
Quando Getúlio Vargas, em maio de 1954, anunciou o aumento de 100% no salário mínimo, estava dando, sem perceber, o início à sua via crucis. Houve forte oposição midiática, partidária e de setores de empresariado, em consonância com a insatisfação da minúscula classe média da época, além de militares de alta patente (lembrar do Memorial dos Coronéis). Rapidamente, do “descalabro financeiro” que a medida “certamente representaria” até o “mar de lamas da corrupção” a retórica anti-getulista só precisaria de um pequeno salto. Três meses foram o suficiente para levá-lo ao suicídio.
Aumento do salário mínimo acima do crescimento do PIB, ganhos reais das classes mais baixas, profissionalização das empregadas domésticas, ascensão de grupos sociais das classes E para D e D para a C, políticas de transferência de renda, cotas para universidades, tudo isso produz um profundo incômodo nas classes A, B e, não podemos esquecer, a C tradicional.
Mais carros nas ruas significa que pobres desceram dos ônibus, atrapalhando o trânsito. Mais gente nos restaurantes significa que “terei” que procurar os mais caros – o mesmo nas escolas privadas. Em que momento da história, vimos as classes A e B preocupadas com a saúde no país? Nunca. Até que uma “cambada” começou a adquirir planos e obrigou aqueles poucos usuários a migrar para planos mais caros.
A guerra atual é econômica. Encontrar o porteiro em Nova York realmente, como diria Danuza Leão, é insuportável.
Por isso cai como uma luva o pronunciamento de Armínio Fraga, afirmando que o salário mínimo está muito alto. É bem diferente ter que pagar R$ 750, ainda que míseros, para uma empregada doméstica fora os encargos, ou poder remunerar, como disse Delfim Neto, este “animal doméstico” com uns R$300 ou menos, que foi o SM que Fraga deixou quando saiu do governo em 2002.
Ora, um salário de 300 para uma jornada diária de 8 horas, e ainda quem sabe poder dormir no trabalho – naquele nojento “quartinho de empregada” – significa direito a mucamas, herdeiras da escravidão. Não ter este “direito” é demais para as classes mais abastadas. Ainda mais quando se sabe que ser abastado no Brasil é ganhar mais de 4 ou 5 mil reais.
Numa sociedade que atravessou o século com heranças escravagistas (basta ver quanto usineiros pagavam aos seus lavradores, antes da regulamentação do trabalho rural, ou como a mídia conservadora esperneou quando a Previdência passou, no governo Lula, a garantir a aposentadoria para camponeses), a ideia de uma sociedade mais igualitária ou, para ser mais preciso, menos “diferenciada” economicamente é um acinte.
A subida do salário mínimo referencia vários serviços: cabeleireiras podem cobrar mais – que abusadas – o pedreiro passa a querer “um absurdo”, o condomínio ficou mais caro, porque o salário do porteiro está “pela hora da morte”, e o motorista ousa me deixar na mão porque conseguiu coisa melhor: “Imagina, virou taxista e autônomo!”. Tudo isso é insuportável para um país acostumado à transferência de renda às avessas.
Isso porque esta nação teve o desplante de saltar do vergonhoso penúltimo lugar entre os mais desiguais, à época de FHC, para a posição atual de 17o. em desigualdade – em 170 nações do mundo. É o fim dos tempos!
Há hoje 153 em melhores condições de igualdade (o tal índice Gini). Portanto, continuamos nos envergonhando. Mesmo assim, o governo petista que se cuide, se, reeleito, conseguir reduzir ainda mais a desigualdade.. O ódio de classe tende a se elevar a níveis quase nazistas nos próximos anos.
Pois a guerra é eminentemente econômica. As classes A e B e a C tradicional (principalmente na faixa intermediária) querem aquele mundo de volta. Assim que retiradas todas estas conquistas, o pais voltaria à sua calmaria habitual. Uma calmaria de cada um em seu lugar. Uma calmaria covarde, mantida muitas vezes sob punhos fortes. Se necessário, a gente chama a PM para conter os rebeldes. Ou quem sabe reduz a idade penal, para trancafiá-los desde novos.
As velhas classes médias tinham orgulho da desigualdade. Afinal, a pobreza material do outro escondia, como um maquiador profissional, a própria pobreza moral de uma elite que parece ter, mesmo sem ter vivido, saudade da escravidão.
Em tempo: O complexo de vira-latas tem mesma idade da “Abolição”. Ao ver aqueles pretos libertos “vadios” nas ruas, não se aguentava. Já não bastava o calor? “Que Paris é esta meu deus?”. Coincidentemente, ou não, é o mesmo complexo que vem servindo para a atual revolta das elites.
Ivan de Union
19 de outubro de 2014 9:20 pmEh isso, Weden. Porque nao
Eh isso, Weden. Porque nao retrocedemos o Brasil em 200 anos so pra ver o que vai acontecer?
Malú
19 de outubro de 2014 9:22 pmPois é Weden, é o mais puro e
Pois é Weden, é o mais puro e refinado banzo. Banzo que se transforma em ódio quando a empregada chega cheirando o mesmo perfume (que comprou em várias prestações) da patroa, e a bolsa então, aquela cópia igualzinha àquela que a patroa comprou por R$13.000… é insuportável.
alfredo machado
19 de outubro de 2014 9:25 pmMúltiplo
Nassif,
Não passa disto, um múltiplo plebiscito de uma só vez,
SIM ou NÃO para o PT- Lula-DR;
SIM ou NÃO para a redução das desigualdades;
SIM ou NÃO para cada vez mais 3 P viajando de avião, comprando carros 0 km.;
SIM ou NÃO para retornarmos ao penúltimo lugar no Gini.;
SIM ou NÃO prá voltar a deixar milhões de nordestinos no breu, e mais alguns SIM ou NÃO nesta mesma toada.
Idiro
19 de outubro de 2014 9:25 pmTalvez uma parcela da classe
Talvez uma parcela da classe alta vê a ascenção da classe pobre como um problema. Mas isso é uma minoria.
O que vejo, quando falo com os muitos anti-petistas que conheço é mesmo o problema da corrupção. Um amigo insiste em dizer que votou no Lula porque acreditava que ele acabaria com a corrupção, mas ao invés disso, Lula a “institucionalizou”. O antipetismo, em minha experiência, é como uma religião. Uma vez que a pessoa se converte, não adianta argumentar. Pode-se trazer 500 exemplos. Não serão suficientes.
Alguns se tornam somente crentes do antipetismo. Outros se tornam fiéis radicais, que são capazes de tudo, até mesmo de perder grandes amizades antigas, ou passar a torcer contra a seleção brasileira, por causa de sua fé. Fé no antipetismo. O petismo passa a representar o mal. Tentar convencer uma pessoa do contrário é igual a tentar convencer a pessoa de que sua religião não faz sentido. É inútil. Mas não são pessoas más. Pelo contrário, vejo o “antipetismo de fé” em pessoas que nunca fizeram mal a ninguém, que nunca tiveram preconceito nenhum, que nunca se meteram em confusão, que trabalham e educam seus filhos com dedicação. Também não são idiotas. Vejo constantemente esse tipo de antipetismo em pessoas educadas, com doutorado, leitura, etc, mas que alimentam essa “religião” antipetista sem base nem argumentação, e não tem jeito.
É algo a ser estudado.
Georgeis10
19 de outubro de 2014 10:43 pmÉ a boa e velha psicologia
É a boa e velha psicologia infantil que explica isso… o PT seria ‘o lobo fantasiado de vovozinha’…. Só rindo…
Cláudio José
19 de outubro de 2014 9:38 pmNa minha pesquisa interna a
Na minha pesquisa interna a Dilma vence e com uma boa margem! Os institutos falam o que o mercado que ouvir!
Edivaldo Dias Oliveira
19 de outubro de 2014 9:45 pmProconsult à vista!
http://inverta.org/jornal/agencia/politica/denuncia-do-golpe-eleitoral-contra-a-reeleicao-de-dilma-rousseff-no-brasil
Ameaça à vista.
Não deixe que a Globo repita a tentativa de roubo sobre o povo carioca no RJ, na eleição do Brizola. O texto é imenso, nem lí todo, mas assinei o manifesto assim mesmo. Sugerí aos organizadores que dessem uma enxugada no texto e apontassem para o que ocorreu quando da eleição do Brizola no rio e que agora a Globo quer estender para todo o Brasil, reforcem isso se concordarem.
Fernando Antonio Moreira Marques
19 de outubro de 2014 9:50 pmA Raiva dos Preconceituosos está me incomodando…
O triste é ver que muitos dos que serão prejudicados pela eleição do Aécio vão votar nele…
Dependendo da quantidade de inocentes úteis que a mídia cooptou será desmontado o Estado Social. Para gáudio da Direita Raivosa e tristeza da Esquerda que vive dando murros em ponta de faca.
BHZ
19 de outubro de 2014 10:00 pmLuta de classes
Episódio simples que atesta a intensificação da luta de classes: no sacolão perto da minha casa, os funcionários estavam todos defendendo a Dilma, enquanto os consumidores (classe média tradicional) ficavam chamando o Lula de ladrão.
Nunca a luta de classes foi tão clara no cotidiano!
Carlos FM
19 de outubro de 2014 10:08 pmPrimeiro as coisas primeiras!
Parabéns, Weden, por, como sempre, colocar primeiro as coisas primeiras. A escravidão é a roda de ferro em torno da qual gira a HIstória do Brasil. Enquanto suas nefastas heranças econômicas, legais e sociais não forem superadas, o país avançará com uma bola ferro (também) amarrada em seus pés.
alvaro cesar guimaraes
19 de outubro de 2014 10:09 pmDizem que esta frase foi dita
Dizem que esta frase foi dita pelo grande jurista e socialista San Tiago Dantas:
A Índia tem uma elite maravilhosa, mas um povo de merda. No Brasil nós temos um povo maravilhoso, mas uma elite de merda. Para minha tristeza isso é de uma verdade profunda. Uma vez num churrasco com conhecidos, fiquei ababascado quando ouvi a indignação de uma senhora com relação a sua funcionaria domestica que queria comprar um smartphone Apple para a filha. A mulher disse textualmente,’ Olha que absurdo, aonde vamos parar com isso. Ninguém mais conhece o seu lugar’. Eu fui o único que ficou quieto e os demais concordando com este absurdo. Não sei o que vai ser do Brasil. A elite economico/financeiro (com apoio dos Estados Unidos) não suportarão mais 4 anos de um governo que distribui rendas e da primazia a industria nacional, que apoiada pela essa nossa imprensa oligopolista (Abril , Folha Estadão , Globo RBS) e golpista, vão de todas as maneiras possíveis criminalizar mais ainda o governo atual. Professor Moniz Bandeira demonstra de forma cabal esse Regime Change em seu livro ‘a Segunda Guerra Fria’. Estou muito temeroso com o Brasil, cuja sociedade se apresenta doente, dando margens aos neofacistas e reacionarios da direita.
alvaro cesar guimaraes
19 de outubro de 2014 10:10 pmDizem que esta frase foi dita
Dizem que esta frase foi dita pelo grande jurista e socialista San Tiago Dantas:
A Índia tem uma elite maravilhosa, mas um povo de merda. No Brasil nós temos um povo maravilhoso, mas uma elite de merda. Para minha tristeza isso é de uma verdade profunda. Uma vez num churrasco com conhecidos, fiquei ababascado quando ouvi a indignação de uma senhora com relação a sua funcionaria domestica que queria comprar um smartphone Apple para a filha. A mulher disse textualmente,’ Olha que absurdo, aonde vamos parar com isso. Ninguém mais conhece o seu lugar’. Eu fui o único que ficou quieto e os demais concordando com este absurdo. Não sei o que vai ser do Brasil. A elite economico/financeiro (com apoio dos Estados Unidos) não suportarão mais 4 anos de um governo que distribui rendas e da primazia a industria nacional, que apoiada pela essa nossa imprensa oligopolista (Abril , Folha Estadão , Globo RBS) e golpista, vão de todas as maneiras possíveis criminalizar mais ainda o governo atual. Professor Moniz Bandeira demonstra de forma cabal esse Regime Change em seu livro ‘a Segunda Guerra Fria’. Estou muito temeroso com o Brasil, cuja sociedade se apresenta doente, dando margens aos neofacistas e reacionarios da direita.
Ed Döer
19 de outubro de 2014 10:11 pmO problema de defender que se
O problema de defender que se trata de uma guerra contra a redução da desigualdade é ignorar ou desconsiderar que o cenário político atual pode ter várias explicações, muitas delas conhecidas e “marteladas” pelo “lado de cá”. Antipetismo, corrupção, etc. Mas tem uma que não vejo ser abordada e discutida, que é a possibilidade de que nem todo mundo se sente representado, defendido ou favorecido pelo governo atual.
Ficando num exemplo banal, pro excluído (ou pelo menos não numa situação financeira que permita ter algum plano de saúde), um médico cubano pode ser uma dádiva, tanto que o posto de saúde aqui perto de casa estaria sem médico se não fosse o programa. Agora, para quem não depende do SUS e já está praticamente acostumado com a saúde privada, o impacto de tal medida é zero e só será considerada positiva quando se tem empatia pelo próximo. Já o médico privado, pela reação da categoria, dá para dizer, que no geral, viu isso como uma ameaça ao “seu mercado”.
Muita gente vai quebrar a cara com uma eventual vitória do Aécio? Possivelmente. Mas se tal vitória ocorrer, será em parte pelas falhas, principalmente de comunicação do governo atual, que não soube vender seu peixe adequadamente para todos. Seja no ambiente universitário como no setor público (federal) noto gente abraçando o tucano como algo positivo e ignorando todos os dados existentes sobre ele e o PSDB no poder. Reclamam do povo ignorante que vota Tiririca (e outros nomes), mas na prática seu voto se resume ao “pior que tá não fica” do já célebre deputado.
Mas pode ficar bem pior, seja pelo que o PSDB pode fazer no poder, como pelo descrédito na democracia que pode se seguir depois de tal desilusão com a política que um novo governo tucano provocaria.
joao
19 de outubro de 2014 10:23 pmED
Selecionei: – ” Já o médico privado, pela reação da categoria, dá para dizer, que no geral, viu isso como uma ameaça ao “seu mercado”.”.
Nao creio, antes podia fazer morte seletiva: primeiro os mais pobres, as oposicoes a estes mercado (caso do medico contra a Dilma) e assim por adiante.
peregrino
19 de outubro de 2014 10:15 pmclasse alta jovem é assim mesmo…
a intermediária é mais de responsa e discretamente vem diminuindo o 48%
o que mais se ouve, com a saída da Marina:
“””na dúvida, eu não quero sacrificar o meu futuro ao presente, votando no Aécio””’.
demais equilibradas com votos garantidos…Perdeu! Vai trabalhar playboy vagabundo!!!
peregrino
19 de outubro de 2014 10:27 pmna intermediária e média baixa tem um detalhe interessante…
renda sem muita folga, mas com dívidas sob controle
reparem que é muito diferente de ter muito ou, em termos de livre consumo, de não ter nada ou pouco
ninguém, de responsa, gosta de mudar governo assim condicionados
Filipe Rodrigues
19 de outubro de 2014 10:30 pmA grande maioria da classe
A grande maioria da classe alta votar contra o PT é absolutamente normal, ruim se fosse o contrário.
Por outro lado, o PT perder por uma grande diferença da classe média alta é inaceitável, não é apenas despolitização de seus eleitores mas o descaso petista com a comunicação.
Integrantes da classe média alta tem boa situação financeira, mas 90% nunca será milionário. Eles também tem bom gosto e são muito mais sofisticados que ricos e pobres.
Não dá para entender o anti-petismo contra um partido anti-establishment que além da justiça social, tem como suas bandeiras o combate a ignorância e o culto ao dinheiro.
Está mais que na hora do PT trabalhar duro para atingir esse segmento social
Centelha, o retorno
19 de outubro de 2014 10:35 pmWeden,
parabéns pelo
Weden,
parabéns pelo excelente texto. Compartilhei com todos os meus amigos.
Assino embaixo.
Em nenhum lugar do mundo, os privilegiados consentiram em abrir mão de poder e riqueza (absoluta e relativa) sem grande resistência.
Não hesitam em torturar, matar e encarcerar, quando não levar ao suicídio, os que ousam desafiá-los.
Claro, não fazem o trabalho sujo pessoalmente. Terceirizam o exercício da violência reacionária, pois não faltam candidatos a capitães do mato de todas as cores, patentes, togas etc.
A luta será longa e difícil. Nada garante que consigamos avançar sem períodos de trevas e de retrocesso.
Mas não temos outra escolha senão perseverar.
Grande abraço.
peregrino
19 de outubro de 2014 10:39 pmdevemos considerar o seguinte também…
pais e mães da intermediária e média baixa, todos ainda com medo do FHC, conversam mais com seus filhos e filhas
coisa que não acontece na alta nem na média alta
Jorge Rebolla
19 de outubro de 2014 10:40 pmLendo o artigo do Weden concluí que:
A zelite tupiniquim é igual à cubana. Somente ela pode usufruir das viagens internacionais, dos bons restaurantes e do transporte individual, etc.. Qualquer semelhança entre a grã-fina com nariz de defunto, de Higienópolis ou Leblon, e a nomenklatura caribenha não é mera coincidência.
Rabuja
19 de outubro de 2014 10:49 pm“As velhas classes médias
“As velhas classes médias tinham orgulho da desigualdade.”
Era graças àquela desigualdade que grande parte destas classes médias (que o texto cita) podia se fantasiar de generosa preocupada quanto à desigualdade dando esmolas pelas ruas e presentando os porteiros de seus condomínios com panetones e garrafas de vinho baratas nos finais de ano.
Agora este pessoal vai se vangloriar de sua “superioridade” como? Viajar pra Miami pra torrar dinheiro comprando produtos com defeitos de grifes famosas defeitos nos outlets estadunidenses já não é suficiente.
Egregolini
19 de outubro de 2014 10:53 pmAntipetismo antilulismo
Idílio, são sabias suas palavras! Você retratou com requinte o que de fato acontece. Algumas pessoas não conseguem evoluir em suas análises; vivem um encapsulado caus emocional e trazem para sua causa pessoal a traição polícia…. Triste, muito triste conviver com isso.
NALDO
19 de outubro de 2014 10:56 pmE contra os subterrâneos do
E contra os subterrâneos do poder, a todo vapor nesse segundo turno.
Marco St.
19 de outubro de 2014 11:05 pmTexto excelente mas parte de
Texto excelente mas parte de uma base que pode ser totalmente equivocada.
O Datafolha nao eh confiavel. Erraram 63% dos prognosticos no 1o. turno.
Melhor aguardar a noite do proximo Domingo.
Marroni
19 de outubro de 2014 11:07 pmA guerra de sempre.
A velha luta de classes.
CELSO ORRICO
19 de outubro de 2014 11:19 pmPulitzer tinha razão
Iara G
19 de outubro de 2014 11:31 pmÉ muito difícil para os publicitários do PT colocar isto
de maneira didática e clara no horário eleitoral. O rico não assiste e não vai fazer diferença, mas aos excluídos, sim, pois saberem o porque da elite financeira estar de olho num governo com tendências concentradoras de renda, seria mais efetivo que ficar mostrando os podres aecistas, que sabemos não serem poucos.
anarquista sério
19 de outubro de 2014 11:50 pm(Sem título)
Roberto São Paulo-SP 2014
20 de outubro de 2014 1:07 amMelhorar a segurança pública, a qualida do ensino e da saúde.
Os Governos do PT são antes de mais nada os Governos da conciliação, uma tentativa clara de superar as grandes desigualdades sociais do Brasil evitando os confrontos sociais.
O caminho para conquistar toda sociedade é oferecer uma melhor segurança pública, melhorar qualidade das escolas públicas e do sistema de saúde público.
Quando podermos caminhar pelas ruas livremente, a qualquer hora do dia, ser ser assaltado, e nossas escolas públicas tiverem um melhor desempenho, um sistema de saúde eficiente e sem filas, a disputa será outra.
É preciso demonstrar que é melhor para todos uma sociedade mais igual, com oportunidades para quase todo mundo.
Marcos K
20 de outubro de 2014 8:39 amO que mais me entristece é
O que mais me entristece é ver a pobreza de espírito dessa gente que se diz “culta” e “informada”. O materialismo é parâmetro para sua suposta “superioridade”, ou seja, se acham melhores apenas porque podem comprar um carro melhor, mas não porque tenham mais luzes, melhor discernimento, melhores ideias ou compreensão mais ampla do que seja o mundo. Como bem diz o texto, são senhores de escravos que não conseguem ver o mundo com outra que não seja sua régua. É triste ser comandado por gente tão estúpida.
LC
20 de outubro de 2014 12:15 pmEm 2002, 2006 e 2010 não tinha problema na viagem de avião
Essa história das camadas mais altas ficarem com raiva porque a empregada viaja de avião é a tese mais idiota que se repetiu nesse blog nos últimos tempos. Nas três eleições anteriores não tinha problema da empregada viajar de avião, o Lula ganhou tudo de goleada. Agora isso virou um problema.
Os governistas ficam ofendidos (com razão) quando se aponta que o Bolsa Família é uma esmola para ganhar eleição no Nordeste, como se os pobres não pudessem ter opinião própria indendente do bolso. Mas aí repetem o mesmo argumento com relação aos mais ricos.
Será que é porque esse governo nos últimos 4 anos foi bem pior que os dois primeiros do Lula? Entendo perfeitamente o argumento dos que dizem que a Dilma é menos pior do que o Aécio, é uma tese comprensível, inclusive concordo que a escolha do Armínio (até do ponto de vista conservador) foi muito ruim, ele não mostrou nada em 2002 que justifique a escolha. Inclusive no momento em que o Armínio diz que o Palocci foi um bom Ministro, então eu prefiro o Palocci !!!
Mas essa tentativa constante dos fanáticos em transformar a Dilma em uma mistura de Ghandi, Roosvelt, Churchill e Vargas é de matar qualquer um que tenha mais de cinco neurônios.
Outra coisa, o caso Petrobrás é muito pior do que o Mensalão, pois ela era do Conselho da companhia, e o “peixe” dela de 2010 era o de “gerentona”. Então, pelo menos no que se refere a Petrobrás, ou ela errou, ou então é uma gerente que não sabe gerenciar.
O que realmente assusta na reeleição da Dilma é a absoluta falta de reconhecimento dos equívocos que ela cometeu nesses últimos 4 anos, é a receita certa para repeti-los. A única voz aqui que reconhece isso é o Nassif e, em alguns momentos (pelo menos antes do segundo turno), o Quireza.
De certa forma a defesa insana que o Aécio faz do período FHC é a mesma coisa. A diferença é que não se vê a maior parte dos eleitores do Aécio dizendo que ele é espetacular. Já em relação aos governistas…
Rabelo
20 de outubro de 2014 12:30 pmNassif,
isso tem de ser
Nassif,
isso tem de ser repercutido:
http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/professores-mineiros-vao-as-ruas-denunciar-gestao-de-aecio-neves-como-governador-6565.html
alberto tiago
20 de outubro de 2014 3:53 pmINFELIZMENTE muitos dos que
INFELIZMENTE muitos dos que ascenderam em virtude de valorizaçao dos salarios, diminuiçao de impostos de material de consturçao,diminuiçao de IPI de linha branca , automovel etc ; filhos estudando efc etc quando perguntados sobre seu voto negam seu voto ao governo e afirmam quando questionados O PT E O LULA NAO ME DERAM NADA EU E QUE DEI O MAIOR DURO E MELHOREI DE VIDA ((CASOS REAIS) NAO NOS COMUNICAMOS
altamiro souza
20 de outubro de 2014 8:56 pmfoi na veia, wedenm
foi na veia, wedenm concordo.
momento realmente crucial para a vida brasileira.
ou avançamos com dilma ou
retroagimos a tempos inomináveis com aécio.