Polícia busca músicas inéditas de Renato Russo, em estúdio no Rio

Denúncia do filho do artista acusa o estúdio de ocultar músicas que teriam sido gravadas por seu pai, em seus últimos anos de vida

Foto: Ricardo Junqueira/Arquivo Legião Urbana

Da Agência Brasil

A Polícia Civil cumpre hoje (26) mandado de busca e apreensão em um estúdio do Rio de Janeiro, para procurar músicas inéditas do cantor e compositor Renato Russo. A busca foi provocada por uma denúncia do filho do artista, que acusa o estúdio de ocultar músicas que teriam sido gravadas por seu pai, em seus últimos anos de vida.Giuliano Manfredini, filho de Renato, é o detentor dos direitos autorais da obra do pai, músico que fez sucesso nos anos 80 como vocalista da banda Legião Urbana, na década de 90, e gravou dois discos solo: The Stonewal Celebration Concert (1994) e Equilíbrio Distante (1995). Ele morreu em 1996, mas deixou algumas músicas gravadas, que foram aproveitadas pela gravadora para lançar o álbum póstumo O Último Solo, em 1997.

Em 2000, foi lançada uma coletânea com sua obra solo e mais duas músicas inéditas: as regravações de A Carta, de Erasmo Carlos, e A Cruz e a Espada, de Paulo Ricardo.

Segundo a Polícia Civil, o filho acredita, no entanto, que o pai teria gravado ainda mais músicas. A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial então abriu uma investigação para descobrir se o proprietário do estúdio de gravação usado por Renato Russo estaria ocultando essas canções inéditas.

 

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4 comentários

  1. Não entendi.
    Qual o crime?
    Todas as gravadoras têm montes de músicas “inéditas” em seus arquivos. A dinâmica do processo de criação de um álbum leva a isso. Grava-se diversas musicas, várias mais de uma vez, criando “versões”. Posteriormente passam tudo pela peneira definindo quais músicas entraram no disco e qual das versões ficou melhor. Sobra um resto de material não aproveitado que fica como arquivo. As gravadoras tem esse material de todos os artistas, não tem crime. Se eles lançassem uma coletânea dessas “inéditas” sem autorização do artista ou herdeiro seria outro assunto. Se não as gravadoras estão cometente crime contra todos os artista do mundo desde que se criou a primeira gravadora.

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    • André, se tiver algo do Renato Russo ele tem os seus direitos autorais, cujo detentor é o filho. O direito autoral se estabelece no ato da criação, portanto são obras cujo filho dele tem direito sobre.

      • O direito autoral de quem compoe a musica nao se confunde com o direito da gravadora com a qual o artista estava sob contrato. O direito autoral da musica é diferente dos direitos em relação às gravações feitas pela gravadora a qual o autor estava subordinado por contrato.
        Se o descendente acusasse a gravadora de lancar um cd de inéditas sem pedir autorização seria diferente por infringir direito autoral mas acusar de ter gravações é estapafurdio porque é direito, além de obrigação, da gravadora a guarda do seu acervo de produções do passado. As gravações em si pertencem a gravadora. Ela só não tem o direito de usá-la comercialmente sem autorização previa do titular do direito autoral.
        Todas as gravadoras tem arquivos imensos com anos de material nunca usado pelos artistas com quem mantém ou manteve contrato. Esse material lhe pertence e, as vezes, no caso de grandes artistas são eventualmente usados em reedições comemorativas ou de luxo como faixas bônus. Eu mesmo tenho vários cds de reedições com faixas com material “inédito”, “never before released” etc etc. Tenho Ella Fitzgerald, Pink Floyd, e outros. Tudo material perfeitamente legítimo dos arquivos da gravadora.
        Ninguem se lembra da briga do João Gilberto porque a gravadora queria relançar seus álbuns em versão remasterizada e ele não autorizou. Fez uso de seu direito como autor, mas as fitas master multipista estão ainda no acervo da gravadora pq são dela. João nao contestou a propriedade das gravações, só o uso do material sem sua autorização.

        • A notícia não explica quais direitos o filho de Renato Russo tem em relação ao estúdio e nem a sua motivação. De qualquer forma, ele obteve o direito da justiça para o mandato de busca. Presumo que o filho possa ter pedido para o estúdio alguma informação sobre a obra do pai ali arquivada e o estúdio pode ter negado. E fica a pergunta: mesmo que a gravadora e estúdios tenham o direito sobre a mídia que guardam, podem eles ocultar a informação das obras aos detentores dos direitos? E se o filho quiser ver as musicas de seu pai gravadas e o estúdio não?

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