Pedidos de falência avançam 26,5% no primeiro semestre de 2016

Pequenas empresas representam 86% dos pedidos de falência

Jornal GGN – Os pedidos de falência subiram 26,5% durante o primeiro semestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, segundo dados divulgados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Em junho, o número de pedidos de falências aumentou 20,2% na comparação mensal e 22,8% na comparação com junho de 2015.

O volume de falências decretadas aumentou 11,3% nos primeiros seis meses do ano em relação ao visto em período anterior. Na comparação interanual, os dados cresceram 0,9% e recuaram 15,6% ante o registrado em maio.

Os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas também seguiram tendência de alta no primeiro semestre, cp, i, acréscimo de 113,5% e 118,8%, respectivamente. O crescimento das falências no primeiro semestre de 2016 é bem mais significativo do observado no primeiro semestre de 2015, quando os pedidos acumulavam alta de 9,2%.

As pequenas empresas representam cerca de 86% dos pedidos de falências e 92% das falências decretadas. Tanto nos pedidos de recuperação judicial como nas recuperações judiciais deferidas, as pequenas empresas também correspondem ao maior percentual, 93% e 92% respectivamente.

Na divisão por setor da economia, o setor de serviços foi o que representou mais casos nos pedidos de falência (40%), seguido do setor industrial (34%) e do comércio (26%). Embora não seja o setor responsável pelo maior percentual de falências, o setor industrial foi o único que cresceu acima dos 26,5%, crescendo 30,6%.  Serviços cresceram 29,5% e comércio 16,3%.

“A fraca atividade econômica e os elevados custos atingiram fortemente o caixa das empresas ao longo de 2015, e os pedidos de falência fecharam aquele ano com crescimento de 16,4%. Já as recuperações cresceram 51,0%. A tendência de alta não só continuou como se intensificou neste primeiro semestre do ano”, diz a Boa Vista SCPC. “Sem previsão de mudança no cenário macroeconômico em 2016, os indicadores parecem conservar, de forma mais intensa, a tendência observada ao longo de 2015”.

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