Micro e pequenas empresas de SP perdem receita em setembro

Jornal GGN – As micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo registraram queda de 19,2% no faturamento real (já descontada a inflação) em setembro na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo a pesquisa de indicadores divulgada pelo Sebrae-SP. Foi o maior porcentual de queda para um mês de setembro em relação a igual período do ano anterior desde o início do levantamento da série, em 1998.

A receita total das MPEs em setembro foi de R$ 48,1 bilhões, R$ 11,5 bilhões abaixo da registrada em setembro de 2014. No acumulado de janeiro a setembro, a redução no faturamento chega a 12,1% sobre o mesmo período de 2014.

Ao comparar o resultado de setembro com o visto em 2014, o recuo no faturamento atingiu todos os setores: foi de 8,5% na indústria, de 18,5% no comércio e de 23,6% nos serviços, este puxado para baixo pelo fraco desempenho dos segmentos de serviços prestados às empresas e de transporte e armazenagem.  No caso da indústria, a queda menos acentuada ante os outros setores se deve à base mais fraca de comparação. Em setembro de 2014, a indústria havia apresentado redução de 2,6% no faturamento sobre setembro de 2013 e em igual período, a receita média das MPEs do Estado teve aumento de 6,9%.

De acordo com o levantamento, a queda no faturamento das MPEs está ligada ao nível mais fraco de demanda na economia, à piora nas condições do mercado de trabalho, com mais desemprego e redução na renda real dos trabalhadores. Esses fatores contribuíram para a diminuição do consumo das famílias, enfraquecendo, também, a procura das empresas por insumos e serviços de outras empresas.

Leia também:  A importância da universidade no desenvolvimento do setor energético brasileiro

Segundo especialistas do Sebrae-SP, “a economia não tem dado sinais de reação e a consequência é a piora nos resultados das empresas, ainda mais nas micro e pequenas que são mais dependentes do mercado interno. Esse cenário só vai melhorar se houver uma mudança de rumo e a retomada do crescimento”.

De janeiro a setembro, as MPEs paulistas aumentaram em 1,7% o total de pessoal ocupado (sócios-proprietários, familiares, empregados e terceirizados) em relação ao acumulado de igual período do ano passado. Porém, a folha de salários teve redução real de 1,6% e o rendimento dos empregados caiu 2%.

Para os próximos seis meses, 56% dos donos de MPEs paulistas disseram, em outubro, esperar estabilidade no faturamento do negócio, o que demonstra uma pequena queda ante outubro de 2014, quando 58% deles tinham essa expectativa. Os que aguardam piora no faturamento são 12%; um ano antes, 7% compartilhavam essa opinião. Os que acreditam em melhora são 23%; em outubro de 2014 a parcela de quem pensava assim era de 26%.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome