Ciclo de vida do produto: as revistas semanais e o antipetismo, por Sérgio Saraiva

Porque o antipetismo das revistas semanais Veja e Época é um suicídio jornalístico que faz todo o sentido em termos de gestão empresarial e de produto.

Sejamos acacianos, jornalistas pensam como jornalistas e donos de empresas pesam como donos de empresas.

Tenho lido ultimamente alguns jornalistas espantados com a marcha da revista Época em direção ao que chamam de “jornalismo de esgoto”, tal e qual identificam na revista Veja.

Caracterizado por um antipetismo militante e delirante. Delirante no sentido de não estar, no mais das vezes, baseado em fatos e sim em factoides, quando não na mais impura ficção.

Dela, disse o jornalista Luis Nassif:

“Não se sabe o que as Organizações Globo pretendem da revista Época, ao torna-la uma Veja de segunda mão.

Veja criou um estilo folhetinesco, um subjornalismo que atraiu um público vociferante, de baixo nível, afastando os formadores de opinião. Hoje, claramente, sua reputação desce ladeira abaixo, perdendo o respeito de toda a categoria.

Época envereda por um caminho sem volta, transformando-se em uma sub-Veja”.

Pensam como jornalistas e, como tais, sabem que o único patrimônio do jornalismo é sua credibilidade.  Pensassem como donos de empresa e concluiriam que não há tempo de sobrevida para o produto revista semanal chegar a perder a credibilidade. Morre antes.

Estranha a Nassif e a outros jornalistas que comentaram a postura da revista Época que, dentro do mesmo grupo empresarial ao qual a Época pertence, o Jornal Nacional e O Globo não a repercutam e que o Portal G1 chegue a desmenti-la.

Perfeitamente natural, são produtos diferentes, destinados a consumidores diferentes. É até saudável que mantenham certa distância e mostrem-se uma alternativa à revista.

Por quê?

Abaixo, algumas reflexões despretensiosas sobre ciclo de vida do produto e de porque só o antipetismo dará tempo ao Grupo Globo para gerenciar o fim da Época. Já o caso Veja é uma sinuca de bico.

A inovação tecnológica e a desconstrução criativa.

Na indústria, há uma situação específica em que o melhor a fazer com um produto de sucesso é deixar de produzi-lo. É o caso de quando a tecnologia desse produto é superada por uma inovação revolucionária.

Já vivi isso.

 Vi um produto de grande qualidade e aceitação, de produção massiva e líder de mercado, com duas fábricas no Brasil entre outras no mundo ter sua produção encerrada mundialmente.

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Foi essa decisão que se tomou nos anos 90 com a produção de fitas cassetes.

Naquele momento, o produto ainda era lucrativo, mas não sobreviveria mais 5 anos tendo de enfrentar os CDs. Não havia como competir, o produto entrara na fase de declínio.

O melhor a fazer era encerrar as atividades organizadamente, enquanto elas ainda se pagavam. E assim foi feito, dando outra destinação às instalações industriais e tentando preservar funcionários e fornecedores, na medida em que isso fosse economicamente viável.

Não foi um processo nem indolor nem sem perdas. E, no entanto, era o melhor a fazer.

As revistas semanais e a concorrência da blogosfera especializada.

Uma longa introdução para poder apresentar o cenário em que as revista semanais estão inseridas, neste momento. E para mostrar que ele não é nenhuma novidade no mundo empresarial.

Revistas semanais impressas são um produto morto. A blogosfera é a inovação tecnológica que as levará ao fim.

Seu custo de produção é alto. Logo, dirigem-se a um público de sofisticação e poder aquisitivo maiores.

Qual ainda é seu apelo junto ao público consumidor de informação?

Há anos a informação passou a ser um produto perecível. O conjunto de rádio, televisão e jornal, no Brasil, desde os anos 60, fez com que seu prazo de validade fosse de um dia.

O jornal de hoje embrulhará o peixe de amanhã. Imagine-se na próxima semana.

Logo, a revista semanal nunca teve a função de informar, e sim de consolidar informações multifacetadas e apresentar reflexões especializadas que permitissem ao leitor formar opinião sobre um  assunto em questão.

Além disso, seu formato, entre o jornal e o livro, também a faz o meio ideal para as grandes reportagens sobre um tema determinado. Os ensaios e estudos que o leitor guardaria na estante para consultas futuras.

O advento da internet não mudou isso, apenas reduziu ainda mais o prazo de validade das notícias. A comunicação passa a ter a aparência de instantânea e a renovação da informação de ser constante.  

Em um cenário dessa precariedade, aumenta ainda mais a necessidade de seleção, análise da relevância e consolidação da informação. Porém, não é mais possível aguardar-se uma semana para se formar uma opinião.

E então, atendendo a essa nova necessidade, os blogs especializados passaram a fazer diariamente a função que as revistas faziam em uma escala semanal.

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Todos os dias, visitando meia dúzia de blogs, obtém-se, em meia hora, a análise que antes era necessário aguardar uma semana para ser obtida.

A qualidade e a profundidade são as mesmas, até porque os jornalistas que hoje estão na blogosfera são os mesmos que antes estavam nas revistas. Mas com um detalhe muito importante, os blogs são gratuitos.

Os jornais diários migrarão do impresso para o virtual. Talvez não mudem muito do que são hoje. Uma fonte de informações primárias minimamente estruturadas.

Mas as revistas semanais, tal e qual a minha fábrica de fitas cassete, não têm futuro. Enfrentam a concorrência de um produto tão bom quanto, mas mais acessível, interativo e grátis – os blogs especializados.

As grandes reportagens não ficarão órfãs com o fim das revistas semanais. Já existem experiências de sucesso na blogosfera que produzem o conteúdo de fôlego que, antes, as revistas semanais produziam.

Só Lula salva Época e Veja.

Qual a sobrevida das revistas semanais? Não é crível que os donos das empresas jornalísticas não estejam pensando nisso.

Alguém apostaria 5 anos?

Bem, se é necessário gerenciar o fim do produto, a primeira coisa a fazer é conhecer o público consumidor que ainda pode lhe dar alguma sobrevida. Isso dará uma ideia do tempo disponível para a operação de retirada do mercado.

Quem, hoje em dia, ainda compra revistas semanais?

Não é difícil imaginar que alguém assim é um conservador.

Ainda está no “impresso analógico”, tem dinheiro para pagar uma revista semanal e considera que esse seja um gasto que faz sentido realizar. E um conservador que espera a confirmação dos seus valores e não um desafio para adotar “novos paradigmas”.

Tipicamente: um adulto com mais de 35 anos e da classe média. Como estamos no Brasil, ele é branco e está concentrado no sul e no sudeste do país. Politicamente é de direita. O arquétipo do antipetista. A “elite branca”, usando o denominativo criado pelo professor Claudio Lembo.

Esse o público alvo que interessa a Época e Veja. Porque o seu antípoda já assina a Carta Capital.

Não é difícil estimar um mercado de algo em torno de 20 milhões de consumidores potenciais.

Ainda é um número enorme, sem dúvida. Maior que a população da maioria dos países da América Latina. Ainda é possível vender-lhe muito. Tiragens na casa do milhão, se 5% desse público resolver comprar uma revista.

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Mas claramente em declínio, pois o conservador jovem, “o coxinha”, que substituirá esse público não lê revistas. Sua fonte de informação é o Twitter e grupos privados no Whatsapp – Facebook tornou-se produto para a classe C. Quando e se um dia vier a buscar reflexões sobre a realidade em que está inserido, a encontrará nos blogs e não nas revistas semanais impressas.

Resumo da ópera.

O antipetismo de Veja e Época não é uma opção jornalística. É uma decisão baseada em gerenciamento do ciclo de vida do produto.

Revistas semanais, como produtos, entraram na fase de declínio.

Restou-lhes vender para um nicho de mercado muito bem definido e fiel. Mas excludente, ou seja, quem está fora do nicho não consome o produto ou o rejeita.

Seu nicho de mercado, majoritariamente, é a classe média adulta, conservadora e antipetista.

Essa estratégia garante a sobrevivência financeira de curto prazo das revistas. E, ainda que atrele seu futuro ao futuro desse nicho de mercado, torna possível gerenciar a retirada do produto sem maiores rupturas, pelo menos, no caso da revista Época.

Quanto ao poder de influência política, pregam para convertidos. Não são agentes de mudança.

Mantêm-no porque, no caso da Época, o Grupo Globo continua poderoso em outros veículos de comunicação e, no caso da Veja, porque o PT aparentemente não percebeu que, fazendo uso de outros meios de comunicação social, pode simplesmente prescindir dessa revista e continuar ganhando eleições nacionais.

Ambas, no entanto, continuarão, por algum tempo, importantes na política dos Estados das regiões Sul e Sudeste.

No espectro político oposto ao de Época e Veja, Carta Capital não é mais viável do que elas. Mesmo que inquestionável do ponto de vista jornalístico, deve durar até o dia seguinte ao enterro de Mino Carta. Mas o “brimo” Nassif continuará atendendo a freguesia na “lojinha virtual”. 

 

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43 comentários

  1. ☆☆☆☆☆
    Nassif não sei se voluntária ou involuntariamente, foi colhido por um ponto de inflexão – creio imperceptível em toda sua extensão e efeitos à época – que o conduziu/induziu na direção de uma “vanguarda” inevitável.
    Ainda tenho dúvidas quanto aos rumos e às tendências desta atividade porque é ainda difusa minha visão sobre o futuro comportamento dos atores sociais diante do terremoto a que estamos assistindo.
    Mas não há dúvida de que, para os que hoje fazem da blogosfera a sua fonte de consulta e repositório de opinião, este é um caminho sem volta.
    Estou com o “brimo” e não abro.
    Só há que se ter cuidado com os critérios editoriais.
    É muito fácil, devido à continuidade e frequência de acesso ao Blog, que frequentadores assíduos sintam-se no direito de pautar, censurar e excluir assuntos e temáticas que não sejam de seu agrado, estipulando exclusões e proibições. A meu ver isto tornaria o Blog um sítio de nicho. Nada contra – desde que um decisão dos Editores (responsáveis técnicos pois conhecedores da Disciplina) e não dos frequentadores e exposta claramente a quem acesse o Blog – mas sem diversidade e liberdade – aquela cantada em prosa e verso desde que coadune com o que pensam seus defensores – vira confraria. Aí, eu acredito que abriria com o “brimo”.
    De resto, vida longa ao Nassif e ao GGN.

    • O turquinho não chegou nisto sozinho, mas a memória…

      Anna, tenho alguns e-mails de alguns anos que talvez revele alguma coisa, mas deixo para o Turquinho falar, se ele ainda não tiver corrompido pelo Alzheimer!

      • Eu acompanhei Nassif quando

        Eu acompanhei Nassif quando meu pai morava em São Paulo e depois o perdi de vista – a vida às vezes nos leva para uns caminhos que nos afastam do cotidiano. Até que cheguei aqui pelas mãos do Valley (acho que foi uma carta aberta ao Da Matta, algo assim, que me chamou a atenção na rede e pelos hiperlinks cheguei ao blog e me encantei).  Foi ótimo reencontrar o Nassif, acho que ele rejuvenesceu (rs) com a Editoria mais diversificada; economia definitivamente não é a minha disciplina. E o contato com esta turma de comentaristas e articulistas também ampliou o espectro.

        Mas acho que ele não vai querer rememorar não … Águas passadas.  O importante é estar hoje melhor do que ontem!

        Abraço!

        • O formato do GGN já começa a ficar ultrapassado.

          Anna, o formato atual do GGN não está de acordo com o momento atual, ou melhor, ainda não vi nada com um formato que sirva de sucedâneo aos atuais jornais impressos, mesmo as edições eletrônicas dos jornais são um verdadeiro arremedo do que é possível ser feito quanto a isto. O primeiro que ousar, salta na frente.

          Eu me lembro que no antigo portal fui um dos primeiros a detectar seu esgotamento, abri na época (7 de dezembro de 2011) um Post que se chamava “O último que sair, apaga a luz, ou …“, os participantes não gostaram muito e criou uma grande discussão. Em 29 de fevereiro de 2012 criei uma continuação do mesmo, sem os pontinhos “O último que sair apaga a luz II“.

          Acho que este é o momento do Nassif mudar de nível, simplesmente por dois motivos, primeiro é porque a situação e a credibilidade do GGN está boa e para fazer algo novo não se espera o esgotamento. O segundo e mais importante está na necessidade dos jornais eletrônicos entrarem numa fase de renovação, pois a concorrência se dará lá e não nas edições impressas.

          Agora o formato deve ser renovado e copiar as edições impressas ou melhorar simplesmente os atuais jornais digitais não está com nada, é necessário um salto de qualidade, mas desta vez não dou mais palpite de graça!

          • Pedra que não rola, cria limo …

            Rogério, com certeza, e conforme você colocou num dos posts aqui mesmo a obsolescência, não somente tecnológica, é exponencial, cresce geometricamente e quem não acompanha, em qualquer área, desaparece.  Quando mencionei o ponto de inflexão estava pensando no momento anterior ao que você comentou, quando Nassif adotou uma plataforma eletrônica (não sei se à época ele ainda atuava na mídia impressa, tradicional).

            Concordo com você que o formato do blog, do ponto de vista jornalístico, deva ser revisto. Inclusive, por que, pelo que podemos observar, não demora haverá uma enxurrada de novos entrantes – muitos e muitos jornalistas que, não mais abrigados pela mídia tradicional, vão precisar buscar outros caminhos e esta estrada já foi aberta facilitando a vida deles – e quem já está no Mercado vai precisar embarreirar um pouco ou a novidade pode sufocar os estabelecidos. Uma forma de embarreirar é diferenciar, e com o nível que encontramos alhures, investir pesado em qualidade é a forma de fortalecer ainda mais a posição.

            Considero o blog, dos que se pode ler, dos mais diversificados e espero que ele não perca esta característica, mas Nassif tem que pensar na sobrevivência da sua cria e não no que Anna gosta (rs).

            Vou ler tuas considerações.

            Obrigada por compartilhar.

            Abraço!

  2. Carta Capital pode ainda ter

    Carta Capital pode ainda ter um fôlego se eles tiverem a visão de tornarem-se uma espécie de UOL ou G1 da esquerda. Essa talvez é a grande lacuna do jornalismo nacional. O brasil 247 tenta ser isso mas ainda tem que comer muito arroz com feijão para ser algo capaz de concorrer com eles. O próprio governo federal devia ter visão de que a agência Brasil de notícias deveria se tornar uma referência de notícias, tal qual a BBC é, inclusive em português (!), competindo por exemplo com os UOLs da vida.

    Eu já fui assinante da revista, pensei em continuar sendo apenas para dar um aocntribuição de voz dissoante da grande maioria mas mesmo assim, com o tempo cansei disso.

  3. Atribuida ao Roberto Marinho

    Atribuida ao Roberto Marinho uma frase na qual ele dizia que tão importante quanto informar eram as notícias QUE ELE NÃO DAVA!

    Não dar notícias pode ser algo REMUNERADO?

    Nestas circunstâncias, pode!

    Na geo-politica mundial vemos a propaganda da guerra contra o Iraque sobre bombas de destruição em massa.

    E o interessante é que a associação ao PETISMO se aproxima da visão do anti-comunismo da guerra fria.

    Então essa anti-propaganda NÃO É SEM RECURSOS!

    É triste concluir isso!

    As organizações de direita PRECISAM ALIMENTAR SEUS seguidores de ANTI-INFORMAÇÃO e por isso não seria falso acreditar que possam PAGAR para que tais “notícias ocorram” e tal dinheiro deve vir de corrupção, de grandes empresários com interesses e até mesmo de organizações estrangeiras com interesses em negócios MAIS FÁCEIS NO BRASIL!

  4. Excelente análise! Esta que

    Excelente análise! Esta que deveria ser o ponto de partida de uma visão de mídia do Governo Federal para quem sabe chegar na conclusão que ele próprio é um dos principais atores do teatro midático. E finalmente entender que pode fazer uso de outros meios de comunicação social, que pode prescindir além da Veja, também da Globo, da Folha, do Estadão e continuar ganhando as eleições. 

    É muito ignorante um governo que sustenta aqueles cuja profissão ou intenção é denegri-lo e destruí-lo.

    E sustenta. Até hoje estão lá em todo o PIG: Petrobrás, Caixa e BB, fora os outros oficiais…

  5. Não acredito em estratégia

    Não acredito em estratégia econômica relacionada às revistas.

    Os capos da mídia aliados aos políticos “aliados” de plantão trabalham para desconstruir o Lula e eleger Serra o próximo presidente. Os governos petistas lhes deram e dão muito dinheiro e poder mas não na quantidade em que eles se acham no direito de receber. Afinal se julgam a “elite” (quando na verdade são apenas classes dominantes porque não tem nem intelectualidade nem qualidades morais para ser elite) do Brasil

    Se a Veja não tivesse publicado todas as bobagens sobre o PT e os governos petistas a classe média conservadora estaria com esse discurso de PT ladrão, Lula cachaceiro, Dilma incompetente? Não, criaram um discurso para que a classe média propagasse. Enquando o PT e os governos petistas agiram com decência mandando apurar as denúncias de corrupção, a imprensa inverteu o discurso batendo no “aumento” da corrupção. Tanto é que Alckmin, Serra, Aécio estão atolados até o pescoço com corrupção e nada lhes é cobrado.

    Só que o Lula é um candidato muito forte. E a pecha de corrupto não o atingiu ainda. É isso que estão fazendo agora. O caixa da Abril nem da Globo não fecha com o faturamente das revistas. Fecha com as mamatas de doses maciças de publicidade governamental em seus veículos e de empurrar livros, apostilas, publicações etc no governo. É no superfaturamento desses serviços que eles nadam de braçada.

    Agora então que a Secom informou que vai fortalecer a internet ficaram furiosos de vez.

     

     

  6. Todos pelo Tijolaço

    Já que a pauta dessa matéria é mídia, quero deixar aqui um pedido de apoio ao Blog Tijolaço do brilhante jornalista Fernando Brito. Li nesta manhã que ele se encontra com problemas de saúde. Aos que tiverem fé, cabe muitas orações. Aos que tiverem recursos, acho que vale dar uma forcinha financeira nesses momentos em que o jornalista não pode se dedicar tanto ao trabalho -e que trabalho- de nos manter informados e nos trazer sempre uma boa reflexão. Virei fã desse cara da primeira vez que li seus textos. Enfim, acho que a turma do GGN vai concordar comigo e deixar que meu cometário passe pelo filtro. Valeu.

  7. Muito bom!

    Sérgio!

    Muito bom seu texto, como sempre!

    Só duas coisas.

    Uma revista semanal não precisa deixar de existir por causa da Internet, penso eu. 

    1) Há público leitor e é mais cômoda a leitura do que ter que ligar o desktop, mesmo o smarthub ou o android. Você lê em qualquer lugar com ou sem energia, com ou sem conexão à internet. Só não há a interatividade, que parece ser o diferencial maior da internet, onde, instantaneamente você comenta e compartilha.

    2) O Governo Federal se vale da estratégia de não discutir com a Direita política hoje, porque ela surtou. Não adianta responder aos ataques da Direita política, a mídia e a Direita iriam aumentar a paranoia deles, editar as falas dos governantes, esconder verdades, botar um Senador da oposição para ser a última voz.

    O Governo Federal tem noção de quem está do outro lado e percebe, penso eu, que eles estão perdendo o limite entre o racional e o irracional e deixa esse loucura antipetista mostrar suas visceras, porque está a própria Direita bebendo do veneno que produz. A sobriedade é tudo nesta hora.

    Um abraço,

    Alexandre!

     

    • Extamente o que penso. E

      Extamente o que penso. E pensar que vimos e ainda vemos muitos progressistas repetiram o mantram do “Governo covarde” que não vai para o enfrentamento. Eles estão se matando. A própria Veja nem é mais considerada pelos anti-petistas manipulados por outros veículos.

    • Wishful thinking e mitos iluministas

      Não existe nenhuma “racionalidade superior” que informe aos seres humanos uma constatação do tipo: “esse caras caíram na irracionalidade”.

      Estamos falando de valores, e não há limites para eles. Tente argumentar com um evangélico, em termos minimamente racionais, sobre alguns direitos individuais mais libertários e você verá a inutilidade que é isso.

      Quer correr o risco de esperar que a “racionalidade” surja das trevas? Imagine-se na Alemanha aí por volta de 1928… Você se dá conta do que a sua “espera” vai significar? E mais: você consegue perceber a exigente racionalidade que aí mesmo, poucos anos depois, seria aplicada para produzir o assassínio em massa?

      Propaganda se combate com propaganda. Ideias se combatem com ideias. Quem renunciou ao combate é porque renunciou às ideias.

      As pessoas se convertem às ideias, não são convencidas pela Razão. Não existe nenhuma racionalidade transcendente e universal.

      • Ricardo!

        Eu acredito que a Direita política que temos hoje no Brasil passou dos limites. Se você olha para o Aloísio, o Aécio, o Roberto Freire, etc. não consegue imaginar de onde vem tanto ódio e tanta mentira contra o PT. Eles se acostumaram a esse mundo, onde acobertados por parte do Judicário e mídia tudo podiam fazer que nada lhes era cobrado. 

        É 24 horas de antipetismo na veia, penso eu.

        A população aos poucos recobra a sua razão, é mais uma opinião minha. Respeitando sempre quem pensa diverso. 

        Não vejo a possibilidade de ser um caso pensado a forma que essa gente tem se comportado e que nos pode levar a um regime totalitário, porque a Direita nem sabe o que pretende para a população que vota nela. Eu vejo mais uma doença, um mundo paralelo possível nessa gente, porque eles se acostumaram a fazer o que bem entendem sem ninguém os impedir e a mentir conpulsivamente. 

        Mas, os tempos atuais se mostram diversos, no sentido de que a Justiça, mesmo que com muitas imperfeições tem chegado perto dessa gente. Vide a CPI do HSBC, a Zelotes, o Trensalão, até a sonegação da Globo, até a Lava-jato, etc. em que pese a parcialidade do Juiz Moro, se escancarou. Não dá para se sustentar eternamente nesse mundo paralelo. Eles estão em desespero.

        No momento qualquer disputa de comunicação, é uma outra opinião minha, tenderá a colocar a Presidenta Dilma dentro desse caldeirão de irresponsabilidades, é melhor não entrar nessa loucura toda. E ter sobriedade.

        Veja o que o Congresso anda fazendo no desespero de evitar qualquer condenação. PEC da Bengala, o funcionário da Câmara exonerado pelo Eduardo Cunha, a sabatina para recondução de um Ministro do STF no Senado proposta pelo Renan Calheiros ao completar 70 anos, a PEC para não recondução do Janot ao cargo de Procurador Geral da República, o Medo de conduzirem o Fachin ao STF, etc. 

        A velha mídia colocaria Dilma sempre em desvantagem, terminado por colocar o Aécio Neves para falar por último, distorcendo as falas da Presidenta, omitindo partes de suas respostas e em posição de desespero. 

        O Governo Federal teria tratamento idêntico.

        Deve o Governo Federal se preocupar em produzir contrapontos, material para divulgação de seus feitos de Governo, sim! Deve! Mas, para além da grande mídia. E sem exaltações.

        Não creio se sustentar por muito tempo esse antipetismo doentio e o legislar em causa própria do Congresso. O cerco à Direita está se fechando. 

        É opinião, posso estar redondamente enganado, ok?

        Um abraço,

        Alexandre!

         

    • Perfeito Alexandre Tambelli.

      Perfeito Alexandre Tambelli. Acertou na mosca. Imagina o Lula e a Dilma ficarem de “bate boca” com esses malucos. Principalmente a Dilma que é a nossa presidenta e representa toda a nação. Quanto mais erguer a cabeça, melhor será. Uma dama. Aliás é como ela estava no casamento do Kalil. Uma dama.

  8. Ora, que os donos dessas

    Ora, que os donos dessas firmas que imprimem bobagens passem a vender peixe, então, e não o papel de embrulho!

    Que falta de responsabilidade! E ainda se arvoram donos de empresas de comunicação, é mole?

    E, desculpe, essa história de que o G1, o Jornal Nacional, o Globo e o jornalismo da Globo News não acompanham o antipetismo é mentira. O G1, o JN e o jornal impresso são mais comedidos, isso é verdade, enquanto a TV assinada é quase a mesma desgraça que a revista. O antipetismo acaba sendo, sim, uma opção empresarial, mas não apenas como estratégia de venda e sim como ideologia, alinhada com os misteres do IMIL, a saber: estimular que a iniciativa privada meta o bedelho a mão no que é público, esfacelando-o. O que, em última analise, é a definição de corrupção. Corromper a natureza pública do estado pela ingerência privada.

     

    Editor brasileiro, bah…

  9. Época

    Entendo que como empresário tenha que se fazer de tudo para manter-se os lucros, pois uma empresa vive de lucros,

    contudo, no caso da Revista Época a tática é ideológica, pois nos últimos dois meses, assim como eu e demais vizinhos de bairro, tem recebidos essa porcaria de revista todos os domingos GRATUITAMENTE, pois ninguém com quem coverso no bairro fez a assinatura da dita revista, logo, a finalidade é propagar o ANTIPESTISMO, simples assim

    • Aumentar tiragem.

      Meu caro,

      Não acredito que a idéia é propagar o antipetismo com esses exemplares grátis, e sim aumentar a tiragem. 

      O lucro da revista tá na publicidade e não na tiragem. Então quando Epoca e Veja distribuem de graça exemplares, estão aumentando a tiragem, e vendendo o espaço publicitário mais caro, por atingir mais pessoas, independente de pagarem ou não.

      • Meus caros.

        Há um problema insofismável, por mais barato que esteja uma máquina de escrever ninguém a compra para detilografar algo, simplesmente devido a obsolecência do hardware! O problema é a evolução do conteúdo e de outras características de um real jornal e revista eletrônica que se pode construir. Mas isto será uma nova fase.

  10. Para além do utilitarismo

    Artigo interessante esse no que respeita a uma função explicativa parcial, movida por uma racionalidade instrumental: a (mercado)lógica do produto.

    A questão que fica é: e o “produto” presumido se define e se esgota no seu formato?

    E aí voltamos às críticas do Nassif e de outros: e se o produto é o jornalismo, e não apenas o meio específico?…

    Voltar a isso significa fazer outra pergunta: qual o poder de contaminação da reputação do jornalismo de esgoto para a marca do conglomerado? para a credibilidade do jornalismo empresarial como um todo? para a instituição imprensa?

    E se a opção mercadológica justificada no médio prazo sugerida por esse artigo significar, no fim das contas, a possível cristalização de uma imagem quase impensada no Brasil há 30 anos atrás?: “a imprensa só diz mentiras”.

    E isso significaria também suspeitar a posibilidade de uma contaminação reversa entre produto e discurso: “a direita só consegue existir sob o recurso da farsa”…

    Talvez as relações causais não sejam tão simplesmente mercadológicas quando se deixa de focar apenas o “produto” (perspectiva utilitarista) e se põe em jogo o processo de produção discursiva que lhe deu origem, ou seja, talvez a coisa seja bem mais complexa quando o que está em jogo é mais que um objeto impresso, mas também valores e recursos (discursivos) de entendimento do mundo. O que se vende em uma revista semanal pode ser muito mais que um calhamaço de páginas impressas.

    Será que o nosso autor já pensou nisso? Ou sua racionalidade só vai até o estrito limite do utilitarismo?

     

    P. S.: Também duvido que o discurso neocon distribuído a jorros pelas revistas semanais seja apenas ração para alimentar um público cativo e já convertido. Ele serve para disseminar um pathos, uma mobilização dos espíritos, ele realiza, em última instância, uma propaganda de guerra. E, além disso, serve também para converter aqueles que, não abraçando inicialmente esse pathos do ressentimento raivoso, se encontravam na faixa residual dos que “acreditavam na imprensa”. Tenho exemplo na minha própria família que se enquadra com perfeição nesse último caso. Aliás, creio até que esse foi o fenômeno preponderante em um ambiente social como a classe média paulista, aquela que há alguns anos ainda tinha veleidades progressistas, aquela que saiu às ruas pelas diretas e elegeu gente como Franco Montoro, Mário Covas, Luíza Erundina, Jacó Bitar e Antonio Costa Santos (o Toninho).

  11. Tem mais ainda

    Como os portais e sites destas empresas são apenas reflexo dos impressos, não vejo na Internet algum porto seguro para os Marinhos e Civitas da vida. Seus online perdem em conteudo para milhares de blogs e sites especializados. Num futuro próximo, não haverá muita publicidade na rede, o tradicional anunciante terá seu site ou portal, onde colocará seu produto, que será encontrado pelo consumidor acessando o Google ou outro serviço de busca.

     

  12. Tem mais ainda

    Como os portais e sites destas empresas são apenas reflexo dos impressos, não vejo na Internet algum porto seguro para os Marinhos e Civitas da vida. Seus online perdem em conteudo para milhares de blogs e sites especializados. Num futuro próximo, não haverá muita publicidade na rede, o tradicional anunciante terá seu site ou portal, onde colocará seu produto, que será encontrado pelo consumidor acessando o Google ou outro serviço de busca.

     

  13. 7 observações enxeridas diante de tão longo texto:

    1. Não creio na extinão da leitura em papel, nem do livro, nem da imprensa. Faço esta minha futurologia;

    2. O Diário de Pernambuco foi vendido (o mais antigo em circulação na América Latina), demitiu muita gente antes, mas, nova futurologia, permanecerá um jornal com uma outra linha editorial;

    3. Se Veja e afins acabarem, serão substituías por outras do mesmo nível. A classe média precisa e é público-alvo comprador;

    4. Há a blogosfera alternativa, sim, de direita e extrema direita.

    5. Seria redundante por em Home e nos Posts do Dia, uma estrelinha vermelha. Alguém já viu a frase curta e grossa de Ivan de Union? Sugiro. Foi alguns 3 dias atrás. Ele se retirou de cadastramento, senão ficaria mais fácil encontrar a opinião dele.

    6. Assim como o Ajuste Fiscal teve primeira votação contando com membros do DEM e outros de oposição, não se deve colocar, simplificadamente, tudo no mesmo saco. Se foram comprados ou não, isso é secundário pra mim. Da mesma forma, não se deve colocar no mesmo saco membros de carteirinha, simpatizantes e partidários roxos desde criancinha. Militância pra mim lembra organização, disciplina e visão de caserna e  mal que eles trazem pro pensamento e ação.

    7. Por isso, essa dualidade “Petismo” X “Antipetismo” deveria ser somente escrita e lida também simplificadamente. O antipetismo também foi e é alimentado pelo próprio PT (ao longo de sua história). Petistas tb são de carne e osso, e nem sempre altruístas. Simpatizantes roxos se levam muito mais pelas emoções, e, assim, rapidamente caem em decepções: as ilusões não se concretizam (não tô dizendo que utopias sejam ou devam ser abandonadas). É o que penso, aliás é o que acho, o que vejo, e não me inibo com minhas limitações.

    • E o chavão “É Simples, Assim”

      Consegue ser mais tolo do que alguns dos poucos comentários que deixo. O Blog , como qualquer mídia diária, tem sua linha, tudo bem. Mas os comentaristas, parte deles, não diria a proporção, são repetitivos. Mas também não sou joãozinho-do-passo-certo: também dou o ar de minha graça, mostro a mim mesmo e aos outros que estou vivo.

  14. Veja e Época

    Sinceramente eu gostaria de ver o fim da Veja mas acho que isso não acontecerá, até porque já estou vivendo a minha sétima década de vida.

    Respeito mas discordo do artigo do Sérgio Saraiva quando afirma que “o antipetismo das revistas semanais Veja e Época é um suicídio jornalístico”.

    Em primeiro lugar as revistas políticas não são um produto qualquer a ser comparado com dezenas de similares.

    Em segundo lugar os empresários gostam de dinheiro e não de ideologia. A “ideologia” pode ser no máximo um instrumento para se ganhar dinheiro. Suspeito que os Marinho e os Cívita sejam mais espertos do que os seus críticos imaginam.

    Tentemos imaginar uma Veja plural, se é que isso é possível. Veja ganharia alguns leitores à esquerda mas quantos  perderia à direita?

    Vocês acham sinceramente que os leitores direitistas de Veja aceitariam uma revista mais plural que colocasse em xeque as suas “certezas” e “convicções”.

    Ao optar pelo seu caminho nos últimos anos certamente Veja deixou muitos leitores à beira da estrada mas em compensação ganhou um universo fiel de leitores praticamente cativos e isso é um ativo muito importante para qualquer publicação.

    Os leitores perdidos com certeza não dispensavam à publicação a fidelidade canina que ela merece dos leitores recentemente conquistados.

    Para compreender a Veja atual é preciso analisá-la como uma espécie de “igreja” com seus pastores espertos e seus  dizimistas fiéis que assinam ou compram a revista semanalmente.

    Essa gente não precisa de dúvidas ou longos raciocínios. Eles pagam por uma revista leve e superficial.

    Para acreditar na teoria do “suicídio jornalítico” e encomendar a missa de sétima dia da Veja precisaríamos de duas informações básicas:

    Em primeiro lugar o número atual de leitores e de venda em bancas e em segundo lugar a idade média desses leitores.

    Suspeito que a revista ainda tenha um universo de centenas de milhares de leitores jovens e cativos  que manterão a revista por décadas.

    Como eu gostaria de estar enganado!

    Quanto à revista Época é claro que os seus donos farejaram a oportunidade e estão tendando tomar pelo menos parte do fiel público da Veja;

    Duvido que consigam. O público da Veja é gado marcado.

     

  15. O governo marcou pontos em

    O governo marcou pontos em desdenhar a “midia familiar” em seu pronunciamento no dia do trabalho. Prova disso é que tom raivoso subiu de patamar.

    Só falta um degrau para se afogarem na propia saliva.

     

  16. Hishful thinking

    As afirmaçõpes de que as revistas semanis não estão fadadas ao desaparecimento são puro hishful thinking.

    O livro impresso permanecerá como um produto clássico, mas colocado em uma escala e uma posição completamente diferente da que tem hoje. É como os cavalos e charretes que ainda existem, mas com uso extremamente limitadoe voltado para atividades secundárias como entretenimento, esporte, turismo ou em localidades muito afastadas e desprovidas de infraestrutura. É um produto clássico que nunca desaparecerá e sempre terá um lugar no coração daqueles que gostam da simplicidade e inteligência da baixa tecnologia.

    Já as revistas e jornais desaparecerão completamente, assim como produtos relacionados ao uso intensivo de cavalos como meio de transporte desapáreceram. Hoje ninguém imagina que existiram apoios específicos para prender cavalos nas portas das casas e estabelecimentos comerciais. Pode existir algum como relíquia histórica, mas já não se fabrica nem comercializa-se esse produto.

    Pode ser que em um mundo pós-apocalíptico, onde a indústria e tecnologia humana sofram uma derrocada, reste-nos apenas a baixa tecnologia para a impressão de livros, mas nesse cenário não existirá uma indústria grande o suficiente para sustentar revistas semanais e grande jornais como temos hoje, havereia no máximo Jornaizinhos locais de pequenas localidades e apostilas de tiragem limitadas.

    Em uma sociedade que não esteja submetida ao efeito “Mad Max”, o caminho para a tecnologia da comunicação impressa já está definido e definitivamente nãopassa pelas revistas (todas, não apenas as semanais) e jornais impressos.

    É triste.Eu mesmo tenho grande fascinação pelas artes gráficas e acho melancólica essa realidade, mas é um fato e quem tentar navegar contra a maré estará fadado à frustração do insucesso.

    Claro que não é uma processo imediato, há uma sobrevida nesse processo de substituição tecnológica e é desse processo que o texto fala.

    • Análise certeira e cruel da

      Análise certeira e cruel da situação e destino das revistas época e veja.

      O artigo fez a autópsia literal do que são as revistas, das suas estratégias de finalização de encerramento e do seu público alvo.

      Aliás quando ví as chamadas de capa da revista época desta semana, usando a linguagem típica denuncista e reacionária da veja, tive a mesma impressão, a época imitando a linha pitbul da veja contra o PT, Lula e governo federal.

      Muito  bom o artigo.

    • Rui, o livro também vai desaparecer!

      Rui deixe de ser conservador, a vida do livro como um objeto útil, não como um verdadeiro enfeite de parede, vai desaparecer em breve, é uma questão de preço e de direito autoral!

      • Os livros

        Eu acho que os livros permanecerão na forma de edições especiais de maior tamanho, com ilustrações, livros de fotografias… Edições especiais artísticas. E é claro como antiguidades.

        É nisso que os livros diferem dos jornais e revistas. Os jornais de ontem só servem para forrar o banheiro do cachorro hoje (nem para embrulhar peixe se usa mais) e as revistas velhas nem isso. Até nas salas de espera as pessoas pegam seus smartphones para passar o tempo, não folheiam mais aquelas revistas velhas que deixam por lá.

        O livro tem uma temporariedade diferente e permanecerá da mesma forma que os cavalos permanecem. Os cavalos não são mais meios de transporte e os livros em papel não serão mais o meio para conteúdo literário. As artes gráficas pemanecerão da mesma forma que a xilogravura permanece, como expressão artística com público específico.

        Bom, mas isso é apenas minha opinião, não significa que seja verdade.

      • Achava que realmente não
        Achava que realmente não teriamos mais livros no futuro, mas vejo uma nova geração que gosta de ler papel. Infelizmente não são o clássico brasileiros e sim os enlatados, mas pelo lê.

  17. Acho que um ponto que não

    Acho que um ponto que não está colocado, as revistas não mante-se pela venda de revistas na banca, tendo-se dois grandes “anunciantes”:

    1) O governo federal através dos ministérios e estatais.

    2) Governos de oposição, comprando assinaturas(principalmente o governo de SP) .

    Como quem exige “linha editorial favorável” é a oposição temos veículos que cada vez mais serão folhetim de oposição.

    Por isso, não acho que as duas revistas estejam preocupadas com a Classe média, para mim um veiculo de midia sempre agradará a seus anunciantes e elas estão apenas fazendo isso.

  18. Jornalismo… noves fora… nada

    Sobre o tema, é possível raciocinar nesses termos?

    Não estamos refletindo sobre jornalismo, mas sobre produto de consumo para públicos distintos em fases (do ciclo) distintas da existência do meio.

    Por exemplo, o mesmo fato pode interessar jornalisticamente ou não a depender do público consumidor e da fase em que o veículo se encontre. E caso interesse pode ser repassado de formas distintas sem necessidade de ater-se aos fatos, mas preocupando-se unicamente com o tipo de público a ser alcançado.

    Logo, é possível concluir que a depender do público (exemplo grosseiro: idiotas, menos idiotas, medianos, inteligentes, muito inteligentes) e da fase em que o veículo se encontre o fato pode ser manipulado ou não?

    Ou eu não estou entendendo corretamente?

  19. Provavelmente suas diretorias

    Provavelmente suas diretorias já devem estar estudando a possibilidade de começarem a vender cornetas anti-PT, adesivos anti-PT e com pedidos de intervenção constitucional militar (golpe) e outros mimos alienatórios, para conseguirem novas fontes de renda junto ao seu público leitor e prorrogarem seus agonizantes finais!

  20. Já me ofereceram de graça também e não quis!!!!

    INTERNAUTA IRRITADO RECEBE REVISTA VEJA DE GRAÇA E RASGA. “NEM DE GRAÇA EU QUERO”

    BRASIL29

    Um internauta bem humorado e IRRITADO mandou um recado através de sua rede social para a Editora Abril.

    “Toda semana recebemos a Veja sem pagar nenhum tostão. Como se isso fosse vantagem”

     

     

    Toda semana recebemos a Veja sem pagar nenhum tostão. Como se isso fosse vantagem!FODA-SE A IMPRENSA MARROM!!!

     

  21. O atraso do atraso

    A TV (aberta e a cabo) vai pelo mesmo caminho…
    Todas as grandes emissoras do mundo já transmitem via streaming com qualidade digital (fazem parecer nossas tv’s da era da pedra).
    Canais de noticias 24 horas transmitem de graça: RAI24, TVe, TVe24, DW, France24, EuroNews, RTP, BBC, Telesur, RusiaToday, SkyNews, NHK, CCTV, Azteca, MilenioMexico, etc. Em inglés, espanhol e portugués.
    Só aqui GloboNews, BandNews e RecordNews exigem ainda assinatura dos idiotizados coxinhas e consumistas. Tirando o último troco dos otários, que recém agora quando no resto do mundo está caindo, entraram no “mundo dos NET’s…”. O atraso do atraso…
    Até aqui do lado, na Argentina, todos os canais transmitem por streaming, ao vivo e até por canais no Youtube (TN, C5N, America, CN23, InfoNews, Canal 26, FutboParaTodos, etc).

  22. 5 ANOS É MUITO, estão esquecendo a pressão tecnológica.

    Os comentaristas além de conservadores estão ficando com Alzheimer e perdendo a memória recente!

    Há cinco anos, um mês e oito dias foi lançado nos States o iPad (3 de abril de 2010), era caro, ninguém sabia bem para que servia e no Brasil não existia. Neste período o iPad e outros Tablets junto com os telefones de tela grande estão tomando conta da divulgação da informação. Se projetarmos mais cinco anos de progressos das atuais hardwares ou o surgimentos de inovações tecnológicas este prazo já é mais do que suficiente para terminar com todas as edições impressas de jornais, livros e revistas. O que ainda não levou a isto é a dificuldade de manter o direito autoral em mídias eletrônicas.

    Ninguém se dá conta que há cinco anos praticamente tínhamos as telas de LCD que eram caras e ninguém pensava em comprar uma TV plana de LED maior do que vinte e poucas polegadas. De lá para cá as telas LCD já foram substituídas pelas telas de LED e comprar uma TV com uma tela de 40 polegadas nas casas Bahia em 12 vezes é acessível para grande parte da população.

    Quando as empresas de hardware, de software, de comunicação começarem a precisar ganhar mercado em cima da mídia impressa devido alguma saturação de mercado, começará uma batalha dos milhões contra os bilhões, e em seis meses esta já estará vencida.

    Mesmo se o leitor tiver baixo nível e quiser ler lixo, ele optará por lixo eletrônico do que de papel, eu por exemplo assino a edição impressa do Correio do Povo no RGS, tenho uma informação instantânea ultrapassada no mínimo em 24 horas, mas o próprio jornal já me disponibiliza uma edição eletrônica análoga a primeira, quando dispor de uma forma eletrônica agradável de lê-lo simplesmente migro para edição eletrônica.

    Agora o que deveremos levar em conta é que a maneira de informar dos jornais eletrônicos é a mesma do que os analógicos, e talvez aí que esteja a grande revolução, a revolução da forma de apresentação do conteúdo. Deverá aparecer em breve um verdadeiro jornal eletrônico, e quem for o primeiro a adortar esta nova forma ultrapassará as já antiquadas formas de jornais eletrônicos desenvolvidos pelos atuais jornais.

    Como será esta forma? Eu já sei! Se alguém quiser informações mando a minha conta do banco com um contrato!

     

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