5 de junho de 2026

Agência Xeque analisa a campanha da Globo contra Marcelo Crivella, por Luis Nassif

Fakenews é entendido como a notícia falsa. Há várias formas de manipulação da verdade, na divulgação de notícias. A mais óbvia é a mentira explícita – que tem sido alvo único das agências de checagem.

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A mais utilizada é a interpretação falsa. Por exemplo, criação de falsos escândalos, tratamento de escândalos a irregularidades administrativas menores.

A campanha atual da Globo contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, recorre abundantemente ao segundo tipo de manipulação.

As análises da Agência Xeque não se referem à atuação de Crivella como um todo, mas especificamente à campanha dos últimos dias. É análise das reportagens e das denúncias do MP e do Judiciário, não um atestado de absolvição de Crivella.

Há uma diferença fundamental dos fakenews interpretativos da Goblo em relação aos fakenews convencionais. Enquanto estes iludem a ralé popular, os fakenews jornalísticos influenciam a ralé do Judiciário e do Ministério Público – por ralé entenda-se o significado dado por Jessé de Souza ao indivíduo que segue cegamente os impulsos de grupo, sem capacidade de discernimento.

As matérias analisadas são as seguintes:

A decisão da Justiça do Rio

Justiça impõe 12 medidas restritivas contra Crivella

Denúncia do MPRJ contra Crivella detalha ações sociais da Igreja Universal em escolas municipais

As denúncias foram feitas após reportagem de O Globo sobre a tal reunião secreta com 250 pessoas. O conjunto de indícios se resume a isso:

  • colocação de cartazes evangélicos e ações sociais por evangélicos em duas das 1.537 unidades de ensino municipais, ou 0,13% das escolas.
  • Na gestão Eduardo Paes, um funcionário da Guarda Municipal incluiu uma pergunta sobre religião em uma pesquisa sobre apoio espiritual dos solados. Segundo a substanciosa denúncia de O Globo, a pesquisa foi interrompida. “Apenas em junho de 2017 foi retomada, quando um capelão da PM foi convidado para participar do lançamento do projeto. Procurado pelo GLOBO, o GM que teria sugerido o censo ainda não foi localizado”. Presume-se que o capelão é católico.

Xeque: é evidente que são indícios absolutamente irrelevantes e, por si só, não caracterizam facciosismo religioso da parte de Crivella. Há suspeitas de ações contra as religiões afro e outros sinais de intolerância, mas não foram contemplados nessa denúncia. Trata-se de uma denúncia fake que mereceu uma sentença fake, consequência de uma reportagem fake..

O bloqueio das contas de Crrivela

Juiz de Brasília determina bloqueio de contas de Crivella
Segundo a reportagem,

“um juiz de Brasília determinou o bloqueio de R$ 3 milhões de suas contas bancárias, de outras oito pessoas e de uma empresa. A decisão de Renato Borelli, da 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), e está relacionada a uma suposta irregularidade em um contrato do Ministério da Pesca, no período em que Crivella comandou a pasta, entre 2012 e 2014.

O valor máximo a ser bloqueado será R$ 3.156.277,60. De acordo com o magistrado, há “fortes indícios de irregularidades” em um contrato firmado entre o ministério e a empresa Rota Nacional Comércio e Engenharia em 2013, para a instalação e substituição de vidros na sede da pasta, entre outros serviços.

O direito de resposta de Crivella

Além da análise, o GGN lhe confere o direito de resposta que deveria ter lhe sido oferecido pela Globo. A única maneira de preservar a objetividade jornalística é concedendo o direito de defesa a todos os acusados.

Sobre o bloqueio de contas

O juiz federal de Brasília mandou arrestar 3,2 milhões de 9 pessoas do Ministério da Pesca por um contrato em houve denúncia de sobrepreço em placas de vidro para fachada do prédio e que foi investigado pela CGU (Controladoria Geral da União). Me incluiu quando Ministro de Estado não é responsável por contrato.

Porém antes da investigação da CGU ao tomar conhecimento da denúncia eu orientei realizar sindicância e de acordo com parecer da consultoria jurídica do ministério cancelei o contrato o qual só havia sido executado em 79 mil reais.

Provavelmente o MP de Brasília não tenha colocado na denúncia esses documentos que hoje estamos levando ao conhecimento do juiz pedindo reconsideração da sentença. Caso negue, faremos o agravo.

Uma violência jurídica absurda nessa campanha orquestrada pela globo.

Sobre a sentença da Justiça do Rio sobre benefícios a evangélicos

A sentença do juiz do Rio se baseia não em fatos, mas nas intrigas da sua informante, a Globo. Em 12 recomendações proíbe o prefeito de “privilegiar” seu grupo religioso.

A Globo insiste na tese de que evangélicos na política cuidam da expansão de suas doutrinas e insinuam o risco do Brasil se tornar como Iraque

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. jose adailton v ribeiro

    17 de julho de 2018 10:07 pm

    Fatos e fotos

    O juiz também tem o direito de resposta, que supostamente não irá exercê-lo por aqui.

    ” sentença do juiz do Rio se baseia não em fatos, mas nas intrigas da sua informante, a Globo. Em 12 recomendações proíbe o prefeito de “privilegiar” seu grupo religioso.”

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