5 de junho de 2026

“A maior bomba”: Venezuela vive reviravoltas no setor de petróleo em primeiro mês sem Maduro, aponta Maringoni

Cientista político Gilberto Maringoni detalha como Delcy Rodríguez busca manter o chavismo enquanto cede ao mercado internacional

Venezuela enfrenta mudanças no setor de petróleo após sequestro de Maduro pelo governo dos EUA.
Alex Saab, ministro e aliado de Maduro, foi preso em operação conjunta venezuelano-americana.
Vice Delcy Rodríguez equilibra chavismo e concessões aos EUA, incluindo abertura do petróleo a estrangeiros.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Venezuela viveu reviravoltas e novidades em seu primeiro mês sem Nicolás Maduro ativamente na presidência do país, por conta do sequestro que sofreu por parte do governo de Donald Trump, dos Estados Unidos. Em entrevista ao canal TV GGN, no Youtube, o cientista político e professor de Relações Internacionais, Gilberto Maringoni, avaliou que as mudanças que ocorreram na ausência de Maduro são uma verdadeira bomba, sobretudo no setor de petróleo.

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No mesmo dia em que o sequestro completou um mês, houve a prisão de Alex Saab, braço direito de Maduro e ministro da Indústria, em uma operação conjunta entre forças venezuelanas e estadunidenses, outro evento histórico. Essa prisão, que ocorreu após Saab ter sido libertado em uma troca de prisioneiros em 2023, levanta questões sobre a complexa relação entre a Venezuela e os Estados Unidos.

Maringoni apontou para uma “dança das cadeiras” no poder venezuelano, com a vice-presidente Delcy Rodríguez buscando equilibrar a manutenção do chavismo com concessões aos Estados Unidos. A aprovação de mudanças na lei do petróleo é um exemplo dessas concessões.

A Assembleia Nacional autorizou a abertura do setor de petróleo para grandes empresas privadas estrangeiras e reduziu os royalties governamentais sobre tais investimentos (caiu de quase 50% para 30%), atendendo aos interesses dos EUA, apontou Maringoni. Além disso, a Venezuela admitiu que, na exploração de petróleo em negócios com conjuntos, disputas devem ser resolvidas agora em tribunais internacionais, como Fernando Henrique Cardozo fez com a Petrobras. “É eleger a Justiça de outro país – dos EUA – para resolver problemas de petróleo. Essa é a maior bomba”, avaliou.

Apesar das concessões, Delcy mantém um discurso chavista, como evidenciado em suas manifestações públicas e na celebração do 4 de fevereiro, data emblemática para o chavismo dado o sequestro de Maduro. No entanto, Maringoni observou uma intriga interna, com Diosdado Cabello (ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela), figura histórica do chavismo e militar proeminente, questionando a posição da vice-presidente e sugerindo que seu cargo é circunstancial. Essa disputa interna revela a complexidade da política venezuelana e a luta pelo poder.

O interesse dos Estados Unidos na Venezuela, segundo Maringoni, não se limita à questão de petróleo, mas sim ao controle do fornecimento para a China, já que a Venezuela vendeu petróleo com décadas de antecedência para o país asiático. A prisão de Alex Saab e Raul Gorrin, presidente da Globovision, em operações conjuntas com os EUA, sugere uma cooperação inesperada entre os dois países, apesar das acusações de sequestro de Maduro. Maringoni concluiu que a situação é fluida e cheia de pontas soltas, exigindo acompanhamento cuidadoso.

Assista ao programa completo abaixo:

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2 Comentários
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  1. marcio

    5 de fevereiro de 2026 5:31 pm

    Bela análise do prof. Maringoni…..muito bem informado……antenado…..

  2. Jossimar

    5 de fevereiro de 2026 7:38 pm

    Essa Delcy Rodrigues é o Michel Temer da Venezuela. Está na cara que o Maduro foi traído por ela e alguns generais a troco de $$$$$$$$$$$$.
    2 meses antes o analista norte americano Scott Ritter, em entrevista ao Prof. Nima Alkorshid descreveu como seria a intervenção na Venezuela. Acertou até nos detalhes. Afirmou que a CIA estava em contato com líderes Venezuelanos e pagando subornos para essa traição. A Venezuela tinha radares e sistemas de defesa aérea que detectariam e derrubariam esses helicópteros a mais de cem kilometros de distância. Não chegariam nem perto de Caracas. Maduro foi claramente traído.
    Para mim esses papos furados dessa Delcy são fingimento – orientado pela CIA – para se mostrar indignada com os EUA e enganar o povo Venezuelano.
    Ela tem um discurso que contraria a prática desse seu governo herdado por traição.

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