Programa de venda de títulos públicos tem maior demanda desde criação do programa, em 2002

Jornal GGN – O Tesouro Direto encerrou o mês de março com um volume recorde de investidores. Levantamento elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional mostra que o programa de vendas de títulos públicos a pessoas físicas registrou a adesão de 33.456 participantes no mês passado, maior procura mensal desde a criação do programa, em 2002.
O total de investidores cadastrados no Tesouro Direto soma 708.711, o que representa incremento de 46,3% apenas nos últimos 12 meses. No mês passado, as vendas de títulos públicos pela internet somaram R$ 1,75 bilhão. O montante é o segundo maior do ano, perdendo apenas para janeiro: R$ 1,848 bilhão. O recorde histórico foi registrado em maio do ano passado, quando as vendas tinham totalizado R$ 2,411 bilhões.
No mês passado, os títulos mais vendidos foram os corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, que concentraram 60% das vendas.
Em segundo lugar, vieram os papéis vinculados à taxa Selic (juros básicos da economia), que responderam por 27% das vendas, e, em terceiro, os títulos prefixados (com juros definidos antecipadamente), que responderam por 13% das vendas. Os investimentos de menor valor continuaram a liderar a preferência dos aplicadores. As vendas abaixo de R$ 5 mil concentraram 66,7% do volume aplicado no mês.
Em relação à composição do estoque por prazo, tem-se que 5,2% dos títulos vencem em até 1 ano. A maior parte, 49,6%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos, por sua vez, correspondem a 28,6% e os com vencimento acima de 10 anos, a 16,7%.
Com o resultado de março, o estoque do Tesouro Direto registrou um montante de R$ 29,3 bilhões, o que significa aumento de 4,7% em relação ao mês anterior (R$ 28,0 bilhões) e aumento de 75,5% sobre março de 2015 (R$ 16,7 bilhões).
Em relação à rentabilidade acumulada no mês, a pesquisa destaca a rentabilidade dos títulos Tesouro Prefixado 2023, Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2027 e Tesouro IPCA+ 2035, que registraram variação de, respectivamente, 14,08%, 13,78% e 20,81% no mês. No que se refere à rentabilidade acumulada em doze meses, destaque também para o título IPCA+ 2035, com alta de 17,06%.
Geraldo Bull
24 de abril de 2016 12:51 pmTotal de investidores no Tesouro Direto bate recorde em março
Corremos risco dos abutres resgatarem tudo de uma só vez e na marra?
Ale Nogueira
24 de abril de 2016 4:13 pmSe o fizerem em menos de 2
Se o fizerem em menos de 2 anos, o imposto de renda é brabo!
Exceto os títulos, Selic, os outros são marcados a mercado, se houver muito resgate o preço cai.
Ale Nogueira
24 de abril de 2016 4:15 pmE isso porque o Copom não
E isso porque o Copom não subiu a taxa. Imagine se o tivesse feito.