Comentário no post “O incrível mundo político do Rio de Janeiro”
De Eduardo o Outro
Não quero defender o Nassif, muito menos ser intérprete dos seus, dele, pensamentos. Mas para mim muitos não entenderam o espírito da coisa. Sua, dele, análise da política carioca não é necessariamente comparativa com a de São Paulo ou de qualquer outro lugar. É singular, fala do Rio, ponto. Se fosse comparar, certamente o Turco nos diria que a política carioca é “amadora” perto dos “profissionais” paulistas e mineiros, para ficar só entre esses 3 estados. E justamente por isso menos danosa ao próprio estado e ao pais, por ser prosaica, irreverente, “moleca”.
Não tem o PHD de São Paulo e Minas. Diria o Nassif, um governador que ganha premio de gestão hídrica num estado no volume morto, que se reelege com mais de 60% dos votos sem apresentar uma política inovadora sequer, que seria reeleito novamente se a legislação permitisse, jamais seria governador no Rio de Janeiro.
Também diria que no Rio de Janeiro, um político que defende a meritocracia sem nunca ter tido mérito algum, talvez pudesse se sair bem num teste de bafômetro, mas nunca num teste nas urnas. Até o grande jornalista Fernando Brito, não percebeu, no post do Nassif, que “a política, sem polêmica, é a arma das elites”.
Resposta
Prezado Eduardo,
O pessoal embarca muito no sofisma da análise parcial incompleta.
Consiste nisso:
1. O tema do momento é a crise da saúde NO RIO. Logo o post fala da política NO RIO.
2. Quando explodiu a crise de água EM SÃO PAULO, o blog falava prioritariamente da crise política EM SÃO PAULO. Aliás, o que mais se fala aqui é de São Paulo.
Qual a lógica de se exigir que, para falar de um, tenha que necessariamente falar de outro? E no mesmo post!
É um truque similar ao do crítico de livros que aponta como falhas do autor o que não consta na obra nem fazia parte do objetivo do autor.
Lá em Minas diriam que pretendem montar a competição entre o Nhô Ruim e o Nhô Pior.
Imagine se cada vez que fosse falar de UM estado tivesse que praticar a isonomia federativa e falar de TODOS os estados. Seria uma tese acadêmica por post. Se falou do Rio tem que falar de São Paulo. Se falou dos dois, tem que incluir Minas. Se falou dos três, não pode deixar de lado o Rio Grande do Sul. E por que esqueceu do nordeste?
Percebeu como acabarão exigindo a quadratura do círculo?
Esse tipo de lógica permeia as discussões nas redes sociais. Quando estourou a crise da saúde no Rio, muitos leitores reclamavam que não se falava do Rio por conta da aliança da banda carioca com Dilma. Quando se fala do Rio reclamam que não incluí os Picciani. Se falar dos Picciani, vão alegar que deixei de fora o Moreira Franco.
Esse tipo de recurso retórico é universal, não escolhe partido nem preferência ideológica.
Mas a gente bem que podia não embarcar nesse tipo de argumento aqui no Blog.
droubi
27 de dezembro de 2015 1:29 pmApenas um aparte
Apenas um aparte, caro:
Tem um problema com este teu parágrafo aki:
Não tem o PHD de São Paulo e Minas. Diria o Nassif, um governador que ganha premio de gestão hídrica num estado no volume morto, que se reelege com mais de 60% dos votos sem apresentar uma política inovadora sequer, que seria reeleito novamente se a legislação permitisse, jamais seria governador no Rio de Janeiro.
Desculpe-me, mas eu vejo neste parágrafo um elogio a política do Rio, não o contrario, como pretende.
Não vejo PhD nenhum do governador.
A oposição aqui do estado eh q eh completamente incompetente, incapaz de se comunicar com o cidadão paulista, e faze-lo ver o absurdo da situação.
Por mais correto que possa parecer às pessoas bem informadas a total incompetência do atual governador, a função da oposição aqui não eh convencer as pessoas informadas. A função eh justamente conquistar o coração e as mentes das pessoas de menor capacidade.
Deste modo, considero a política paulista muito mais amadora do que a do Rio ou a qualquer outra.
O PT, por exemplo, mas não soh, pode reclamar da mídia se quiser, justificar as suas derrotas aqui em SP à manipulação das notícias, etc.
Mas isto aí eh o mesmo chororô de perdedor que os tucanos fazem em plano nacional (justificar as derrotas porque a Dilma pedalou, por exemplo)
Mas a tarefa da oposição ehe exatamente denunciar tudo isto, eh se comunicar com a população, convencer a população q pode fazer melhor, mostrar propostas, etc.
Pra não falar na regulação da mídia, que o PT teve medo de fazer por 13 anos.
Teve que aparecer um senador de peso (um dos únicos q não teme a mídia), como o Requião, pra fazer um PL que regulamentou um simples direito de resposta e que acabou aprovado e, paradoxalmente, encontra-se suspenso por um ministro do STF indicado ao apagar das luzes pelo próprio Lula, claramente escolhido para ser o Gilmar Mendes do PT na corte, e que deu no que deu: agora temos dois Gilmares, ambos dobtime contrário. Jenial!
Eduardo Outro
27 de dezembro de 2015 8:03 pmCaro Droubi, não sou atuante
Caro Droubi, não sou atuante em redes sociais e não tenho retórica para polêmica, apenas de vez em quando dou uns pitacos. Por isso ainda estou pasmo com a repercução de meu singelo comentário a respeito de um post do Nassif, mas confesso que fiquei satisfeito com isso; sempre aprendemos com a diversidade de opinião, quando respeitamos o contraditório. Só queria acrescentar que quando falo de PHD dos políticos de São Paulo e Minas isso não é um elogio a eles e sim uma crítica, e, como vc. observou, um elogio ao RJ. São PHD por conseguirem o poder fazendo o que fazem, para mim nada de bom. No seu aparte, pelo menos em parte, vc esclarece os motivos da situação em São Paulo, com as quais concordo. Grande abraço.
Marco St.
27 de dezembro de 2015 1:37 pmAcho só que é
Acho só que é provincianismo.
“Deixa o jardim da minha casa em paz e cuida do seu que tá pior ainda.”
JB Costa
27 de dezembro de 2015 1:47 pmPondo os pingos nos “Is”
Pondo os pingos nos “Is” mesmo correndo o risco de segregação, apupos e o que mais for necessário: PATRULHAMENTO. Este é o termo correto para definir, enquadrar a postura de muitos que escrevem em portais e redes sociais.
TUDO, absolutamente tudo, da lavra de qualquer escrevinhador, seja brilhante ou um medíocre, passa, antes de qualquer avaliação de mérito, pelo espectro dos que só enxergam o mundo atual – Brasil nele incluído – pelas cores políticas-ideológicas.
Pior que não se restringe apenas ao campo das ideias ou das simples opiniões vãs e descompromissadas. Não. Os receptores ultra sensíveis cobrem todas as áreas e domínios. Um artista, escritor, se antes era avaliado pelo valor intrínseco das suas obras, ficando em segundo plano, se não mesmo olvidadas, características outras, hoje não: passa antes pelo filtro triturador das avaliações subjetivas. O paroxismo é atingido quando até para os mortos merecem mais atenção as “cores” ideológicas das mortalhas e dos caixões do que propriamente uma reflexão acerca da mísera condição humana no seu único ponto de efetiva e real igualdade.
Quem não já se percebeu patrulhado aqui mesmo no Portal GGN? Acho que ninguém. Emitir uma opinião destoante dos padrões, estes hoje quase na fase arquetípicos de tão enraizados, pode, na melhor das hipóteses ser ignorada e esnobada, e na pior questionada com fulcro não nos méritos ou consonância com a realidade, e sim pelas convergências com o pensamento majoritário. Colocamos no mesmo balaio trollagens e comentários construtivos; análises claramente mentirosas, tendenciosas, com contraditórios honestos e merecedores do devido acatamento.
Antecipando-me aos prováveis questionamentos afirmo: fui, sou parte desse jogo. Aliás, não há inocentes nesse desiderato. Se fizermos um exame de consciência surgirá essa verdade incômoda: fomos subjugados de forma lenta e gradual por essa forma anti-civilizatória de nos relacionarmos.
Em suma: regredimos.
GalileoGalilei
27 de dezembro de 2015 4:10 pmNão sobrou i sem pingo
Assino embaixo, JB Costa
Anna Dutra
27 de dezembro de 2015 4:59 pmJB Costa
aprecio, por identificação, sua contumaz ponderação.
No caso em tela, encontramos aqui ataques e defesas a um artigo que sequer foi postado no GGN.
Mais à frente, em comentário a respeito, Nassif esclarece sua posição.
Extrapolando e ampliando a abrangência do comentário: e a patrulha continua, como se tivéramos que “justificar” uma opinião – legítimo direito defendido à morte pelos “cavaleiros das liberdades individuais” – quando, de verdade, um posicionamento é um direito. Ponto.
Precisamos parar de pedir licença e permissão. E de agredir o outro.
Estes dias vimos não somente a agressão ao Chico, mas a jovens e crianças, a brasileiros no exterior… Simplesmente por “serem”. E aqui nos agredimos pelo que pensamos, como pensamos, porque pensamos. Impossível construir conhecimento neste clima. Para assimilação há que se ter silêncio, e só o que “vejo” é gritaria. Este é o momento em que pulo fora.
Regredimos mesmo. Desde meus 15 anos tomo minhas decisões baseada em meu escrutínio – bom ou não – e arco com as consequências. Quem não gostar… bom, não gostou.
Concordo plenamente contigo. E claro, mesmo consciente, não me excluo. Volta a meia me deixo levar. Uma pena. Um desperdício.
GalileoGalilei
27 de dezembro de 2015 2:27 pmPara provocar
E por que não falou de flores?
peregrino
27 de dezembro de 2015 2:33 pmo que não ficou legal…
na minha modesta opinião, foi o fato de ter retrocedido mais de duas décadas a análise política
inevitável, nestes casos, passar ao largo sobre a questão principal, crise na saúde
altamiro souza
27 de dezembro de 2015 2:40 pmórtimo post::esse é um alerta
órtimo post::esse é um alerta necessáerio…
acho que qualquer post é colocado exatamente para que seja
criticado e, principalmente, ampliado pelos comentaristas….
o que aprendi nesse blog com alguns ótimos
comentaristas não tá no gibi…
Ivan de Union
27 de dezembro de 2015 2:56 pmEU SEI! ME PERGUUUNNNTAAAAA!
“Qual a lógica de se exigir que, para falar de um, tenha que necessariamente falar de outro?”:
Paulocentrismo.
Jorge Leite Pinto
27 de dezembro de 2015 2:58 pmSão os dois primeiros blogs
São os dois primeiros blogs que leio quando entro na web.
O anasile do Brito é boa, mas ataca sem motivo a liberdade do Nassif de comentar a política do Rio, especificamente. Concordo com o Eduardo.
NICKNAME
27 de dezembro de 2015 3:24 pmótimo, ótimo, curto e bem escrito
e
é como falar num partido X, referindo-se quase sempre também ao partido Y ( em tempos idos ).
Uma boa recomendação pra gente, olhar pra frente e não procurar justificativas – infelizmente, incorro no erro, sem me dar conta.
Valeu.
Brutus
27 de dezembro de 2015 3:58 pmTese
Tudo isso para justificar incômodo com post do Fernando Brito a respeito?
Acho que Nassif não se incomodou. Não teria motivo.
Certo ?
luisnassif
27 de dezembro de 2015 4:39 pmEstou mergulhado até o
Estou mergulhado até o pescoço em um livro e só li os comentários. Não li o artigo do Fernando Brito mas, pelo que o conheço, deve ter levantado bons argumentos.
Francy Lisboa
27 de dezembro de 2015 6:15 pmEsse assunto dá o que falar.
Esse assunto dá o que falar. Podemos ficar horas e horas levantando o Patrulhamento de um e de outro. Concordo que não devemos buscar isonomia da critica como as vezes desejo do Nassif. Mas sejamos francos, também não podemos sempre que falar mal de B incluir A na questão à título de imparcialidade. Esse tipo de truque não cola tanto à esquerda quanto à direita. Os mais atentos saberão do que eu estou falando. Há recorrência.
Anna Dutra
27 de dezembro de 2015 6:27 pmÉ preciso ser cético
É preciso ser cético
http://m.oglobo.globo.com/cultura/e-preciso-ser-cetico-18365310
Salve o ignorante essencial !
MARCIO TAVARES D’AMARAL
É preciso ser cético
Duvidando de todos os sins, eles têm certeza de todos os nãos
26/12/15 – 05p3
Céticos são os que duvidam de tudo. Não acreditam em promessas, juras de amor, boas intenções. Olham de banda a própria realidade, que corre sob seus narizes: é falsa. Política? É lama. Políticos? Bandidos. E, evidentemente, não lhes venham com conversas de Deus. Há uma fundamental arrogância entre os céticos. Duvidando de todos os sins, têm certeza de todos os nãos. Têm um pé atrás com a vida e o amor! São maiores do que a vida e o amor! Olham-nos de fora. É espantoso.
Mas os velhos céticos gregos, os do século III a. C, não foram rasos assim. Foram filósofos importantíssimos. As histórias da filosofia que olham só as ideias e sistemas os põem entre as escolas menores. Mas para uma que esteja atenta às atitudes, ao que estava realmente acontecendo enquanto os filósofos pensavam o que iam pensando, são fundamentais. Porque, justamente, ensinaram a duvidar. Hoje pensamos neles como os que diziam que nada pode ser sabido com certeza. E logo apontamos o dedo irônico para eles e gritamos: “Eis aí uma certeza! Eles duvidam de todas as certezas, menos dessa! Morrem do próprio veneno”. E, encantados com tanta inteligência, vamos tratar de sistemas sérios, com princípios, teorias, demonstrações e verdades. Sistemas dogmáticos. Os céticos, os verdadeiros, se ainda os houvesse, olhariam para nós entre irônicos e divertidos. Porque amamos os dogmas e não podemos ser incomodados pela dúvida radical. Coitados de nós.
Mais no link …
luiz claudio pontes
28 de dezembro de 2015 12:42 amFalência do RJ – Raízes na Ditadura
DISCUTINDO A RELAÇÃO OU DE COMO 1974 DESGRAÇOU NOSSAS VIDAS
Sei que parece meio demodè discutir isso aqui no momento, mas ninguém deu jeito no estado do RJ pós 1974. A fusão entre Guanabara e antigo Estado do Rio atrasou a vida dos cariocas (nascidos na Guanabara) e arrasou com o desenvolvimento dos fluminenses, os nascidos no antigo Estado do RJ. Esses, viram os parcos recursos de seus municípios sendo carreados para a nova capital e desviados para obras bem distantes dos seus olhos.
Essa tragédia foi provocada pela insanidade dos milicos que decidiram a portas fechadas apagar de uma hora para outra a história de dois povos que levaram mais de 400 anos para construir suas identidades. A chaga deixada pela ditadura no RJ é algo que já dura mais de 40 anos e parece não ter solução próxima. Enquanto isso, o antigo estado da Guanabara (hoje cidade do RJ e capital) esbanja grana e empresta ao governador 100 milhões de reais para pagamento de dívidas e ainda joga prata pro ar com olimpíadas, carnaval e festa de reveillon. É fácil entender o motivo pelo qual o prefeito tem garrafa pra vender: a cidade do RJ não vive só dos benefícios do petróleo, ela tem uma economia diversificada, calcada principalmente em serviços, comércio e produção de tecnologia de ponta, situação que não encontramos nos demais municípios fluminenses, pelo menos não com tanta pujança.
Quem anda pelas cidades de Vassouras, Santo Antônio de Pádua ou Campos, por exemplo, observa que esses municípios estão muito longe de alcançar a qualidade dos serviços encontrados na capital. Os municípios mais distantes da área metropolitana da cidade do RJ amargam com o êxodo, minguando demograficamente a olhos vistos, enquanto bairros da capital, como Bangu e Campo Grande, juntos, possuem praticamente dois milhôes de habitantes.
Já quem percorre o Estado de São Paulo vê progresso espalhado por todo lado. As indústrias abundam por toda parte e a qualidade de vida, mesmo no interior, se aproxima daquelas observadas nas nações mais desenvolvidas do mundo. Mas, ora, São Paulo sempre foi um só Estado desde sua fundação e sempre gozou das benesses dos governos ditatoriais já que ali se instalara o centro do capitalismo da América Latina desde o auge da industria cafeicultora.
Mas o Rio, pobre Rio (Guanabara+antigo Estado do RJ), que um dia fora corte e capital se tornou um monstro de duas cabeças, sem que nenhuma delas se reconhecesse como igual até os dias atuais. Se estranham e se devoram em uma atitude suicida, conflito que só beneficia políticos corruptos que enriquecem com a desgraça de todos nós que aqui vivemos.
É tabu discutir a desfusão do RJ e da Guanabara, mas creio que esse debate deve ser levado em consideração, sobretudo nesse momento de grave crise econômica e política de nosso estado. A verade é que a fusão foi desastrosa para ambos os estados e esse ato ditatorial deve ser revisto, assim como os crimes de tortura apurados pela Comissão da verdade, pois todos sabem que a união dos dois estados tinha como principal intenção aniquilar com a resistência política ao antigo regime instalada na Guanabara.
Os bascos discutem sobre a independência com a Espanha, os escoceses discutem sobre a independência com a Inglaterra e nós que somos parecidos, mas não iguais não temos coragem de discutir sobre a nossa fracassada relação de 41 anos jogados na lata de lixo.
Tocantins e Mato Grosso do Sul eram parte de outros estados da federação, mas a independência de ambos, ao contrário, trouxe progresso aos dois jovens estados, sobretudo pelo fato desses novos entes federativos se tornarem celeiros agrícolas de colonos vindos principalmente do sul do país, incentivados pela injeção de recursos federais e isenção de impostos aos novos estados. Já o Rio de Janeiro, ao contrário, ao ser fundido com a Guanabara, agravou sua situação de penúria e agora, se vê asfixiado pelo monstro parido no distante ano de 1974 – aquele que, assim como 1968, nunca terminou.
Flics
28 de dezembro de 2015 1:04 am“Se falou dos três, não pode
“Se falou dos três, não pode deixar de lado o Rio Grande do Sul.”
Pode… pode deixar de lado o Rio Grande do Sul… este sim que foi/é um exemplo de decadência política… um Estado que deu políticos como Leonel Brizola e Oswaldo Aranha, sem falar do maior estadista brasileiro que foi Getúlio Vargas hoje aparece com padilhas e jobins… para não falar de governadores como iedas e o “piso tumelero”.
Gustavo Corolow
28 de dezembro de 2015 3:13 amComentário à resposta do Nassif
Mas quando se falava da crise hídrica e política de São Paulo nunca se recorreu a estereótipos patéticos como o do “carioca esperto que vive na praia do Leblon”, nem se dizia que a elite política de São Paulo é pior que qualquer outra do Brasil. Modo igual, o horror da mídia paulista nunca é tratado como degenerescência da cidade ou do estado de São Paulo. Um tipo de argumento muito fraco é o que foi usado no artigo original: mostra-se uma situação calamitosa e apresenta-se isto como prova de que uma tal classe (política, no caso) é “a pior do Brasil” (ou do mundo, ou…). Se a situação é calamitosa, isto só prova que a classe que a causou é calamitosa. Não prova que seja “pior” que qualquer outra. Uma coisa cada vez mais clara no Brasil é que as classes política e empresarial são universalmente ruins.
luisnassif
28 de dezembro de 2015 8:14 pmPrezado,
se for levantada uma
Prezado,
se for levantada uma estatística do blog, dois dos temas mais reiterados serão:
1. A mediocridade da classe política paulista.
2. O preconceito e a intolerância da classe média do centro expandido.