Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
AnnaDutra
2 de agosto de 2015 11:17 amDanado!
Amigo Luciano,
Você é danado! Postou antes …
Adoro Legião!
☆☆☆☆☆
Esta é linda também!
[video:https://youtu.be/nM_gEzvhsM0%5D
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 11:19 amE que os cavaleiros andantes viessem com seus cavalos , em
capa e espada, e salvassem todas as mocinhas dos castelos assombrados por terríveis ou doces fantasmas !
MONTE CASTELO
[video:https://www.youtube.com/watch?v=U7p4QbqCmhc%5D
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 5:59 pmDado Villa Lobos
[video:https://www.youtube.com/watch?v=hOKHkXAIVA0%5D
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 11:27 amSaudade das cadeiras na calçada
Bom domingo, amiga Odonir!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=sp2nkNNAc4I%5D
jns
2 de agosto de 2015 12:41 pmCapital Inicial
[video:https://youtu.be/9-n-lJcbI_c width:600]
jns
2 de agosto de 2015 12:54 pmQue país é este?
…………………………É A PORRA DO BRASIL!
[video:https://youtu.be/admQ7OwOCfw width:600]
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 2:47 pmDom JNS!!!
Tem um lugar diferente…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=kiziOLs__b0%5D
Anna Dutra
2 de agosto de 2015 1:10 pmEsta também é ótima …
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ZBZ2rJuB0RU%5D
jns
2 de agosto de 2015 1:13 pmSagarana
Quando vim, nessa viagem, ficar uns tempos na fazenda do meu tio Emilio, não era a primeira vez. Já sabia que das moitas de beira de estrada (…)
Cavalgamos. Subimos. Subir mais. Agora, um lançante contínuo, serra avante em lombo longo, escalando o espigão. E, pronto, o mundo ficou ainda mais claro: a subida tinha terminado, e estávamos em notáveis altitudes.
Estalava em redor de nós uma brisa fria, sem direção e muito barulhenta, mas que era uma delícia deixar vir aos pulmões.
E a vista se dilatara: léguas e léguas batidas, de todos os lado colinas redondas, circinadas, contornadas por fitas de caminho e serpentinas de trilhas de gado; convales tufados de mato musgoso; cotilédones de outeiros verde-crisoberilo; casas de arraiais igrejinhas branquejando; desbarrancados vermelhos; restingas de córregos; píncaros azuis, marcando no horizonte uma rosa-dos-ventos, e mais pedreiras, tabuleiros, canhões, canhadas, tremembés e itambés, chãs e rechãs.
Ali, até uma criança, só de olhar ficava sabendo que a Terra é redonda. E eu, que gosto de entusiasmar-me, proclamei:
— Minas Gerais… Minas principia de dentro para fora e do céu para o chão…
Santana ouviu, e corrigiu:
— Por que você não diz: o Brasil?
E era mesmo. Concordei.
GUIMARÃES ROSA
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 2:49 pmSagarana II (o duelo… ou não)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=pMGaIQiB4wg%5D
A ver, no em-sido Pelos campos-claro: estórias
Se deu passado esse caso
Vivência é memória
Nos Gerais
A honra é-que-é-que se apraz
Cada quão
Sabia sua distinção
Vai que foi sobre
Esse era-uma-vez, ‘sas passagens
Em beira-riacho
Morava o casal: personagens
Personagens, personagens
A mulher
Tinha o morenês que se quer
Verdeolhar
Dos verdes do verde invejar
Dentro lá deles
Diz-que existia outro gerais
Quem o qual, dono seu
Esse era erroso, no à-ponto-de ser feliz demais
Ao que a vida, no bem e no mal dividida
Um dia ela dá o que faltou… ô, ô, ô…
É buriti, buritizais
É o batuque corrido dos gerais
O que aprendi, o que aprenderás
Que nas veredas por em-redor sagarana
Uma coisa e o alto bom-buriti
Outra coisa é o buritirana…
A pois que houve
No tempo das luas bonitas
Um moço êveio:
– Viola enfeitada de fitas
Vinha atrás
De uns dias para descanso e paz
Galardão:
– Mississo-redó: Falanfão
No-que: “-se abanque…”
Que ele deu nos óio o verdêjo
Foi se afogando
Pensou que foi mar, foi desejo…
Era ardor
Doidava de verde o verdor
E o rapaz quis logo querer os gerais
E a dona deles:
“-Que sim”, que ela disse verdeal
Quem o qual, dono seu
Vendo as olhâncias, no avôo virou bicho-animal:
Cresceu nas facas:
O moço ficou sem ser macho
E a moça ser verde ficou… ô, ô, ô…
É buriti, buritizais
É o batuque corrido dos gerais
O que aprendi, o que aprenderás
Que nas veredas por em-redor sagarana
Uma coisa e o alto bom-buriti
Outra coisa é o buritirana…
Quem quiser que cante outra
Mas à-moda dos gerais
Buriti: rei das veredas
Guimarães: buritizais!
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 3:01 pmGuimarães Rosa
[video:https://www.youtube.com/watch?v=MofSwfzq8YA%5D
O galo cantou na serra
Da meia noite pro dia
O touro berrou na vargem
No meio da vacaria
Coração, se amanheceu
De saudade que doía
As Lages vale um conto
Cordisburgo um e cem
Mas Curvelo não tem preço
Por que lá mora meu bem
As ruas de Curvelo
São todas feitas de chão
Quando passa um automóvel
Alevanta um poeirão
A poeira de Curvelo
Não faz mal pra ninguém, não
Do pulmão, lá ninguém morre
O que mata é o coração
Quero poeira de Curvelo
Com lama
Pirapora Aqui é que mais num fico
Amanhã eu vou-me embora
Minha gente vou-me embora
Mineiro tá me chamando
Mineiro tem esse jeito:
Chama a gente vai andando
jns
2 de agosto de 2015 4:27 pmParafraseando o erudismo Rosa
“O Curvelo vale um conto,
Cordisburgo um conto e cem.
Mas Ipatinga não têm preço,
Porque lá mora o meu bem…”
DIANINIE NUNES, DE IPATINGA, É A MISS BRASIL LATINA 2015
jns
2 de agosto de 2015 1:15 pmo ã mago do ô mega
Ocupação Haroldo de Campos
[video:https://youtu.be/lI15oVs2NCs width:600]
Anna Dutra
2 de agosto de 2015 1:28 pmÉpica!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=5_5-qSa_2iM%5D
Canal Youtube Luciano Hortêncio
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 1:32 pmÉpica!
Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu
Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu
Ia pra igreja só prá roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão
Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.
Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.
E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar
Dizia ele: “Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar”
E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal
“Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar”
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga
Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô
Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar
E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar
Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar.
Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
“Tem bagulho bom ai!”
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.
Fez amigos, freqüentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.
Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
“Vocês vão ver, eu vou pegar vocês”
Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general
Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu
Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
“Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter”
O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João
“Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cú na mão
E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião”
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
“Você perdeu sua vida, meu irmão”
“Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as conseqüências como um cão”
Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar
Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina
Mas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar
Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar
Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar
E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
“Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar”
Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez
Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou
E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor
E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão
No sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir
Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali
E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
“Se a via-crucis virou circo, estou aqui”
E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu
“Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”
E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor
E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV
E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz…
Sofrer…
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 1:36 pmO filme
[video:https://www.youtube.com/watch?v=qtmwQsiDIQw%5D
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 1:50 pmMais do Mesmo!!!
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 2:30 pmO italiano como tradução desse Renato
[video:https://www.youtube.com/watch?v=36_MvTQVTJM%5D
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 2:37 pm“La Solitudine”
[video:https://www.youtube.com/watch?v=27aKpufYKoA%5D
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 3:34 pmE para gregos e troianos, Anacreonte
” Quero, quero, eu quero amar.
Eis que o Amor mandou amar,
Mas eu tive um pensamento
Tolo e desobedeci.
Ele então ergueu o arco
E as douradas flechas suas
E chamou-me para a briga.
E eu tomando sobre os ombros
A armadura, como Aquiles,
Minha lança e meu escudo,
Com o Amor pus-me a lutar.
Ele vinha, eu fugia,
Logo lhe faltaram flechas
E ele se prostrou. Então
Atirou-se como um dardo,
E no meio do meu peito
Mergulhou e me desfez.
De que me serviu o escudo?
Que vou eu fazer por fora
Quando a luta é por dentro? “
Anacreonte,nasceu por volta de 560 a.C. Quando os persas sitiaram as cidades gregas da Ásia Menor, os habitantes de Teos deslocaram-se em massa para Abdera, na Trácia, e é possível que o Poeta haja participado dessa migração.
(Poesia grega e latina, Cultrix, p. 84)
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 4:32 pmUm tantinho anormais
ANORMAIS
Norma
Para acordar
Norma para dormir
Norma para falar
Norma para lembrar
Norma para esquecer
Norma
Régua compasso transferidor
De cima pra baixo
De baixo pra cima
Da esquerda pra direita
Da direta pra esquerda
Norma para chegar
Norma para conhecer
Norma para falar
Norma para tocar
Norma para beijar
Norma para estar em
Norma para sair de
Norma para busca
Norma para entrega
Norma para ler
Norma para ouvir
Norma para comer
Norma para degustar
Norma para olhar a estrada
O lago
A mata
A lua
A vida anormal.
Odonir Oliveira
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 5:23 pmROAD MOVIE
[video:https://www.youtube.com/watch?v=6MF9b8UaElA%5D
ROAD MOVIE
Roda olho
Move olho
Para olho
Passa boi passa boiada
Quem moraria naquela casinha
Quem cuidaria daquela vaquinha
Quem levarias as crianças pra escolinha
Passa boi passa boiada
Passa eucalipto ingazeiro indaiá figueira
Roda olho
Move olho
Para olho
Passa boi passa boiada
Quem moraria naquela cabaninha
Quem cuidaria daquela mocinha
Quem revelaria suas dores e seus encantos
Passa pedra pedregulho rocha
Velocidade
a estrada ferve
longa
corre contra o tempo
Roda olho
Move olho
Para olho
Passa boi passa boiada
Quem moraria ali atrás daquela cerca
Quem cuidaria daquele touceiral
Quem levaria a estrada consigo
Para bem mais longe
Bem mais longe
Arlequinal !
Odonir Oliveira
jns
2 de agosto de 2015 7:30 pmum
beijo rimado
abraço remado
Odonir Oliveira
3 de agosto de 2015 1:37 amEspero que tenhas gostado dos dois poemas
Se quiseres, coloca-os em teus vídeos no canal, ok.
A Norma e a Bel … interessantes pessoas.
jns
3 de agosto de 2015 2:54 amPoetisa Mineira
Agora eu digo como diz o dito ditado
Tenho inserido os seus belos poemas para dar um up singular aos meus vídeos amadores, muito, muito, muito despretensiosos.
Me enriquece interagir e me enche de orgulho despertar a sua honrosa e poética atenção em relação aos meus vídeos, que não passam de registros pueris das minhas andanças por aí; pelo sertão, que não é tão sertão como eu gostaria.
Por um lado já lamentei não ter gravado outros vídeos no passado – quando visitei a Casa Branca internamente, por exemplo -, mas receio que isto poderia ser percebido como uma exibição gratuita ou uma ostentação desnecessária, que, de qualquer modo, para mim, foram extraordinariamente importantes.
Quero, neste momento, pedir o seu perdão pelas provocações obtusas, que o Meu Parceirinho Maior já tá acostumado. Quando eu cutuco “as véinhas do Lulu”, penso, por caminhos inusuais, destacar este aspecto singular, que ninguém busca cumprir e tem a árdua tarefa de realizar. Ele, o nosso herói, é o Hércules do Ceará, que ainda não realizou os seus doze trabalhos de despoluição do Cocó, mas já sofreu mais de doze dúzias de porretadas carinhosas que dou nele.
O Lulu sabe que as nossas lorotas fluem como um papo de butiquim, onde vale tudo, desde sacanagens fajutas, resvalando pro machismo incorreto politicamente – tô nem aí – até alcançar algo especial da nossa rica cultura popular; área que o Lulu é craque.
Você também tá ficando boa nisso.
[video:https://youtu.be/zVa_jm60KlA width:600]
A Isabel é minha amiga e me protege das investidas de algumas madames potencialmente perigosas e mais atiradinhas e só faz me elogiar pra todo mundo – eu gosto muito dela.
A Norma mora em uma quitinete no mesmo prédio onde o bar esta localizado e cuida de uma garotinha extraordinária, a Maria Júlia, de seis aninhos, que é minha amiguinha e dança pra mim, quando é levada ao bar da Isabel.
A garotinha sempre pergunta por mim, quando fica muito tempo sem ir ao bar, e, quando vai, fica ansiosa me esperando para me abraçar.
Ela é super, super esperta e é muito bem informada para a sua idade, tornando-se mais interessante por isso.
Ela faz dança e qualquer tipo de música é fichinha pra ela rebolar até o chão, mas eu falo que no balé eu sou melhor e dou alguns passinhos dentro do bar. Ela fica excitada e passa a noite mostrando tudo que sabe e nunca se cansa de dançar, sujando a roupa e o próprio corpo no piso empoeirado do local.
Há pouco tempo ela foi revisitar Morro de São Paulo e me contou como o lugar é fascinante. Eu disse pra ela que conhecia o Morro de longe – desde Valença – e que iria comprá-lo só pra mim.
Ela ficou tão contrariada que chegou a chorar, contrapondo uma severa argumentação contrária à minha intenção de tomar conta daquele paraíso e ser o único dono de lá.
A Norma, voltando a falar dela, é uma pessoa simples, que dá uma mãozinha pra Isabel, quando o bar tá muito cheio, sem exigir nenhuma compensação financeira.
Quando apareço no bar, vou logo dizendo pra ela:
– E aí, tá tudo dentro da norma?
Ela sempre me diz que não e revela o largo sorriso de quem não teme e não deve nada a “Seu Ninguém”.
Já contei pra ela que criei um personagem chamado Norma, que é uma vizinha morna e ruim de cama, e que eu detesto todas as normas e regulamentos.
Eu sei que ela rí de tudo, por reconhecer que a nossa amizade é mais sincera, pois foi feita na porta de um butiquim.
Quer coisa melhor?
Estava esquecendo de contar que encontro no bar, pessoas que representam o amplo espectro do rico nosso tecido social, passando por delegados (entre eles o chefão atual da PC mineira), prostitutas, estudantes, operários sem nenhuma qualificação profissional, mas cheios de estórias pra contar, gente que vem da Rússia, da Ucrânia, de Moçambique (fiz algumas amizades com alguns moçambicanos), gays, empresários, alguns políticos, principalmente, em época de campanha, policiais militares (um deles, que está na Bolívia, agora, apesar de não beber me deu um litro de cachaça “so pra diretoria”), policiais civis, mendigos, gatas maravilhosamente lindas que trabalham na concessionária de véiculos localizada na frente do bar, engenheiros (um deles me contou que já viu o Nassif no Bar do Alemão e que conhecia o Paulo Vanzolini), butequeiros juramentados e… a lista é longa.
E a Isabel em rabada é uma beleza… ela é super elogiada pelo papá gostoso que sai do seu enjambrado fogãozinho de quatro bocas.
Aproveite a ociosidade criativa e confira a épica obra do nosso Homero de Iracema, em
https://jornalggn.com.br/noticia/agora-eu-digo-como-foi-dito-o-dito-ditado-por-luciano-hortencio
Abs!
Odonir Oliveira
3 de agosto de 2015 2:11 pmObrigada
Bacana ter amigos.
Não ligo para tomadas de muitíssimos volts. Tranquilidade. Sou de baixa amperagem.
Os botequins são celeiros… o Bar do Alemão fica bem perto de onde eu morava; ia a pé. Às 2ªs feiras sempre tem choro. Seu Nassif passa lá, quase sempre.
Conheci o anarquista sério lá, embora não se recorde de mim, talvez.
É um lugar adorável
Anna Dutra
2 de agosto de 2015 1:46 pmO SOL: Tempos idos …
[video:https://www.youtube.com/watch?v=IqCHnWadODk%5D
Anna Dutra
2 de agosto de 2015 1:52 pmMaestro, olha essa !!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=5TE-2tjbiA4%5D
Diamantes, de pedaços de vidro …
Laura Macedo
2 de agosto de 2015 2:02 pmBela homenagem!
Bela homenagem, amigo Luciano!
Gosto muito dessa:
“Vento no litoral” (Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá) # Legião Urbana.
Grande abraço.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=AIu_PpvSweQ%5D
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 2:50 pmPara a amiga Laura!
Com um caloroso abraço de parabéns pelo excelente 1000º Post com a griffe LAURA MACEDO!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=a-zzKZfTVYE%5D
Anna Dutra
2 de agosto de 2015 2:16 pmMetal !
[video:https://www.youtube.com/watch?v=IDTs12pcvOM%5D
Não sou escravo de ninguém
Ninguém é senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais
Eu sou metal
Raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal
Eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal
Sabe-me o sopro do dragão
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra
Tem a lua, tem estrelas
E sempre terá
Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo.
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão (4x)
É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos
Eu sou metal – raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então
Tudo passa
Tudo passará (3x)
E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!
Apenas começamos.
jns
2 de agosto de 2015 3:48 pmSônia Tavares
Tiro o meu chapéu e até a minha cueca pra Soninha, se ela cantar pro índio Mineiro, bem nos zovidinhos, pra ele esquecer – pelamor! – das véinhas do Comandante, pelo menos uma vez na vida.
Será que Deus vai atender esta súplica e vai livrar o Mineirinho do terrível desengano, que é acompanhar o Mestre Lulu em tosos os “postinhos” dele?
[video:https://youtu.be/LvNwG-Un0Uw width:600]
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 7:10 pmIngrato Comandante
[video:https://www.youtube.com/watch?v=yHsRf-8y1MQ%5D
OU… OU…
(ou calça de veludo ou (.) de fora?)
jns
2 de agosto de 2015 7:36 pmE COMEÇO AQUÍ
Augusto de Campos lê Haroldo de Campos
“… a não estória me desconta ou me descanta o avesso da estória que pode ser escória que pode ser cárie que pode ser estória tudo depende da hora tudo depende da glória tudo depende de embora…”
[video:https://youtu.be/-l9wqjlrhFA width:500]
e começo aqui e meço aqui este começo e recomeço e remeço o arremesso e aqui me meço quando se vive sob a espécie da viagem o que importa não é a viagem mas o começo da por isso meço por isso começo escrever mil páginas escrever milumapáginas para acabar com a escritura para começar com a escritura para acabarcomeçar com a escritura por isso recomeço por isso arremeço por isso teço escrever sobre escrever é o futuro do escrever sobrescrevo sobrescravo em milumanoites milumapáginas ou uma página em uma noite que é o mesmo noites e páginas mesmam ensimesmam onde o fim é o comêço onde escrever sobre o escrever é não escrever sobre não escrever e por isso começo descomeço pelo descomêço desconheço e me teço um livro onde tudo seja fortuito e forçoso um livro onde tudo seja não esteja seja um umbigodomundolivro um umbigodolivromundo um livro de viagem onde a viagem seja o livro o ser do livro é a viagem por isso começo pois a viagem é o começo e volto e revolto pois na volta recomeço reconheço remeço um livro é o conteúdo do livro e cada página de um livro é o conteúdo do livro e cada linha de una página e cada palavra de uma linha é o conteúdo da palavra da linha da página do livro um livro ensaia o livro todo livro é um livro de ensaio de ensaios do livro por isso o fimcomêço começa e fina recomeça e refina se afina o fim no funil do comêço afunila o começo no fuzil do fim no fim do fim recomeça o recomêço refina o refino do fim e onde fina começa e se apressa e regressa e retece há milumaestórias na mínima unha de estória por isso não conto por isso não canto por isso a nãoestória me desconta ou me descanta o avesso da estória que pode ser escória que pode ser cárie que pode ser estória tudo depende da hora tudo depende da glória tudo depende de embora e nada e néris e reles e nemnada de nada e nures de néris de reles de ralo de raro e nacos de necas e nanjas de nullus e nures de nenhures e nesgas de nulla res e nenhumzinho de nemnada nunca pode ser tudo pode ser todo pode ser total tudossomado todo somassuma de tudo suma somatória do assomo do assombro e aqui me meço e começo e me projeto eco do comêço eco do eco de um comêço em eco no soco de um comêço em eco no oco eco de um soco no osso e aqui ou além ou aquém ou láacolá ou em toda parte ou em nenhuma parte ou mais além ou menos aquém ou mais adiante ou menos atrás ou avante ou paravante ou à ré ou a raso ou a rés começo re começo rés começo raso começo que a unha-de-fome da estória não me come não me consome não me doma não me redoma pois no osso do comêço só conheço o osso o osso buco do comêço a bossa do comêço onde é viagem onde a viagem é maravilha de tornaviagem é tornassol viagem de maravilha onde a migalha a maravalha a apara é maravilha é vanilla é vigília é cintila de centelha é favila de fábula é lumínula de nada e descanto a fábula e desconto as fadas e conto as favas pois começo a fala
1963 | http://www.massimorizzante.com/album/e-inizio-qui.html
Haroldo Eurico Browne de Campos (São Paulo, 19 de agosto de 1929 — 16 de agosto de 2003) foi um poeta e tradutor brasileiro
jns
2 de agosto de 2015 7:54 pmMeu Rei
Bem, meu querido amigo
O seu conselho é muito bom
[video:https://youtu.be/tDNbLksghx8 width:500]
Mordred
2 de agosto de 2015 11:34 pmIngratidão?
Luciano, peço vênia para discordar de sua avaliação.
Ingratidão? Hum, ponta do iceberg. Esse é o menor problema do seu “amigo”. Sadismo, inveja, maldadezinha, vitória sem louro e glória, amarga. E continua expondo vísceras, avessos, …. Sade e Salieri querendo aprender e morrendo de inveja dssa historinha bacana… Exibição e afronta que diz muito sobre os personagens.
Sabe aqueles filmes bíblicos ? A esposa sibilante e o César cego de vaidade, cruel? Salomé e a cabeça do Batista? Sussurros, um elogio vagabundo nos ouvidos, bingo!, César uma marionete. Romanos…
Vi por aí tbm os gregos. Não podem faltar quando há podridão e miséria humana, intriga pusilânime e covarde. Rasteiro.
Se vc não mente, não consegue acompanhar. Dizem, são as “redes”. Não sei não, para mim o problema é outro. Vc não está conseguindo avaliar corretamente, parece ser uma boa pessoa.
Comandante? Está mais para marujo lavando o convés. Triste figura.
Não tenha pena. Quem tem pena, morre depenado.
lucianohortencio
3 de agosto de 2015 12:45 amMordred!
Discordo frontal e veementemente de seu comentário, que sequer será avaliado.
luciano
Cláudio José
2 de agosto de 2015 4:38 pmValeu Luciano, a minha
Valeu Luciano, a minha saudosa e preferida banda!
Alessandre de Argolo
2 de agosto de 2015 4:41 pmAí é som
Uma das canções mais poderosas do rock mundial de todos os tempos:
[video:https://youtu.be/GFrwU4Iz_ys%5D
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 6:12 pmTitãs – POLÍCIA
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Z1hITQSOcn0%5D
Alessandre de Argolo
2 de agosto de 2015 4:45 pmO Brasil é o país do futuro!
[video:https://youtu.be/IzZtlo3P9t4%5D
Jair Fonseca
2 de agosto de 2015 5:04 pmA ironia de “Baader-Meinhof
A ironia de “Baader-Meinhof Blues”: “Tudo parece ser tão real, mas você viu esse filme também…”
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_EXzfYJXYv0%5D
lucianohortencio
2 de agosto de 2015 6:19 pmSegurança
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_U_aDAQjV7g%5D
Ao Jair Fonseca!
will
2 de agosto de 2015 5:10 pmmeus destaques
Minha homenagem ao Renato Rocha
[video:https://www.youtube.com/watch?v=shnW2xBRbJE%5D
…
tranquilão
[video:https://www.youtube.com/watch?v=SO8h0B9tnH4 align:right]
Alessandre de Argolo
2 de agosto de 2015 5:52 pmEntrevista de Renato Russo dada à MTV Brasil
Quem entrevistou, ao que parece, foi a Soninha (acho que a entrevista foi em 1994):
[video:https://youtu.be/FynndgtRBL0%5D
jns
2 de agosto de 2015 7:45 pmhelenabela
Ilíada , Homero , poeta grego do século VIII a.C.
Tradução do poeta Manoel Odorico Mendes
Brando se escusa Páris: “Doce Helena,
Com essas lancetadas não me punjas:
Venceu-me o Atrida por favor de Palas;
Deuses mais faustos me farão vencê-lo.
Vamos em nossa cama congraçar-nos:
Tal ardor nunca tive e tais desejos;
Nem quando, arrebatada à meiga Esparta,
Velejava contigo, e a vez primeira
Na ilha Cranaé do amor gozamos;
Hoje mais te apeteço e mais te anelo.”
Então sobe adiante, e o segue a esposa;
No entalhado seu leito adormeceram.
Páris e Helena | Jacques-Louis David (França, 1748 – 1825)
Capturando a visão da lenda grega de Páris, filho do rei de Tróia, como a perfeição da masculinidade, e Helena, filha do rei de Esparta, que possuía a reputação de mulher mais bela do mundo, como o símbolo de beleza feminina e a atração sexual, Jacques-Louis David pintou os lendários amantes em seu ninho de amor. O assunto é amor, expressa pela presença de Cupido e a sensualidade do desenho, ao invés do rapto de Helena por Páris ou a Guerra de Tróia que se seguiu como resultado.
Já em 1786, o conde d’Artois, irmão dos reis Luís XVI e Luís XVIII, encomendou uma pintura sobre este tema e David trabalhou nela durante pelo menos dois anos, concluindo a sua obra em 1788. Neste desenho e outros, ele desenvolveu uma composição serena, com gestos afetuosos e um ambiente antigo luxuosamente decorado, mantendo a composição e o tom emocional na pintura final.
http://www.getty.edu/art/collection/objects/17/jacques-louis-david-paris…
jns
2 de agosto de 2015 8:12 pmO amor é assim
“Qualquer minuto perto, o tesão só aumenta”
Ninguém duvida que o Mineirinho tá mandando um beijaço pra Sarah Vieira.
[video:https://youtu.be/Cun8lfVS-5o width:600]
[video:https://youtu.be/MTGqtujZWzE width:600]
[video:https://youtu.be/CkJ4KMacMgg width:600]