
Pensamento que vem de fora
e pensa que vem de dentro,
pensamento que expectora
o que no meu peito penso.
Pensamento a mil por hora,
tormento a todo momento.
Por que é que eu penso agora
sem o meu consentimento?
Se tudo que comemora
tem o seu impedimento,
se tudo aquilo que chora
cresce com o seu fermento;
pensamento, dê o fora,
saia do meu pensamento.
Pensamento, vá embora,
desapareça no vento.
E não jogarei sementes
em cima do seu cimento.
Arnaldo Antunes
https://www.youtube.com/watch?v=vbKaQubdPuw
Anna Dutra
20 de julho de 2015 12:59 pmMais de Antunes
Vânia, este tema tem visgo e é sempre bom revisitá-lo. Trago aqui um post do GGN de algum tempo atrás. As canções, em geral, nos propõem sempre alguma reflexão.
Espero que você goste.
[video:http://m.youtube.com/watch?v=Vnivtd9Ztro%5D
Segue o post original para o devido crédito.
https://jornalggn.com.br/noticia/2-perdidos-de-arnaldo-antunes
Belo post!
Vânia
20 de julho de 2015 9:12 pmSobre Arnaldo Antunes
Acho ele um gênio com as palavras. Mais que isso, um artista completo. Na minha opinião, o maior artista de sua geração.
Mas vota e faz campanha para a Marina…rsrs
Ninguém é perfeito!
Anna Dutra
20 de julho de 2015 9:25 pmNão mesmo …
Não. E ainda bem, ou o que nos restaria ? Rs.
Anna Dutra
20 de julho de 2015 6:14 pmTrouxe … Linda, né Vânia ?
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Fn4xCYfzRh8%5D
Vânia
20 de julho de 2015 9:07 pmlindíssima essa música, Anna
me lembro quando ouvi pela primeira vez, acho que foi no cd “cor de rosa e carvão”, da Marisa Monte.
O disco todo é muito bonito. `Para além das boas lembranças…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=8OaQFH0wqo8%5D
Anna Dutra
20 de julho de 2015 6:19 pmO doce Chico
Uma Palavra
[video:https://www.youtube.com/watch?v=7jHBRFIc1uM%5D
Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo
Anterior ao entendimento, palavra
Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra
Que se produz
Muda
Feita de luz mais que de vento, palavra
Palavra dócil
Palavra d’agua pra qualquer moldura
Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa
Qualquer feição de se manter palavra
Palavra minha
Matéria, minha criatura, palavra
Que me conduz
Mudo
E que me escreve desatento, palavra
Talvez à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra
Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra
Vânia
20 de julho de 2015 9:20 pmEsse cara sim…
É perfeito! Mas isso não é um homem. É um anjo <3
(bom, não sei o que a Marieta pensa a respeito… rs)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=7HLQb-Vl3Dg%5D
Anna Dutra
20 de julho de 2015 9:32 pmAnjo ? Hum …
Assim, não de tão perto, todos eles são … E nós também: anjinhas!
Quem sabe numa próxima encarnação a gente não se encontra: eu, ele e seu violão! Adoro menestréis.
Anna Dutra
20 de julho de 2015 6:30 pmE como dizia o poeta..
[video:https://www.youtube.com/watch?v=3SoN3PRzlpo%5D
Vânia
20 de julho de 2015 9:27 pmUm homem que amava verdadeiramente a sua pátria
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=zra_IHH6mrE%5D
Anna Dutra
20 de julho de 2015 10:13 pmUma ilha de ternura …
E o nosso Rio ?
[video:https://www.youtube.com/watch?v=eZ6F_Lphrho%5D
jns
20 de julho de 2015 7:34 pmHOMERO
Té às popas e ao mar cerrados, paguem
Por seu tirano e a maldizê-lo expirem.
O amplo-dominador confesse a culpa
De insultar o fortíssimo dos Gregos.”
E em lágrimas a déia: “Ai! Filho, como
Te amamentei gerado em hora infausta?
Oh! se de mágoa ileso a bordo fosses!
Urge-te a Parca, e mais que todos penas:
Malfadado nasceste em régios paços.
Em paz, nas prestes naus, teu ódio ceves;
Que hei-de ao nevoso Olimpo ir ver se dobro
Quem se deleita com trovões e raios.
Ele e sua corte, às abas do Oceano,
De inocentes Etíopes desd’ontem
A mesa logram. No dozeno dia,
Ao voltar à mansão de aênea base,
Revolvida a seus pés tocá-lo espero.”
Nisto, sumiu-se-lhe e o deixou raivando
De o desfalcarem da mulher garbosa.
ILÍADA , trecho , tradução de Odorico Mendes
Corpo de Heitor sendo levado de volta a Troia (detalhe de um sarcófago romano do século II – alto relevo em mármore – no Museu do Louvre).
Odonir Oliveira
21 de julho de 2015 12:54 am“A coisa mais moderna que existe é envelhecer”
[video:https://www.youtube.com/watch?v=nXpMjB5SmnA%5D