Nova tecnologia apresentada pelo iG e WebSpectator oferece métrica certificada internacionalmente para aferir a exposição efetiva da publicidade virtual
Uma nova maneira para medir a audiência da internet promete transformar o mercado de publicidade online. O iG e a WebSpectator apresentaram em seminário, nesta terça-feira, em Brasília, a primeira rede de publicidade digital em tempo real, voltada a publishers, profissionais de mídia e agências de publicidade. A nova métrica desenvolvida pela WebSpectator, que acaba de ganhar certificação internacional, permite medir a exposição efetiva de tempo da publicidade virtual.
A expectativa é garantir mais efetividade e lucros a publicadores e anunciantes. O mercado, segundo especialistas, precisa de critérios mais aprimorados para medição de audiência. “Chegou a hora de métricas fortes para a internet. O crescimento da internet vem mudando o cenário da comunicação. Já estávamos direcionando um volume muito maior de investimentos para a internet do que nos anos anteriores”, afirma a ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, que esteve presente no encontro.
A ministra diz que a definição de métricas eficientes e confiáveis ajuda no investimento de recursos públicos em publicidade. Em 2010, 2,57% do orçamento para publicidade da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) foi destinado a anúncios em internet. Em 2013, chegou a 10,7%. A meta é atingir 15% em 2014. “Precisamos de critérios muito corretos para uso do dinheiro público”, comenta.
A nova métrica apresentada pela WebSpectator baseia-se na tecnologia GTS (Garantia de Tempo de Exposição). A ferramenta permite saber, em tempo real, exatamente por quanto tempo um internauta visualizou um anúncio online. Dessa forma, o anunciante passa a ter a oportunidade de medir o retorno de seu investimento em publicidade online.
Desde janeiro de 2013, a métrica estava em processo de certificação no Media Rating Council. O MRC reúne 140 empresas de mídia dos Estados Unidos e audita os critérios de medição, por exemplo, dos números do Google, Ibope, ComScore e Nielsen.
Na apresentação que fez durante o lançamento da nova ferramenta, Helena Chagasapoiou-se em resultados de pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Secretaria de Comunicação Social sobre os hábitos de consumo de mídia dos brasileiros.
Os dados mostram que a internet só perde para a televisão como primeira fonte de informação das pessoas. Dos 18 mil entrevistados, 12% disseram que preferem a internet e 78%, a televisão. A rede foi colocada como segunda fonte preferida de 17% do total e como terceira fonte de 9%. Os jornais impressos aparecem como fonte inicial de informação de 1% da população.
Os dados corroboram a percepção dos demais palestrantes e debatedores do seminário: a internet está crescendo e se tornando um negócio cada vez mais rentável. A participação da rede no investimento publicitário passou de 5,6% em 2005 para 20,6% em 2013, colocando-a como segundo maior meio de investimento segundo Luciana Schwartz, diretora de Marketing e Inteligência de Mercado do iG. “A internet deixou de ser uma aposta do futuro”, ressalta.
Mais eficiência e precisão
No entanto, o crescimento do mercado traz novos desafios para vencer a insegurança dos anunciantes. Rafael Mora, executivo da WebSpectator, destaca que as métricas atuais usadas pelos veículos para vender anúncios não garantem efetividade. Os cliques e as visualizações únicas, por exemplo, já não são suficientes porque não garantem eficiência. Mora lembra que não havia sequer arquitetura tecnológica possível para mudar esses aspectos.
“Existia e existe uma ideia de que quando se investe dinheiro na internet é desperdício. E porque há mesmo muito desperdício: 40% ou 50% dos anúncios digitais não são vistos”, avalia. O executivo ressalta que essa realidade não “combina” com o atual crescimento da internet e, por isso, novas métricas são necessárias.
A nova metodologia apresentada pela WebSpectator torna os negócios mais transparentes. Ao contrário de perder renda, os criadores garantem que será possível ampliá-las. O anunciante tem garantias do investimento feito, só paga pelo anúncio visto e o portal que oferece o anúncio pode aumentar a quantidade de publicidade oferecida.
O iG foi o primeiro portal a adotar a tecnologia fornecida pela WebSpectator. “A nova métrica não é boa só para o iG. Esse é um marco para a maturidade da internet. O meio precisa de critérios mais confiáveis e transparentes”, pondera André Chaves, presidente do iG. Para ele, esse é um caminho irreversível. “Já podemos ver o retorno financeiro.
Essa é só a ponta do iceberg, porque poderemos direcionar publicidade de acordo com o perfil do usuário, criar mídias mais interativas e criativas”, garante. Para conhecer a tecnologia, basta acessar:www.webspectator.com.
Ale AR
22 de janeiro de 2014 12:24 pmTriste ler, em tempos da NSA
Triste ler, em tempos da NSA xeretando a vida de todo o planeta, a ministra das Comunicações no Brasil defendendo sistemas que apenas garantem “mais efetividade e lucro a publicadores e anunciantes” e apresentar pro povo, como feito da sua gestão, a façanha de maximixar, graças a essa nova ferramenta, o retorno sobre o investimento publicitário da pasta que ela comanda.
vera lucia venturini
22 de janeiro de 2014 1:22 pmSerá?
Peguei uma Veja ontem
Será?
Peguei uma Veja ontem num consultório médico onde havia 10 páginas de anúncios da Petrobrás, 3 páginas de anúncios dos Correios e mais um tanto de páginas de propaganda da Caixa Federal e do Governo.
O Executivo brasileiro sustenta com suas verbas esta revista comprovadamente desqualificada, que não tem uma só matéria honesta sobre sua atuação. Além, é claro, de omitir todos os escandalos referentes aos tucanos e assemelhados. E de não noticiar, por exemplo, a imensa corrente de solidariedade que se fez em torno de José Genoino como forma de protesto contra a atuação do STF na AP 470.
O que é preciso é fazer uma medição honesta sobre a circulação desses meios de informação que tem como meta principal derrubar o governo e privatizar o que resta do Brasil. Já que seus donos estão com as burras cheios de dinheiro do governo para poder participar da divisão do butim brasileiro. E não me venham falar que esses meios estão em crise. A parte dos donos já saiu faz tempo das empresas. Ou seja a empresas estão pobres mas seus donos, através de falcatruas, estão ricos.
E viva a Rede Globo!
MarFig
22 de janeiro de 2014 3:12 pmAbriu a Oia pra ver o que
Abriu a Oia pra ver o que tinha dentro e encontrou um monte de propaganda do governo no qual eles batem dia e noite?
Mas que revista e governo desavergonhados. E que leitores patetas.
Mar da Silva
22 de janeiro de 2014 1:51 pmA ministra da SECOM apresenta
A ministra da SECOM apresenta dados do IBOPE! Faça-me o favor! Nem um instituto de confiança o governo tem. Qunado é que vão contratar o instituto alemão que veio disputar mercado com o Globope?