de minimizar a mudança climática, mesmo após os incêndios que devastaram as florestas do país.

Que Rudd tenha se tornado crítico de Murdok, entende-se. O fato novo foi a adesão de Malcolm Turnbull, ex-primeiro-ministro e líder do partido liberal conservador que acusou o grupo de ter se tornado um “veículo de propaganda”. E o que chamou a atenção foi a exacerbação política nos Estados Unidos, segundo Turnbull, promovida pela Fox News.

Mesmo assim, é improvável que a iniciativa sensibilize o parlamento australiano. E a razão é a mesma que sustenta o poder da Globo no Brasil.  “Não há precedentes para uma petição atrair tanto apoio, embora seja improvável que vá a qualquer lugar devido à falta de apoio político para uma investigação”, disse Rodney Tiffen, professor da Universidade de Sydney e autor de Rupert Murdoch: A Reassessment . “Os políticos no poder tendem a obter favores de Murdoch, mas quando suas carreiras terminam, eles tendem a se tornar mais críticos.”

De qualquer modo, é mais um capítulo relevante nas mudanças que irão ocorrer nos grupos de mídia, ainda mais agora em tempos de ampla globalização. Padrões como o do Financial Times, CNN, Guardian, The New York Times, disseminando-se, ampliam o contraste com o padrão de grupos nacionais.

Luis Nassif

5 Comentários

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  1. Vixe. A globo, que nos seus tempos de toda poderosa vênus platinada, manipulou o congresso a base de distribuição de afiliadas, assim livrando-se de CPIs (NEC, Fundação Roberto Marinho, CBF). Escolheu ministros de comunicação, muitas vezes manipulou com seus interesses, para colher seus frutos:
    – RM queria ser imortal da ABL? Não, não foi apenas a amizade com Sarney ou fazer seriado com títulos de imortais. Contratou como executivo, o filho do presidente dos imortais, Austregésilo de Athayde.
    – RM queria manter portas abertas com a ditadura, e com a Embratel (onde a Embratel vai, a Globo vai. Onde a Globo vai, a Embratel segue), colocando antenas em todo o país, se fez rede de abrangência continental. Era só bajulando o governo? Não, pois seu executivo administrativo era a cargo do filho do todo-poderoso-acima-dos-presidentes, general Leônidas Pires.

    É uma história com cenas nada belas, que não se seguraria, com uma semana de investigações, sabe ela. Neste período de esquerda e direita indispostas com ela e com um presidente a caçando como a um rato, cada mês em funcionamento, é um desgaste que a vai carcomendo. Acho pouco provável, que dure até metade desta década.

  2. Tá vendo seu Nassif que a razão sempre está comigo.Basta você escrever um artigo,texto,opinião ou similar,que exija um certo conhecimento que vá além do rame rame político tupiniquim,os tais cadastrados e ou participantes do Blog,fogem como vampiros do Sol.
    Não estou nem aí nem vou chegando para cara feia,evidente sinal de fome.
    A propósito,na carta feita pelo Gal.Rego Barros,ejetado da comunicação social do Governo com um potente chute nos cornos,ele transcreve corretamente considerações sobre o poder.O poder que tudo pode,no entendimento de um conservador brilhante,Paulo Brossard de Souza Pinto,que na velhice metamorfoseou-se.
    Essas minhas observações se referem a Central Globo de produções de criar em seu útero,fascistas de estimação como Sérgio Moro.Errou a mão e entregou o poder a outro fascista de carteirinha,mas um semi-analfabeto perigosíssimo, com diversos Escritórios do Crime espalhados pelo Estado do Rio de Janeiro.
    Sinceramente,eu não sei no que a Globo se escora.No Supremo Tribunal Federal apesar de momentaneamente conter Lula,é pouco e não deve durar muito.A Globo ainda faz estragos, mas ao entregar os anéis à Lava Jato,apostar todas as fichas em um Juiz de Província,restou-lhe o Troféu de Fofoqueira Mor do Brasil.O ridículo a que passou ostentar,a faz tatear no escuro para fabricar um candidato a Presidência da República.Preparou um balão de ensaio nominado de Centro,e tenta empurrar Luciano Huck/Sérgio Moro,vice versa,para ver no que vai dar.Até agora,o máximo que conseguiu foi um prato tradicional da terra de Nassif:Vaca Atolada.
    Nesses casos me permito consultar Pai Ambrósio,amigo irmão de Nassif,que foi rápido na explicação:Conheces a fábula do Escorpião?Não estou entendendo Pai.Simples,quando ela queimar todos os cartuchos,vai se oferecer a Jair para atravessar o rio.Jair que de bobo não tem nada,vai topar com uma condicionante:Só se eu for por cima.O resto você já sabe como termina.

  3. Tá vendo seu Nassif que a razão sempre está comigo.Basta você escrever um artigo,texto,opinião ou similar,que exija um certo conhecimento que vá além do rame rame político tupiniquim,os tais cadastrados e ou participantes do Blog,fogem como vampiros do Sol.
    Não estou nem aí nem vou chegando para cara feia,evidente sinal de fome.
    A propósito,na carta feita pelo Gal.Rego Barros,ejetado da comunicação social do Governo com um potente chute nos cornos,ele transcreve corretamente considerações sobre o poder.O poder que tudo pode,no entendimento de um conservador brilhante,Paulo Brossard de Souza Pinto,que na velhice metamorfoseou-se.
    Essas minhas observações se referem a Central Globo de produções de criar em seu útero,fascistas de estimação como Sérgio Moro.Errou a mão e entregou o poder a outro fascista de carteirinha,mas um semi-analfabeto perigosíssimo, com diversos Escritórios do Crime espalhados pelo Estado do Rio de Janeiro.
    Sinceramente,eu não sei no que a Globo se escora.No Supremo Tribunal Federal apesar de momentaneamente conter Lula,é pouco e não deve durar muito.A Globo ainda faz estragos, mas ao entregar os anéis à Lava Jato,apostar todas as fichas em um Juiz de Província,restou-lhe o Troféu de Fofoqueira Mor do Brasil.O ridículo a que passou ostentar,a faz tatear no escuro para fabricar um candidato a Presidência da República.Preparou um balão de ensaio nominado de Centro,e tenta empurrar Luciano Huck/Sérgio Moro,vice versa,para ver no que vai dar.Até agora,o máximo que conseguiu foi um prato tradicional da terra de Nassif:Vaca Atolada.
    Nesses casos me permito consultar Pai Ambrósio,amigo irmão de Nassif,que foi rápido na explicação:Conheces a fábula do Escorpião?Não estou entendendo Pai.Simples,quando ela queimar todos os cartuchos,vai se oferecer a Jair para atravessar o rio.Jair sem ter muito o que fazer,vai topar com uma condicionante:Só se eu for por cima.O resto você já sabe como termina.

  4. EM CIMA DA HORA.

    É de caráter de urgência urgentissima que Jilmar Tato,que não tem mais nada a ganhar,indicar apoio a Guilherme Boulos.Se tiver grandeza,já teve ter feito.

  5. Em 1982 a ditadura militar da Argentina começava a ruir,quando o General Leopoldo Galtieri,chefe da Junta Militar que governava o País,completamente bêbado, talquei Rodrigo Cangibrina,declarou guerra a Grã Bretanha pela posse das Ilhas Malvinas.Margareth Thatcher não deixou barato.A milhares de quilômetros de distância esmagou a ditadura Argentina e um pouco adiante,encarceraram todos os militares envolvidos na morte de mais de 30.000 hermanos,inclusive velhos e crianças.A distância entre o Brasil e os EUA é um tapa.Quem iria imaginar que o ex futuro embaixador Eduardo Bananinha tivesse razão.Um cabo e um soldado do corpo dos Fuzileiros Navais norte americanos rende esta josta aqui.Assim que descerem em Brasília veremos uma bandeira branca hasteada no Palácio do Planalto.Quem sobreviver,verá e Jair cairá como uma jaca mole.Quem muito fala(merda),dá bom dia a equinos,reza a lenda.

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