5 de junho de 2026

Família Civita faz aporte de R$ 450 milhões no Grupo Abril

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O Grupo Abril anuncia que recebeu um aporte de capital de R$ 450 milhões, feito pela família Civita, fundadora da editora. Paralelamente, a Abril acaba de fechar acordo para reperfilamento de sua dívida de curto e médio prazo. Segundo o comunicado da editora, a operação permite uma redução efetiva do endividamento e faz com que a empresa encerre 2015 com equilíbrio em suas finanças e fortalecida para 2016.

“Esse aporte representa, acima de tudo, nossa confiança nos negócios e no país. Temos um compromisso com a Abril e acreditamos na sua perenidade. Somos e continuaremos sendo a maior editora da América do Sul, líder em vários segmentos e plataformas. Também nos mantemos fortes nos negócios de impressão e distribuição. Vamos encerrar este ano muito melhor do que terminamos em 2014. Fizemos os ajustes necessários, nossa rentabilidade melhorou e entramos em 2016 com nova perspectiva”, afirma Giancarlo Civita, presidente do Grupo Abril.

Segundo Civita, a capitalização e o fechamento do acordo colocam a empresa em condições melhores de operação. Para ele, a capacidade de geração de caixa somada à credibilidade e à solidez do Grupo Abril são os principais fatores que tornam a companhia preparada para o ano que vem.

Restruturação

A Editora Abril tem feito restruturações contínuas nos últimos anos. A reformulação mais recente  começou em junho deste ano, quando a empresa de mídia vendeu sete títulos para a Editora Caras (Tititi, Contigo!, Você RH, Você S/A, Arquitetura&Construção e Ana Maria). Na mesma época, a Exame PME foi incorporada à revista Exame e a Capricho abandonou o papel para atuar exclusivamente na internet. As últimas revistas descontinuadas pela Abril foram a Playboy junto com os títulos especializados em saúde e bem-estar Men’s Health e Women’s Health, no último mês de novembro.

A reformulação começou a envolver também a área comercial, que passou a ser dividida em três unidades: Conteúdo, com a criação do Estúdio ABC (Abril Branded Content), Marketing e Receitas.

Antes disso, a companhia já havia demitido ou facilitado a saída de jornalistas e executivos, inclusive do então presidente da Abril Mídia Fabio Barbosa. Outros títulos que a empresa deixou de publicar recentemente foram Runner’s World, que passou para a Rocky Mountain, Aventuras na História, Bons Fluidos, Manequim, Máxima, Minha Casa, Minha Novela, Recreio, Sou+Eu, Vida Simples e Viva Mais para a Editora Caras.

Ademais, em janeiro deste ano, a editora se desfez de quase metade do prédio que ocupa na Marginal Pinheiros, em São Paulo, passando a concentrar todas as suas atividades na chamada Torre Alta do NEA – 13º ao 26º andares, além do 8º andar. À época, a mudança foi explicada como uma medida de racionalização e economia, face à reestruturação colocada em prática. Na ocasião, a editora também retirou o busto de Victor Civita, fundador do Grupo Abril, da recepção do prédio.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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9 Comentários
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  1. gaúcho

    14 de dezembro de 2015 10:51 pm

    Uma aspirina para um

    Uma aspirina para um moribundo. 

  2. Ivan de Union

    14 de dezembro de 2015 10:58 pm

    “O Grupo Abril anuncia que

    “O Grupo Abril anuncia que recebeu um aporte de capital de R$ 450 milhões, feito pela família Civita, fundadora da editora”:

    Que bom saber que eles tiveram que repatriar dinheiro depois que o plano da destruicao das escolas paulistas por Alckmin a pedido deles deu “levemente” errado…

  3. Ivan de Union

    14 de dezembro de 2015 11:01 pm

    “Na ocasião, a editora também

    “Na ocasião, a editora também retirou o busto de Victor Civita, fundador do Grupo Abril, da recepção do prédio”:

    “A bunda dele continou la, no entanto”.

  4. alexandredea

    14 de dezembro de 2015 11:05 pm

    Isso deve querer dizer que

    Isso deve querer dizer que  os Civita têm plena convicção do impeachment e que vultosas verbas públicas do governo Temer vão para seus cofres, certo ?

  5. JigSawJr

    14 de dezembro de 2015 11:05 pm

    Vão aguentar aos trancos e

    Vão aguentar aos trancos e barrancos até 2018, na esperança que um tucano ganhe as eleições e financie os grupos midiáticos brasileiros. Até lá, os tucanos estaduais Richa e Alckmin são uma solução paliativa.

     

    Quem sabe o que pode acontecer em relação à Internet em 3 anos? Hoje, quase metade da população brasileira tem acesso à Internet.

    Quando a outra metade também tiver o acesso, vai optar por Netflix ou Spotify e vai jogar fora a televisão e os jornais patéticos da rede bobo.

     

    Volto a dizer: o maior erro do Lula e da Dilma foi não ter investido o que devia em acesso à banda larga. Poderiam ter destronado a rede bobo e Veja, dando a possibilidade que os cidadães escolhessem o que queriam assistir e ler na Web.

    No lugar, colocaram o patético Bernardo no ministério das Comunicações e deu o que deu. O PNBL é um plano que só existe no papel.

     

    Sobre a matéria, veja que interessante esse trecho:

    “Esse aporte representa, acima de tudo, nossa confiança nos negócios e no país.”

    Interessante, que é bem o contrário do que eles estampam em seus editoriais.

  6. Marcos Antônio

    14 de dezembro de 2015 11:25 pm

    Onde arrumaram este dinheiro?

    Onde arrumaram este dinheiro?

  7. Henrique O

    14 de dezembro de 2015 11:40 pm

    A Argentina se livrou dos Civitas com tiros de metralhadora

    O Sr Cesare Civita teve que fugir para o Brasil, tendo sido obrigado a vender  o que possuia.

    Nem a extrema- argentina argentina suportou os Civitas.

  8. altamiro souza

    15 de dezembro de 2015 1:09 am

    acreditam no país..
    só se for

    acreditam no país..

    só se for nos limites de sua própria hipocrisia.

  9. Frederico69

    15 de dezembro de 2015 3:14 am

    hey civita, não investe não. estamos em crise, lembra!!

    putz que gente burra. acenando com a crise, mas quer investir??

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