A origem
Infelizmente procura-se esconder a origem da incriminação de Gushiken feito por um amigo e colega de partido. Um ato covarde, vil e canalha.
Abaixo o que diz o relatório final da CPI dos Correios:
Nesse sentido, destaca-se o depoimento realizado pelo Sr. Henrique Pizzolato, no dia 18 daquele mês, no qual confirma o que havia dito ao jornal Folha de São Paulo, no qual “sustentou que o ex-ministro Luiz Gushiken influenciava diretamente os fundos de pensão, era informado e dava opinião nos acordos da Previ, antes de serem conhecidos pelo Conselho do fundo de pensão do Banco do Brasil.”
Relatório Final dos Trabalhos da CPMI “dos Correios”
Volume III – Pág. 1174
RELATÓRIO FINAL – Senado Federal
www.senado.gov.br/comissoes/CPI/RelatorioFinalVol3.pdf
10/03/2006 – âmbito da CPMI “dos Correios”, com base em decisão dos líderes partidários daCâmara dos Deputados e do Senado Federal.
Nira
15 de setembro de 2013 5:17 pmMuito oportuna lembrança. Na
Muito oportuna lembrança. Na ânsia de culpar a mídia, às vezes esquecemos que ela não está sozinha na calhordice.
Passados tantos anos, e ouvidos os discursos emocionados e merecidos sobre Guschiken, já estava pensando que só eu me lembrava desse depoimento “primeiro eu”.
mcn
15 de setembro de 2013 5:45 pmEssa história não fecha,
Essa história não fecha, Assis.
Segundo Paulo Moreira Leite, Pizzolato disse que seu depoimento ao veículo de comunicação (alguém sabe qual?) foi forjado:
“Toda a acusação sobre seu papel no mensalão teve como base uma entrevista de Henrique Pizzolato, publicada logo no início das denúncias. Levado para depor na CPMI, Pizzolato jamais confirmou a entrevista e disse que jamais dera declarações e que seu depoimento havia sido forjado. Pediu que lhe trouxessem fitas gravadas, que jamais apareceram. Gushiken também foi acusado de ter consumido R$ 3 000 num jantar. Provou que era mentira e ganhou uma indenização por causa disso. Mas a correção jamais foi publicada.”
Entre as versões do Pig e do Pizzolato, fico com a do Pizzolato.
Assis Ribeiro
15 de setembro de 2013 6:17 pmQual Pig?
Estou trazendo o link do senado,
com o relatório onde Pizzolato confirma as suas denúncias contra Gushiken,
assinado pelo Senador DELCÍDIO AMARAL, do PT, Presidente da CPMI dos Correios.
mcn
15 de setembro de 2013 11:28 pmÉ a Folha
Obrigado pelo retorno, Assis.
Relendo seu comentário-post, vi que a declaração do Pizzolato saiu na Folha (este o pig a que me referi).
Ainda assim, diante de tão grave acusação que vc endossa, não me convenço.
As palavras do Pizzolato podem ter sido distorcidas ou descontextualizadas. Seria necessário acessar a gravação da entrevista da Folha e a transcrição de seu depoimento na CPI para passar isso a limpo.
Cristiana Castro
16 de setembro de 2013 1:32 amPois é, Assis, isso aí já deu
Pois é, Assis, isso aí já deu muito rolo e ao que parece vai continuar dando. O que a gente viu no julgamento é que o depoimento dado na CPI não foi confirmado nos depoimentos, em juízo. Entendo que o que foi dito na CPI não deveria integrar o processo ( a discussão aqui não é essa ) mas, o fato é que Gushiken entrou na AP por conta de um depoimento que, a meu ver, não deveria servir de base para a denuncia de Gushiken. A pressão de uma CPI, via parlamentares de oposição e mesmo via turma do fogo amigo, não é para iniciantes. Não sei dizer, se todos os que depuseram na CPI, estavam preparados para isso. A barra em CPI’s é pesada e, os demais réus, do núcleo político, já tinham larga experiência nesse sentido. Talvez, por essa razão, esse réu tenha sido pinçado para servir de base a denúncia. De qq forma, não acho que devamos procurar, responsáveis, entre os réus, pelo menos, agora. Quem tá no erro evidente é o STF. Entre os réus, depois, eles fecham a conta. O principal, a meu ver,é evitar linchamentos. Mas, tb é fato, que o “rejeito” puro, simples e seco do Lewandowski em relação aos declaratórios faz com que repensemos algumas questões.