10 de junho de 2026

Em resposta a Temer, ex-ministras e mais de duas mil lideranças femininas reafirmam que impeachment foi golpe

"Foi golpe, um golpe institucional/parlamentar, misógino, de graves proporções e que se expressou nas reformas que se seguiram, diz manifesto.
A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Foto: Reprodução

Mais de duas mil mulheres assinaram um manifesto para reforçar que o impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), consequência de supostos crimes fiscais, foi golpe sim.

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A iniciativa surgiu como resposta a uma publicação do ex-presidente Michel Temer (MDB) nas redes sociais, dizendo que “o País não foi vítima de golpe algum” e que “foi, na verdade, aplicada a pena prevista para quem infringe a Constituição”.

“Diante disso, nós mulheres, que constituímos a maioria da população do país, destacando estarem vivas nesse golpe nossas heranças patriarcais e a misoginia, cá estamos para, em uníssono, bradar: foi golpe, um golpe institucional/parlamentar, misógino, de graves proporções e que se expressou nas reformas que se seguiram”, diz o documento, elaborado por pela socióloga Eleonora Menicucci, pela pesquisadora Celia Watanabe e pela desembargadora aposentada Magda Biavaschi.

A ministra Anielle Franco, a governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT), a deputada federal Luiza Erundia (PSOL-SP) e a jurista Carol Proner são algumas das 2.084 lideranças que apoiaram a manifestação.

Pedaladas

Em julho de 2016, o Ministério Público Federal em Brasília pediu arquivamento de uma investigação criminal sobre as chamadas “pedaladas fiscais”, como ficou conhecido o ato de atrasar repasses obrigatórios a bancos públicos de recursos para pagamento de benefícios sociais.

As investigações evoluíram, mas o crime de improbidade administrativa não foi comprovado, tanto que Dilma Rousseff mantém seus direitos políticos e poderia se candidatar a postos no Executivo ou Legislativo novamente, ao contrário dos políticos que feriram a Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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