Inesquecível: Dominguinhos, Djavan e uma seleção nacional

Da sua geração, não houve músico mais amado que Dominguinhos. Na sua agonia na UTI do Sírio, músicos se revezavam no MASP, na Paulista, cantando e rezando por ele.

Aos 24 anos, já trabalhando na Veja, decidi aceitar o convite de alguns amigos e montar um jornal em Poços de Caldas, o Jornal da Mantiqueira.

A primeira ou segunda edição do jornal tinha uma entrevista exclusiva com Dominguinhos. Como eu já estava na economia da Veja, não julguei ser antiético reservar um furo musical para o Jornal dad Mantiqueira.

Fui atrás de Dominguinhos em um hotel da avenida Duque de Caxias.

A reportagem saiu com o alerta: apesar de jamais ter merecido, até àquela altura, uma reportagem de fato na grande imprensa, o Jornal da Mantiqueira publicava uma entrevista exclusiva com um músico que, dentro de pouco tempo, estaria entre os maiores do país. 

 

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4 comentários

  1. descobrir talentos é para

    descobrir talentos é para quem tem engenhosidade tb…

    o talento de dominguinhos realmente é  inquestionável….

    belas letras do djavan..

    valeu!!!.

     

  2. O caso Djavan

    Djavan está para mim na condição de ídolo. Mas Djavan sofre uma perseguição que não consigo compreender. É comum depreciá-lo como detentor de uma obra menor, musiquinhas chinfrins. Um cara com uma carreira sólida e consagrada no exterior. Debocham das suas letras – Zum de besouro – Xico Sá, de quem sou fã, é um deles. Virou moda zoar o Djavan nas redes sociais, sucesso na certa. Zoar as letras, principalmente. 

    O professor de Sociologia 3 e 4, em 2014, ao discutir Adorno e a indústria cultural, e sobre o bom e o mau gosto, encaixa o que queria dizer, que a obra inteira de Djavan cabe, no máximo, em um único CD. Gênio, para ele, é……..Tom Zé. (suspiro de desânimo). Tom Zé, para mim, é divertido e exótico. Só. Sou antigo, música para mim tem de ter letra, melodia, harmonia, essas coisas que sobravam em Tom Jobim. E o público entra em êxtase porque o Tom Zé – cuja única música que todos lembram é apenas uma, nao mais do que uma São São Paulo, meu amor? O gênio de uma única música? Ou música é uma sucessão de sons assim ó, é, ih, ah, ahhahah, óoooo, ihih. Sem chance. Gosto muito do Tom Zé. De longe. Uma vez, há 2 ou 3 anos, sentei-me ao lado dele num show da Taís Gulin, namorada do Chico, no Sesc Pompeia. Não resisti, pedi para ele reproduzir aquela história famosa, quando ele e Caetano chegaram em São Paulo. Ali pelo Largo Paissandu, aquele movimento, eles foram atravessar a rua, ele falou pro Caetano: “Corra, Caetano, que eles já nos viram”. Eles, eram os carros. 

    Noite de sexta-feira, no Bar do Alemão, o competente e maravilhoso violonista/cantor Maurício Santana, QUE FOI ALUNO DO PAULINHO NOGUEIRA, tocou uma seleção deslumbrante de Djavan entre 02p0 e 03h05, quando deu por encerrada a noite, para delírio dos poucos privilegiados que assistiram. 

    Alma lavada e enxaguada, cheguei em casa às quatro da matina satisfeito da vida. Djavan é gênio. Dominguinhos? Uns degraus acima. 

    • Se Xico Sá escreveu isso é

      Se Xico Sá escreveu isso é bem provável que sua capacidade intelectual estivesse abalada, sabe-se lá por qual motivo. Parece que alguns críticos têm a incapacidade de compreender a letra de Açaí e culpam Djavan por isso.

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