Consumo das famílias apresenta estabilidade

Jornal GGN – Depois de dez meses consecutivos de queda, nos menores índices já registrados desde janeiro de 2010, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou estabilidade em dezembro. O índice atingiu 76,5 pontos, resultado 0,1% superior ao registrado no mês de novembro e 36% inferior ao verificado no mesmo período do ano passado.

O índice de dezembro mostrou diferenças na intenção de consumo das famílias com maior renda e entre aquelas que recebem abaixo de dez salários mínimos: enquanto o nível de confiança das famílias mais ricas subiu 1,9% na comparação mensal, entre aquelas com rendimento inferior o índice registrou queda de 0,3%.

O componente que mede a satisfação com o emprego atual é o único que segue acima da zona de indiferença, de 100 pontos. Mesmo assim, o índice, que ficou em 103,6 pontos, registra quedas de 0,9% em relação ao mês anterior e 20,6% na comparação anual. Apenas 30,2% das famílias se sentem mais seguras em relação ao emprego atual.

“Apesar de ser uma leve alta na comparação mensal, estatisticamente significa apenas estabilidade no ritmo de queda. É um efeito sazonal, pelo fato de dezembro ser um mês caracterizado pela geração de vagas temporárias e por maiores gastos dos consumidores por conta do Natal – ainda que neste ano o cenário não confirme o otimismo característico de outros anos”, explica Juliana Serapio, assessora Econômica da CNC, em comunicado.

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Entretanto, as famílias mostraram leve melhora nas perspectivas em relação ao mercado de trabalho na comparação mensal, com alta de 2,4%. Para a CNC, embora a geração de vagas temporárias estar bastante aquém dos últimos anos, dezembro ainda é um mês que gera otimismo em termos de colocação em postos de trabalho, em razão das festas de final de ano.

Apesar da estabilidade no índice, a Confederação acredita que o Natal deve refletir o desaquecimento visto ao longo do ano de 2015, e não será animador para o mercado de trabalho nem para os consumidores. Para 2015 a CNC prevê queda de 4% nas vendas do varejo restrito. Já no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção, a previsão é de queda de 7,1%.

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