4 de junho de 2026

Consumo das famílias apresenta estabilidade

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Jornal GGN – Depois de dez meses consecutivos de queda, nos menores índices já registrados desde janeiro de 2010, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou estabilidade em dezembro. O índice atingiu 76,5 pontos, resultado 0,1% superior ao registrado no mês de novembro e 36% inferior ao verificado no mesmo período do ano passado.

O índice de dezembro mostrou diferenças na intenção de consumo das famílias com maior renda e entre aquelas que recebem abaixo de dez salários mínimos: enquanto o nível de confiança das famílias mais ricas subiu 1,9% na comparação mensal, entre aquelas com rendimento inferior o índice registrou queda de 0,3%.

O componente que mede a satisfação com o emprego atual é o único que segue acima da zona de indiferença, de 100 pontos. Mesmo assim, o índice, que ficou em 103,6 pontos, registra quedas de 0,9% em relação ao mês anterior e 20,6% na comparação anual. Apenas 30,2% das famílias se sentem mais seguras em relação ao emprego atual.

“Apesar de ser uma leve alta na comparação mensal, estatisticamente significa apenas estabilidade no ritmo de queda. É um efeito sazonal, pelo fato de dezembro ser um mês caracterizado pela geração de vagas temporárias e por maiores gastos dos consumidores por conta do Natal – ainda que neste ano o cenário não confirme o otimismo característico de outros anos”, explica Juliana Serapio, assessora Econômica da CNC, em comunicado.

Entretanto, as famílias mostraram leve melhora nas perspectivas em relação ao mercado de trabalho na comparação mensal, com alta de 2,4%. Para a CNC, embora a geração de vagas temporárias estar bastante aquém dos últimos anos, dezembro ainda é um mês que gera otimismo em termos de colocação em postos de trabalho, em razão das festas de final de ano.

Apesar da estabilidade no índice, a Confederação acredita que o Natal deve refletir o desaquecimento visto ao longo do ano de 2015, e não será animador para o mercado de trabalho nem para os consumidores. Para 2015 a CNC prevê queda de 4% nas vendas do varejo restrito. Já no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção, a previsão é de queda de 7,1%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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