Como seria o futuro da aposentadoria dos brasileiros se fosse retirada toda a responsabilidade do governo em garantir esse direito e, ao contrário, empresas controlassem as quantias depositadas mês a mês pelos trabalhadores?

A mesma proposta que hoje tramita no Congresso brasileiro, de capitalização individual, foi discutida há 40 anos em um país vizinho ao nosso, o Chile.

Com somente 18 milhões de habitantes, o Chile enfrentou o dilema de privatizar a aposentadoria durante a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), uma das piores e mais longevas da América Latina.

Em 1980, o ditador publicou um decreto modificando por completo as pensões no País: as chamadas Administradoras de Fundos de Pensões (AFP) – que nada mais são do que empresas privadas do setor financeiro – passaram a controlar as arrecadações dos trabalhadores.

Quase 40 anos depois, o cenário é de um completo desastre.

Para entender como funciona, na prática, a entrega das aposentadorias ao sistema privado, o GGN, portal comandado pelo jornalista Luis Nassif, quer apresentar ao Brasil uma cobertura completa sobre o exemplo do Chile, conversando com economistas de referência naquele País e com os aposentados chilenos, narrando o cenário que enfrentam, como se chegou a isso e porque se pode considerar que o experimento neoliberal dos EUA na América Latina se tornou um verdadeiro fracasso.

>>> Clique aqui para ser um doador <<<

Uma repórter do GGN irá ao Chile entrevistar especialistas em Previdência e aposentados, percorrer o histórico local da reforma e resgatar os argumentos usados para convencer o País a mudar o sistema.

Leia também:  Uma análise da votação da reforma da previdência, por Daniel Samam

Também preparamos uma entrevista exclusiva com um “Chicago Boy” dissidente, que estudou na Escola de Chicago e contará porque o neoliberalismo não funciona nas realidades latino-americanas.

Os produtos desse trabalho jornalístico serão uma série especial de reportagens e um documentário em vídeo.

Se momentaneamente a capitalização foi retirada do texto da reforma da Previdência votado pela comissão especial da Câmara dos Deputados, na segunda semana de junho, o governo Bolsonaro já afirmou que irá fazer o possível para reincluir a mudança do sistema na pauta. Da mesma forma, o ministro da Economia Paulo Guedes, que também estudou na Universidade de Chicago, anunciou que não aceitará a retirada da capitalização da Previdência.

Você pode participar doando valores a partir de R$ 10.

As doações especiais serão retribuídas com acesso antecipado ao produto final.

Acesse: www.catarse.me/oexemplodochile

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

5 comentários

  1. Bom dia!
    Pretendo colaborar mas não me sinto a vontade de partilhar dados pessoais em sites. Nao é um problema da plataforma, certamente confiável, é pessoal e coisa de velho.
    O GGN têm meu email. É possivel o envio de algum boleto?

  2. Será que daria para sair o Xadrez de como a lava jato quebrou as grandes empresas de engenharia do país? Não li, mas jornalista da fsp/uol escreveu defendendo a lava jato desta culpa. Como o GGN é criterioso e didático e não vi outros órgãos explicar isto, parece importante esta explicação.

  3. Também já assinei e vou partilhar regularmente nas redes sociais. Documentários como esse são essenciais para informarmos aos brasileiros a miséria que representa essa reforma.

  4. Por falar em documentário, neste espaço não se fala mais do “Democracia em Vertigem”. Desculpe, Nassif, mas fica difícil colaborar. Seria o mesmo que ajudar o “Brasil Paralelo” e esperar deles um “documentário” de “verdade” sobre qq assunto!

    1
    1

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome