Morreu Carlos José, uma das mais belas vozes do estilo seresta

São dele as gravações clássicas da Guarânia da Lua Nova, Guarânia da Saudade, ou serestas como Esmeralda e meso os clássicos paraguaios, como Recuerdo de Yapacaraí.

Carlos José pertencia à estirpe dos cantores de voz aveluda, como foi Dick Farney, Ivon Cury, Zé Luiz Mazziotti, Francisco Petrônio, cada qual no seu gênero.

Teve uma fase de ouro, como o grade intérprete de Luiz Vieira, quando as guarânias se incorporaram definitivamente na música brasileira. São dele as gravações clássicas da Guarânia da Lua Nova, Guarânia da Saudade, ou serestas como Esmeralda e mesmo os clássicos paraguaios, como Recuerdo de Yapacaraí.

O tempo nublou um pouco sua voz, deixando-a um pouco trêmula. Mas não comprometeu a entonação aveludada, de um dos maiores intérpretes de um gênero classificado genericamente como seresta.

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1 comentário

  1. Parei! Era 1966.
    A pouco mais de cinco anos aquela voz mexeu com minha sensibilidade, tal que a do meu pai cantando Carlos Galhardo, Chico Alves e outros, ou os benditos das novenas populares que rezava, com direito a jaculatória em latim. Vinha ela do rádio de uma vizinha, D. Teté, e lembro bem que o momento principal foi quando ele inflexionou a voz e soltou: “Mas não demores muito, não demores nada; venhas ligeirnho, sejas camarada”.
    Vinte anos depois tive que esconder a emoção quando na discoteca da segunda emissora em que trabalhei, a encontrei e identifiquei, desde então nunca mais esquecendo o título, o autor – de quem era o disco – e a citação ao principal intérprete, aquele que consagrou definitivamente a canção.
    Mas era somente um pout-porri; com metade da música, e na voz do compositor, o grande Luiz Vieira, também de voz impecável.
    Mais vinte anos e, eis que numa bela noite, futucando no programa de compartilhamento a encontro inteira, perfeita, com toda aquela magia que me encantou numa manhã fria, mas ensolarada e inicio de inverno nordestino (maio ou junho) aquela que foi a minha primeira música no rádio.
    Não mais a ouço pra não ‘gastá-la’.
    Morre o homem, fica a obra. E as gostosas lembranças que ela evoca os tornam eternos: homem e obra.
    Adeus, “seresteiro”!

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