6 de junho de 2026

A homossexualidade em Cazuza

Autor: Raphael Vidigal

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

(Parte de projeto experimental acadêmico realizado na PUC MINAS)

Cazuza foi um dos mais importantes cantores e compositores da década de 80, tendo sido um dos principais personagens do rock nacional que se instalou definitivamente na música brasileira a partir dali. Em sua obra, a representação da homossexualidade não se deu de forma linear e única, pelo contrário, Cazuza tocou de diversas formas no assunto, a maioria das vezes nas entrelinhas e através de metáforas, como era seu estilo. 
 

Além de ter se assumido bissexual publicamente, Cazuza foi um dos compositores mais importantes na música popular brasileira na abordagem do tema, por tê-la feito de tantas maneiras tão distintas em mais de 10 canções durante a breve carreira, de 1982 a 1990. 

1- Por que a gente é assim? (1984)

Primeira música gravada por Cazuza com referência à homossexualidade, em 1984. A canção é de Cazuza, Ezequiel Neves e Roberto Frejat e enfrentou resistência dos companheiros de banda de Cazuza para ser gravada por conta dos versos que remetiam à homossexualidade. 

2- Narciso (1984)

Em seu terceiro disco como vocalista do Barão Vermelho e no mesmo ano que gravara sua primeira canção com referência à homossexualidade, Cazuza também gravou a segunda, que contava uma história de amor mal resolvido e trazia os versos: “nós somos iguais na alma e no corpo”. A música é de Cazuza com Roberto Frejat.

3- Só as mães são felizes (1985)

Fora do grupo Barão Vermelho, em seu primeiro disco solo Cazuza resolveu fazer uma homenagem a todo tipo de comportamento considerado marginal, maldito, e compôs com Roberto Frejat a música “Só as mães são felizes”. A homossexualidade aparece como um desses tipos de comportamento, e é representada através de uma citação debochada a uma das grandes referências literárias de Cazuza, o poeta beatnik Allen Ginsberg, ativista das causas homossexuais nos Estados Unidos. 

4- Culpa de Estimação (1987)

Em mais uma canção sua em parceria com Roberto Frejat, Cazuza discursa sobre a culpa cristã que adquiriu ao longo dos anos por ter, segundo ele, sempre estudado em escolas católicas. A partir desse contexto ele refere-se à sua bissexualidade utilizando-se de nomes bíblicos, Eva e Adão, ao dizer-se indeciso entre o amor de um homem ou uma mulher. 

5- Quarta-feira (1987)

O disco “Só se for a dois”, de 1987, marca o ano em que Cazuza fala de forma mais escancarada em uma música sua sobre a homossexualidade. Mesmo já tendo dito diversas vezes em entrevistas ser bissexual, apenas em 1987 Cazuza cantou sua opção de forma definitiva em uma música, através dos contundentes versos: “eu ando apaixonado por cachorros e bichas (….) porque eles sabem que amar é abanar o rabo, lamber e dar a pata”. A música é uma parceria de Cazuza e Zé Luiz. 

6- Heavy Love (1987)

Ainda em 1987, Cazuza voltava a fazer referência à homossexualidade de forma implícita, enigmática, com os versos da música que continham quase que uma idéia de rebeldia e transgressão associada à homossexualidade: “pro nosso amor descarado e virado o mundo lá fora não serve pra nada.” A música foi composta por ele em parceria com Roberto Frejat.

7- Guerra civil (1988)

No disco Ideologia, de 1988, Cazuza lançou sua primeira canção que fazia referência clara à homossexualidade feminina. Em parceria com Ritchie, “Guerra civil”, continha os fortes versos: “freiras lésbicas assassinas”, revelando mais uma vez o modo transgressor com que Cazuza tratava do tema. 

8- O Tempo não pára (1989)

Em janeiro de 1989, Cazuza lançou a música que marcaria definitivamente sua carreira, “O Tempo não pára”, parceria dele com Arnaldo Brandão, falava entre outras coisas, de uma visão sobre a forma como a sociedade costumava tratar os homossexuais à época, com os famosos versos: “te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam um país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro”. 

9- Eu quero alguém (1989)

No mesmo ano de 1989, em seu último disco em vida, “Burguesia”, Cazuza lançou “Eu quero alguém”, música em parceria com Renato Rocket que fazia referência à bissexualidade através da idéia de vestimentas que tradicionalmente identificavam o masculino e o feminino, com os inicias versos: “eu quero alguém, que use calça ou saia”. 

10- Como já dizia Djavan (Dois homens apaixonados) (1989)

Também em 1989, Cazuza utilizou-se do discurso de outro compositor para se referir à homossexualidade. Adotando a frase de Djavan no título e nos versos finais da música, Cazuza, como raramente aconteceu na sua obra, dessa vez foi claro em sua referência. 

11- Preconceito (1989)

Cazuza também fez referência à homossexualidade assumindo o papel de intérprete, como quando em 1989 gravou a música “Preconceito”, de Fernando Lobo e Antônio Maria e que já fora sucesso na voz de Nora Ney na década de 50, já naquele momento a música era cultuada pelos homossexuais e Nora se tornou diva entre eles. Anos mais tarde, Cazuza a regravou novamente utilizando-se de seu discurso para provocar o sentido da homossexualidade. 

12- Esse cara (1989)

Em entrevistas ao longo do anos de 1988 e 1989, Cazuza, que já era bissexual assumido, dizia querer explorar mais em suas músicas seu lado mais feminino. Ao gravar a canção “Esse cara”, de Caetano Veloso, em 1989, Cazuza colocava-se como mulher e expunha sua faceta mais delicada. A música vinha no disco duplo “Burguesia”, na sequência de “Preconceito” que já fora reveladora de traço homossexual na década de 50 e agora era regravada por Cazuza. A composição das músicas na sequência conceituava o sentido homossexual presente em ambas. 

13- Jovem (1990)

Cazuza também tratou do tema da homossexualidade apenas como compositor. “Jovem” foi composta por ele em parceria com Arnaldo Brandão, e gravada pelo grupo Hanói Hanói em 1990. A música trazia a idéia de que a homossexualidade era perante os olhos de alguns uma coisa nova, transgressora, moderna, além disso, a expressão usada para designá-la na música é carregada de coloquialidade e deboche, através dos versos: “você tá muito avançado, seus amigos desconfiam que você é veado”. 

14- Problema Moral (1984 ou 1985)

Sem data definida, a canção “Problema Moral”, de Cazuza, Roberto Frejat e Dé”, gravada originalmente por Paulette, perdeu-se no tempo, mas seus versos permaneceram resguardados. A música discursa sobre a história de um amigo que conquista a namorada do outro, e acaba se justificando com uma irônica referência à bissexualidade, além de trazer a idéia de que ainda era preciso disfarçá-la: “mulher de amigo meu, pra mim é homem, eu transo no breu”. 

15- Quero ele (1989) 

A canção “Quero ele”, foi feita especialmente por Cazuza e Lobão para o espetáculo teatral “Querelle”, estrelado em 1989 pela transformista Rogéria. A música conta a história do personagem principal da peça, o marinheiro homossexual Querelle, e faz referências também à quem o interpreta, em versos contundentes: “Quero Querelle e seu irmão, Quero Rogéria e seu pauzão”. 

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

25 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Assis Ribeiro

    26 de outubro de 2013 6:11 pm

    Cazuza, gay assumido, ainda

    Cazuza, gay assumido, ainda no início da década de 80 do século passado.

    Ney Matogrosso, gay assumido, em plena ditadura militar,  há quase quarenta anos atrás.

    Ídolos de milhões, idolatrados pelos quatro cantos.

    Como seria a entrada no mercado de um cantor assumidamente gay e a sua aceitação pelo público nesta atualidade?

    1. IV AVATAR

      28 de outubro de 2013 2:40 am

      Gosto de Exagerado, tanto com Ney como com Cazuza

      Houve um tempo de liberação que se estendeu até a década de 80, sendo que na década de 90 já vivíamos sob este clima de medo de tudo com direito a Silas Malafaia salvando as “almas perdidas”

      Até parce que Cazuza compôs esta música para Ney, que eram namorados

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=DrEATVl1glE%5D

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=ZBwjT-3t2O8%5D

  2. José Robson

    26 de outubro de 2013 6:42 pm

    E daí!

    Eta discussão besta! O cara era fera no que fazia: poeta dos seus tempos, igual Vinícius e tantos outros! Qual a importância de se discutir a sexualidade dele? Ninguém vai falar sobre a sexualidade do Vinicios porque, segundo consta, gostava de uma chavasca!

     

    1. Gilson AS

      26 de outubro de 2013 9:22 pm

      ” gostava de uma

      ” gostava de uma chavasca!”

      Gostava tanto que teve sete, exclusiva, só para ele, fora as eventuais que ninguém é de ferro.

    2. Helio J. Rocha-Pinto

      27 de outubro de 2013 3:49 pm

      Se você quiser entender a

      Se você quiser entender a obra de Cazuza, precisa sim considerar a sexualidade dele, ainda mais por esta estar permeada em sua obra.

      O mesmo é feito com respeito a Vinícius; não se discute a sua sexualidade de forma explícita, porque a heterossexualidade é sempre vista sob o foco normativo: heterossexuais não discutem a heterossexualidade, porque agem como se essa fosse a única forma normal e elementar de sexualidade.

      Duvida? Do que se trata os artigos seguintes senão discussões sobre a influência da sexualidade de Vinícius em sua obra? Ou sua frase “e daí” só vale quando se discute a sexualidade dos gays?

      http://culturadetravesseiro.blogspot.com.br/2008/12/vincius-de-moraes.html (Vinícius e seus amores)

      http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=78215 (Vinicius: poeta do amor, cantor da mulher)

      http://www.tirodeletra.com.br/entrevistas/ViniciusdeMoraes.htm

  3. Jose Emilio

    26 de outubro de 2013 8:59 pm

    Cazuza, Renato Russo,

    Cazuza, Renato Russo, Lobao….. e outros roqueiros gays ou nao, sempre foram medíocres em relacao à grandeza Da nossa MPB, portanto o espaco deles, dos sertanejos, dos pagodeiros, funkeiros… e outros mais nao merecem muito destaque do que já utilizam na nossa (deles) mídia. 

    Portant,o blogs de responsa quanto este, nao devem encher a bola desse pessoal.

    José Emílio Guedes Lages- Belo Horizonte

     

    1. JC

      26 de outubro de 2013 9:08 pm

      Parabéns pelo sua capacidade

      Parabéns pela sua capacidade de síntese. Em poucas linhas conseguiu demonstrar claramente o quanto é limitado, preconceituoso e ignorante.

  4. JC

    26 de outubro de 2013 9:00 pm

    Meu Deus, esse texto está

    Meu Deus, esse texto está infestado pela estupidez.

    Como pode esse sujeito querer pinçar aqui e ali, na vasta obra de Cazuza, textos que pontifiquem sua vida sexual e qualquer defesa que seja, do seu estilo de vida,  coisa que jamais fez. Cazuza era um poeta na essência e escrevia suas alegrias, dores e dúvidas sem se importar com quem iria ouví-la

    Mais que homossexual ou bissexual, Cazuza reviveu, um século depois o byronismo no Brasil. Viveu como este, e como os grandes poetas da segunda fase do romantismo. Escreveu, viveu intensamente e morreu precocemente como Fagundes Varela, Álvares de Azevedo e Casemiro de Abreu, aos quais sua poesia não fica nada a dever.

    E pelo fato de conseguir trazer a poesia à juventude, usando a música de seus parceiros como meio, Cazuza tem que ser visto como um dos maiores, senão o maior, artista brasileiro do século XX.

    E mesmo se dispondo a uma tarefa insana como essa, o escriba demonstra toda a sua ignorância poética não percebendo a referência contida na poesia “Codinome Beija-Flor” ao famoso poema Two Loves, de Alfred Douglas. Haja paciência para tanta ignorância.

     

     

    1. Ivan de Union

      26 de outubro de 2013 9:39 pm

       
      “Como pode esse sujeito

       

      “Como pode esse sujeito querer pinçar aqui e ali, na vasta obra de Cazuza, textos que pontifiquem sua vida sexual e qualquer defesa que seja, do seu estilo de vida,  coisa que jamais fez (,…) o escriba demonstra toda a sua ignorância poética não percebendo a referência contida na poesia “Codinome Beija-Flor” ao famoso poema Two Loves, de Alfred Douglas. Haja paciência para tanta ignorância”

      Da pra ler o que ce ta escrevendo antes de apertar “enviar”?

      1. JC

        27 de outubro de 2013 12:52 am

        Desculpe, mas quando escrevo

        Desculpe, mas quando escrevo nem me passa pela cabeça que poderá ser lido por um analfabeto funcional. 

        1. Ivan de Union

          27 de outubro de 2013 1:03 am

          Pode sim, mas o assunto nao

          Pode sim, mas o assunto nao eh esse. Desenhando em lapis de cor:  voce nao pode simultaneamente acusar “pincamento aqui e ali” en um autor e ai mesmo tempo arrotar cultura de algum poema obscuro do qual ninguem jamais ouviu falar exceto por um pedaco de sentenca.

          Ou um ou outro:  os dois nao.  Ja que tamos no assunto:  da pra ser menos analfabeto cultural da proxima vez?

          1. JC

            27 de outubro de 2013 2:25 am

            Putz, desculpe aí tratá-lo

            Putz, desculpe aí tratá-lo como simples analfabeto funcional. Foi mal. Tu é desprovido de inteligência mesmo. Cultura então, nem pensar. Benza Deus.

    2. Mario Siqueira

      26 de outubro de 2013 10:19 pm

      JC, totalmente de acordo.

      JC, totalmente de acordo. Cazuza foi uma perda enorme para a música e a poesia.

  5. alberto tiago

    26 de outubro de 2013 9:10 pm

    cazuza

    A  a maioria dos cantores e bandas que se auto denominam Roqueiros nao sao NAO

    sao Baladeiros romanticos   CAZUZA tinha PUNCH   no gogo e na letra   era viril e porrada

    como  os bons Roqueiros de Verdade  nisto foi macho pacas  talvez unico  como interpretes

    e` ele e TIM MAIA tinham PUNCH  o resto e baladeiro

  6. Vânia

    26 de outubro de 2013 10:06 pm

    Cazuza, largado no

    Cazuza, largado no mundo.

    Eeee nessa tribo eu vou fundo!

     http://youtu.be/ZGG4IqN7PuA

    1. Tamára Baranov

      27 de outubro de 2013 4:00 pm

      Tristeza muito grande ao

      Tristeza muito grande ao rever este vídeo Vânia, Cazuza já bem debilitado…

  7. alexis

    27 de outubro de 2013 9:20 am

    O lado “comercial” do Cazuza

    O artigo toca uma face importantíssima do Cazuza.

    O mercado discográfico, como o das artes cênicas em geral, beneficia-se de um público voraz e consumista, que segue a moda dos tempos: o público Gay.

    Hoje, qualquer brinquinho, tatuagem, corte ou cor de cabelo, selinho com um colega, ou roupa vistosa já cria Ibope no meio desse público. Embora com composições bonitas, o Cazuza não seria tão famoso se não tivesse essa abertura mercadológica para o público Gay.

    Depois da fase da canção popular dos anos 50, dirigidas ao amor (nem sempre correspondido) e da Bossa Nova dos anos 60, dirigidas ao amor, ao sorriso e a flor, houve uma virada Gay na música, estimulada pelos selos discográficos ligados ao “mercado”. A partir dos anos 70, a maior parte dos compositores e/ou intérpretes no Brasil deixa claramente no ar a impressão de não ser integralmente heterossexual, seja homem ou mulher.

     

  8. Nilva de Souza

    27 de outubro de 2013 9:27 am

    Vai ver sou muito limitada

    Vai ver sou muito limitada mesmo porque a filosofia do Cazuza nunca fez minha cabeça. Jamais consegui entender este culto a ele.

    1. Cristiana Castro

      28 de outubro de 2013 12:22 am

      Que bom que não sou só eu;

      Que bom que não sou só eu; sempre achei Cazuza um pé no saco. É, a meu ver, um caso típico de forçada de barra. O pai mandava na gravadora; marketing exaustivo… se bobear, até hoje. Renato Russo era o cara.

  9. Jane Conceição

    27 de outubro de 2013 11:29 am

    Cazuza

    Parabéns pela seleção. Os fãs de Cazuza agradecem. Eram outros os tempos, sem dúvida. Ainda estavamo numa ditadura militar e num patrulhamento moral, geralmente feito por quem não tinha/tem moral alguma. Em algumas canções é visível o sofrimento do autor por sua diferença. Mas com o passar do tempo ele vai assimilando melhor isso, deixando claro em suas músicas.

    O filme sobre a vida de Cazuza teve a infelicidade de não explorar como devia dois grandes pontos desse ‘não-pertencer’ de Cazuza: sua homossexualidade e sua posição social. Demonstrava claramente esse incomôdo.

     

    Foi um dos grandes compositores que o Brasil teve e, na minha opinião, muito melhor que seu contemporâneo Renato Russo. Mas esse é ainda mais cultuado. A obra de Cazuza, infelizmente, continua obscura para as novas gerações. Daí a importância de um texto assim: reatualizar a obra desse incrível artista.

    1. Tamára Baranov

      27 de outubro de 2013 5:07 pm

      Pelo jeito o patrulhamento

      Pelo jeito o patrulhamento moral continua disfarçado como irritação por ter sido a homossexualidade de Cazuza identificada em suas músicas. 

      1. Gunter Zibell - SP

        27 de outubro de 2013 5:17 pm

        Não há dúvida.

        🙁

  10. MarcoPOA

    27 de outubro de 2013 11:54 am

    O que uma coisa tem a ver com outra?

    O que a musica e poesia de Cazuza tem a ver com sua preferencia sexual? Nada!

    Ele nunca pregou ‘we will rock you’ ou ‘we are the champions’, nunca foi do seu estilo!

    O melhor exemplo do seu deboche está na perola abaixo…

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=2r2odG48tSY align:center]

    1. Jane Conceição

      28 de outubro de 2013 12:29 am

      !

      Negar a homossexulidade de Cazuza não faz sentido. Esconder que Cartola era pobre e sem grandes instruções diminuiria sua obra, pois apesar das dificuldades foi além do esperado para alguém que vivia em suas condições econômicas.

      Da mesma forma, ignorar o fato de que ser homossexual era uma parte relevante da  vida do homem Cazuza e que isso de certa forma se refletiu explecitamente em parte de suas condições não faz sentido.

      Ele era homossexual, rico, branco entre outras coisas. E não vivia em uma bolha, expondo-se com suas condições. Sensível como era isso aparecia em suas composições. Assim como outros sofrem preconceitos por sua cor, religião, local de nascimento e se forem artistas irão expor isso em sua arte.

      Tudo que vi escrito aqui condiz claramente com artistas que não querem seus “podres” expostos em biografias.

      Tempo estranho o nosso.

       

  11. IV AVATAR

    28 de outubro de 2013 3:03 am

    Qual é a cor do amor?

    Essa múisca é um hino contra o preconceito, para aqueles que se irritaram com o recorte feito pelo autor do post

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=caONzyKOLks%5D

Recomendados para você

Recomendados