A história mal contada de Dario Messer e os Marinho

Os Marinhos têm histórico de contas no exterior. Apareceram nas contas do HSBC e do escritório Mossak Fonseca. Mas não há lógica em um doleiro entregando dólares para eles no Rio de Janeiro.

Não está bem explicada a suposta entrega de dólares do doleiro Dario Messer aos Marinho.

Dario Messer tem a história de todos os golpes aplicados no Brasil a partir da praça do Rio de Janeiro. Não apenas da máfia do INSS, como das privatizações dos anos 90. Foi através dele que os então dirigentes da Previ – o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil – foram premiados por permitirem a banqueiros de investimento, como Daniel Dantas, assumirem o controle de empresas da Telebras com menos de 1% do capital investido.

Mas, em todo caso, essa história de levar dólares para os irmãos Marinho não bate.

Os Marinhos têm histórico de contas no exterior. Apareceram nas contas do HSBC e do escritório Mossak Fonseca. Mas não há lógica em um doleiro entregando dólares para eles no Rio de Janeiro.

Grupos de mídia sempre tiveram relações no exterior e facilidades para transacionar com dólares, os jornais comprando papel, as emissoras de TV comprando programas. No caso da Globo, foi diretamente envolvida na compra de direitos da Copa Brasil. Mas, nesse caso, pagamentos em dólares são efetuados através de transferências em contas no exterior.

Por tudo isso, não bate essa versão de Messer.

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13 comentários

  1. concordo com essa versão. e também concordo na versão puritana da globo de que no projac não acontece assédio sexual.

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  2. Redundância. Toda história dessa gente é mal contada. Sempre foi.
    Entre os mal contados está o apoio incondicional a dois golpes de estado e a entrega do patrimônio do povo brasileiro.

    • As histórias envolvendo o Messer já se inclui na categorias lendas. Como lendas. Inverossímeis, como tais, fantasiosas, sendo assim, o que ( ou prá que) investigar?

  3. Só uma sugestão, Nassif. Eu acho mais apropriado se referir a Copa Brasil como Copa do Mundo Brasil. É mais fácil de se identicar.

  4. Defender os canalhas do Jardim botânico não da, esses bandidos estão envolvidos até o fio do cabelo no “FIFA GATE” por isso blindam Sérgio Moro e a lavajato.

  5. Nao há a menor dúvida que os irmaos Marinho usavam o mercado paralelo de dólares. Todo mundo, da classe média alta prá cima, operava no mercado negro do câmbio. O que soa um tanto inusitado é os irmãos se envolverem tão diretamente a ponto de receberem dinheiro físico na sua sede. Seria muito temerária da parte deles, o esperado seria uma ou duas camadas de intermediários como proteção para os beneficiados na transação.

  6. O que pega, seu Luis, é que esses marinho sempre foram multimídia. Eles não tem um negócio só, atacam em todas as frentes (e pelas costas!).
    Que vantagem levaria o doleiro inventando uma bronca não fundamentada contra a globo? Ficaria de bem com a Record?
    Infelizmente no Brasil a realidade é ainda mais feia que o inferno!
    Sai kapetaaaaaaaaaaaaaaa!

  7. O que acho bom nessa suposta delação é que a Rede Globo, parceira incondicional que derrubou a Dilma, está sendo atacada por um de seus parceiros de golpe!!! Eles estão se picando com o próprio veneno!!! Tomara que se destruam!!!

  8. Não há como concordar com essas delações mediáticas, venham de onde venham, alcancem quem alcancem. A priori, investigações policiais, inclusive as eventuais delações que venham no seu bojo, não deveriam vir a público. Menos ainda, serem divulgadas, ou melhor, vazadas por quem deveria preservá-las em sigilo. Para tudo e, também, para a notícia há o tempo certo. Sem observar os ritos legais para tornar públicos fatos apurados pela polícia e pelo Ministério Público, delações divulgadas em prematuro instrumentam seu uso político, a manipulação pela mídia, os oportunismos de todos os matizes e causam a destruição de reputações. Os efeitos vão desde eventuais constrangimentos até a subversão de sentenças judiciais quando o réu adentra ao recinto do julgamento já condenado.
    Exemplo típico é o caso Nardoni. Ali os réus culpados ou não, estavam previamente condenados. Depois do espetáculo promovido em torno do caso e do julgamento não restam dúvidas de que estavam afastadas quaisquer possibilidades de uma sentença distinta da proferida. Casos como esses existem vários, inclusive, o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do circo em que se transformou a operação Lava Jato.
    Todos os casos em que algo assim ocorra deveriam ser anulados, não importando o delito, quem o cometeu e quem foi a vitima. Por nada mais além de ter sido afastada a condição de presunção de inocência e, por consequência, a realização de um julgamento justo.
    O artigo 10 da Declaração Universal dos Direitos Humanos determina: “Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida”.
    No caso ora em discussão, a divulgação da delação do operador de dólar cabo Dario Messer onde afirma ter operado para os irmãos Roberto Irineu e João Roberto Marinho, todos temos nossas opiniões mas – mesmo havendo falhas óbvias no argumento de Luiz Nassif quando supõe certa improbabilidade – isso não é relevante.
    Como, no mesmo diapasão, não parece correto adotar raciocínio onde se defende e conclui que a Globo é precursora do ativismo em favor da condenação sumária no tribunal da opinião pública e, portanto, devem seus controladores provar agora do próprio veneno.
    Admitir essas transgressões, transgressões que condenamos quando afetam a nós ou a quem apoiamos, é negar a civilização, o exercício do direito constitucionalizado que, em essência, assegura a ordem social e o interesse público, pedras basilares da sustentação dos direitos do cidadão e da defesa da dignidade humana.

  9. Se as luxuosas coberturas da Lagoa falassem, diriam que a entrega em mãos de pacotes e mais pacotes com dólares era uma prática muito comum, indo do tempo do milagre econômico até os primeiros anos da década de 90…
    todo grande empresário tinha um funcionário “faz-tudo” , que tanto entregava como recebia, geralmente pilotando uma Mercedes Bens último tipo que, na época, nenhum patrulheiro rodoviário se atrevia a parar.

    Na família de minha esposa tinha um “faz-tudo” desses, funcionário de um grande empresário do ramo imobiliário. Até me convidou uma vez para uma entrega na Lagoa. Inesquecível porque o apartamento era tão grande, todo andar, estilo museu imperial, que levamos meia hora só para encontrar a pessoa lá dentro. E os pacotes, do tamanho de caixa de bombons, pesadíssimos!

  10. Eu não acho inverossímil não.
    Dinheiro vivo em maos sempre é importante, para vários motivos: comprar imóveis, pagar terceiros por motivos vários, etc, etc.

  11. + comentários

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