Organizações, movimentos sociais e pessoas engajadas na defesa do meio ambiente realizam, no próximo dia 20 de setembro, às 14h, a Marcha pelo Clima, em São Paulo. A concentração será na Praça Lasar Segall, na Vila Mariana, de onde os manifestantes seguirão em caminhada até o Parque Ibirapuera.
Com o mote “Mercadores da natureza, inimigos da vida”, o ato pretende chamar a atenção para a emergência climática e cobrar de governos e empresas medidas urgentes diante do agravamento da crise ambiental. Segundo os organizadores, a mobilização denuncia a destruição dos ecossistemas, a perda de espaços públicos e o avanço de interesses privados sobre bens considerados de uso coletivo.
A Marcha pelo Clima destaca a ocorrência cada vez mais frequente de eventos extremos, como vendavais, incêndios, secas, enchentes, tempestades e ondas de calor. O movimento também aponta os impactos do fenômeno El Niño em 2026 e defende mudanças no modelo de cidade para enfrentar as emergências climáticas.
Desde 2018, a Marcha pelo Clima de São Paulo se apresenta como uma articulação anticapitalista, suprapartidária e democrática, formada pela sociedade civil organizada. O movimento reivindica o direito a um meio ambiente equilibrado e políticas de proteção da natureza e de promoção da justiça climática. Neste ano, a articulação reúne iniciativas em cerca de 50 cidades brasileiras.
A organização afirma que as mobilizações locais fazem parte de uma ação global voltada a pressionar governos e empresas a reduzir a exploração dos recursos naturais e adotar políticas comprometidas com a preservação ambiental.
Serviço
Ato da Marcha pelo Clima
20 de setembro de 2026, às 14h
Praça Lasar Segall – Rua Domingos de Morais com Rua Sena Madureira, 70 – São Paulo
Estação Vila Mariana do Metrô
LEIA TAMBÉM:
Rui Ribeiro
10 de setembro de 2026 12:09 pmA Crise do Agronegócio ( caso o Flávio Bostonaro seja eleito e a China deixe de comprar a soja brasileira)
Durante um debate ao vivo na TV, um jornalista decide colocar o candidato à prefeitura contra a parede e faz uma pergunta super técnica:
– Candidato, o senhor sabe que o nosso município depende fortemente da agricultura. Qual é o seu plano de metas para combater o avanço do fungo Hemileia vastatrix na nossa lavoura e qual o seu posicionamento sobre o uso de defensivos agrícolas sistêmicos?
O político, que não sabia a diferença entre um pé de alface e uma samambaia, não faz a menor ideia do que é aquilo. Mas, sem perder a pose, estufa o peito, olha fixamente para a câmera com um sorriso confiante e começa o seu “show”:
– Olhe, meu caro jornalista, eu fico muito feliz que você tenha tocado justamente nesse ponto crucial! Porque a questão da Hemileia, como todos os cidadãos de bem desta terra sabem perfeitamente, é um tema que eu venho estudando noite e dia, diretamente com as maiores autoridades internacionais no assunto.
Ele dá um passo à frente, gesticula com as mãos e continua:
– Nós não podemos olhar para essa situação de forma simplista. Trata-se de uma conjuntura holística, onde os fatores endógenos e exógenos precisam ser equalizados em uma simbiose perfeita! O meu plano de governo prevê uma reestruturação paradigmática do ecossistema agrário. Nós vamos implementar um choque de gestão macroestrutural, otimizando os vetores de desenvolvimento sustentável de ponta a ponta!
O jornalista interrompe, confuso:
– Mas candidato… o senhor vai proibir ou vai subsidiar o defensivo químico?
E o político, com a maior naturalidade do mundo, finaliza:
– Nós vamos fazer exatamente o que o povo precisa: uma ação sinérgica, de vanguarda, que vai colocar a nossa produção em um patamar nunca antes visto na história deste município! Próxima pergunta, por favor, talkey?