Uma série de iniciativas do novo secretário de Segurança Pública do Paraná revela a atuação desmedida e ameaçando o trabalho de jornalistas

Jornal GGN – O ex-deputado federal, Fernando Francischini assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, em uma das iniciativas do então governador Beto Richa (PSDB) de reformulação do sistema de segurança do estado, quando transformou a Secretaria da Segurança Pública em Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária.
Assim que assumiu a pasta, Francischini recebeu a diretriz para a condução do cargo: “ser firme”, “tirar bandidos das ruas”, “apreender mais armas”, “voltar com as gratificações [aos policiais]”, “colocar autoridades dentro dos presídios”. Na contramão da política de desarmamento, uma das iniciativas adotadas que causou polêmica foi a de oferecer um “bônus” ao policial que apreender mais armas.
“O governador Beto Richa, quando assumiu o governo do estado em 2010, tinha um dos piores salários da polícia do Brasil. Tinha o menor efetivo per capita de policiais militares. Teve um aumento muito grande de cargo, implantação de subsídio. Tudo isso influenciou e jogou o estado quase no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que atrapalhou muito o governador”, defendeu o secretário, em uma entrevista ao G1, em dezembro do último ano, justificando a radicalidade que adotaria pela frente.
Disse que aceitou o desafio do cargo porque tinha a certeza de que o governador iria ajudá-lo.
Mas o “pulso firme”, que em tese visaria à melhora para a questão da segurança no estado, não foi consenso, e respingou na liberdade de imprensa. Um coronel aposentado da Polícia Militar, Eliseo Furquim, descreveu a “cultura da violência” que estava sendo praticada pelas tropas.
Ao colunista da Gazeta do Povo, Celso Nascimento, o coronel e outras fontes sigilosas contaram sobre a visão ultrapassada de políticas de segurança de Fernando Francischini.
O alerta foi dado: “estamos arriscados a voltar aos tempos do tacape e da truculência policial, atropelando-se preceitos básicos do Estado Democrático de Direito e desrespeitando direitos humanos”.
Ex-policial militar e policial federal, Fernando Francischini chegou a levar o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, conhecido pela sua truculência no trato com a realidade das quadrilhas de traficantes cariocas, ao governador Beto Richa e à equipe policial paranaense – ato considerado impróprio, pelas diferenças de realidades. No mesmo encontro, Francischini também propôs integrar as duas polícias, sob o “sistema Beltrame”, para assegurar a fronteira do Paraná.
Uma semana antes da publicação de Celso Nascimento, a polícia do Paraná havia deflagrado a Operação Lei e Ordem, que prendeu e acorrentou 68 pessoas da periferia pobre, acusadas de crimes variados – as reuniões e diretrizes de Francischini começavam a ter contorno.
“Nascimento: precisamos urgentemente da sua pena! Você, como jornalista, pode nos ajudar: o governador ainda vai se arrepender de ter colocado esse Francischini na secretaria; ele está implantando a ‘cultura da violência’ nas polícias do Paraná. Vai dar porcaria. Precisamos alertar o governador”, exclamou, em outro dia, o coronel Eliseo Furquim ao jornalista.
Naquele mesmo dia, 15 de janeiro, pouco tempo depois de conversar com o coronel, o jornalista entrou em uma via na contramão e foi parado por agentes da polícia, que o abordaram com extrema truculência durante mais de duas horas.
Após nova coluna descrevendo o fato, o secretário de Segurança Pública respondeu em rede social acusando Celso Nascimento de ter tentado uma “carteirada” para evitar a autuação.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) se manifestou, lamentando o ocorrido. “Ao acusá-lo publicamente e tentar minar-lhe a credibilidade, o comandante da tropa transmite uma mensagem perigosa à corporação – tal e qual anunciado na coluna de Celso Nascimento”, publicou em nota.
Outros casos de abordagem repressiva contra jornalistas já foram divulgados, como a prisão do repórter Iverson Vaz, da CNT, que narrava ao vivo a ação dos policiais, depois de um ataque a um caixa eletrônico, e foi detido por ultrapassar o cordão de isolamento da PM.
Alexandre F
27 de janeiro de 2015 12:28 pmO deleado Franceschini é o
O deleado Franceschini é o maior divulgador daquelas panfletagem Anti PT no Facebook.. eu diria que é o Bolsonaro paranaense
Assis Ribeiro
27 de janeiro de 2015 12:39 pmDNA tucano
Alckmim que o
DNA tucano
Alckmim que o diga
Marcio Aurélio Cruzeiro
27 de janeiro de 2015 12:48 pmEsse Francisquini não se
Esse Francisquini não se elegeu ?????
Luiz Moreira
27 de janeiro de 2015 12:57 pmO governador Beto Richa
O governador Beto Richa merece o Francischini!
Frederico69
27 de janeiro de 2015 6:52 pmmas o povo do paraná merece os dois
depois de eleger e reeleger o filhote de playboy.
marilmar
27 de janeiro de 2015 1:00 pmEste Fransciquini tem
Este Fransciquini tem historia, e historia podrissima….é só investigar-lo……o Estado do Paraná vai virar um SP, cheio de homicidios ocultos, execuçoes secretas, tiros nas costas e enterro clandestino dos corpos nos canaviais, limpeza genetica de pobres, negros, nordestinos e por ai vai……tipo o que o Alckmin faz em SP???
marilmar
27 de janeiro de 2015 1:00 pmEste Fransciquini tem
Este Fransciquini tem historia, e historia podrissima….é só investigar-lo……o Estado do Paraná vai virar um SP, cheio de homicidios ocultos, execuçoes secretas, tiros nas costas e enterro clandestino dos corpos nos canaviais, limpeza genetica de pobres, negros, nordestinos e por ai vai……tipo o que o Alckmin faz em SP???
Ugo
27 de janeiro de 2015 1:20 pmparaná o melhor estilo coronelismo
O fraco richa precisa de um truculento para blindar-se.
O richa elegeu-se no mesmo esquema de estelionato do mentor alkimin. Não falta água apenas isto e o cabo eleitoral neste estado super conservador foi o anti petismo. O governador foi blindado quando prefeito e a imprensa, apenas um orgão filiado da globo, sempre amitiu a nulidade gerencial deste menino mimado; nada fez como prefeito e muito menos como governador.
Uma greve detonada por falta de pagamentos do estado à rede municipal de transporte e que já completa o segundo dia, dá a dimensão deste gestor da escola psdb.
patinho medroso
27 de janeiro de 2015 1:27 pmé dna tucano, sim, mas esse
é dna tucano, sim, mas esse francischini tem um
caráter meio fascista,-nazista, direitista, que é de arrepiar os cabelos.
autoritário, típico fundamentalista, parece um débil mental
de um discurso de uma nota só
a dirigir uma secretaria de tanta importancia para a população.
a característica persecutória dele é denotada nos seus pronunciamentos políticos.
só gera o medo e a insegurança.
cria um clima de terror que só beneficia a tal da bandidagem,
as estatísticas de crimes aumentam e ele cada vez tende a aumentar o autoritarismo.
esperamos que o governador demita-o para o bem da segurança paranense.
mas o governador deve apoiá-lo porque assim desvia do assunto principal,
que é a quase falencia economica do estado por completa ineficiencia administrativa.
como se viu no ataque à imprensa,francischini não aceita críticas.
está acostumado ao esquema de conluio nacional
da grande mídia com os intereses tucanos, que sempre o beneficiou.
como ex-agente da pf, ninguém duvida que esteja envolvido
com os agentes vazadores do
processo do lava-jato.
é uma piada o cara dar bonus para o policial que apreender armas:
ele mesmo apareceu num progrqam de tv
policial com um revólver na cintura.
esse tal de bonus, aliás, tem exemplos correlatos que o
denunciam com seus conluiados.
ao mostrar descaradamente sua arma, incentiva os tiroteios
iguais aos dos velhos filmes do velho oeste.
o manicomio judiciário deveria tomar severas providencias.
IV AVATAR
27 de janeiro de 2015 1:41 pmEsse sujeito é dos poupados pelo Lava Jato do Sérgio Moro e cia
Francischini escondeu um dos suspeitos da Lava Jato
QUA, 28/05/2014 – 13:56
ATUALIZADO EM 28/05/2014 – 17:43
Jornal GGN – Considerado um dos canais de vazamento da Operação Lava Jato da Polícia Federal – que investiga a atuação do doleiro Alberto Youssef -, o ex-delegado e deputado federal Fernando Francischini, do partido Solidariedade (ex-PSDB), deixou de divulgar um dos nomes que surgiram nos grampos da polícia: ele próprio.
Seu nome foi diretamente envolvido nas negociações entre Yousseff e o deputado Luiz Argolo, também do Solidariedade.
Lá pelas tantas, Argolo diz a Yousseff que está fechando um acordo “que acho que vai dar certo”. “Francischini fica na liderança fazendo o papel combinado com a gente e eu farei como primeiro vice-líder o encaminhamento em prol do governo e do Palácio. Já falou comigo.”
Yousseff gostou do combinado:
– Ótimo, esse é o jogo. Depois colocamos Francisquini no bolso. Um de cada vez!
E elogia a esperteza de Argolo:
– Você é fodinha!
Depois, Argolo pergunta a Yousseff se deve aceitar a Comissão de Orçamento ou a vice-liderança do partido. Yousseff recomenda a vice-liderança, porque assim vai estar com o governo e terá mais controle sobre Francischini.
Provavelmente a estratégia de Francisquini, ao comandar o vazamento seletivo do inquérito Lava Jatos, foi ganhar imunidade dos jornais. De fato, vazaram até conversas entre o deputado André Vargas e Yousseff usando o nome do ex-Ministro da Saúde Alexandre Padilha em acordos totalmente improváveis.
Mas o acerto de Yousseff e Argolo, bastante provável – dado o fato de Francischini integrar o Partido de Argolo – permaneceu blindado.
https://jornalggn.com.br/noticia/francischini-escondeu-um-dos-suspeitos-da-lava-jato
Vladimir
27 de janeiro de 2015 1:43 pmTruculência ?
Este é o modo
Truculência ?
Este é o modo tucano de governar que,apoiado pela mídia porca deste país,consegue respaldo em boa parte da classe média obliterada pelas visões arcaicas dos colunistas de aluguel.
Este sujeito,e basta dar uma rápida busca na internet,é quase consenso entre bicudos sem plumagem e,talvez,com alta plumagem.
O momento do confronto de ideias está cada vez mais próximo após a direita midiática ter abusado de todo tipo de artimanhas para desestabilizar o governo e baixar a autoestima do povo brasileiro.
O ministro Berzoini certamente comandará este processo e,talvez,possamos finalmente ter uma mídia isenta,pilar fundamental da democracia.
Jorge Lima
27 de janeiro de 2015 2:00 pmTem muito mais caroço nesse angu
[video:https://www.youtube.com/watch?v=3ey0eCkZawY align:center]
roberto c
27 de janeiro de 2015 2:22 pmGangsters
A cultura da violencia é exibida tambem em outros aspectos do estado:
Falta de pagamento para fornecedores, sequestro dos precatorios, o tratamento dispensado aos motoristas durante a presente greve, negativas constantes quando pedido informações sobre saude e educacao no estado, cobertura para bandidos que reinam na camara legislativa, etc, etc. Hoje o Parana foi tomado pelo poder paralelo, pela máfia que tem nos tucanos apenas um dos seus braços.
Maria Luisa
27 de janeiro de 2015 2:38 pmEh so puxar o fio
Parece que ha algo de bem podre na Republica do Parana. E o que apodrece, sabemos, cedo ou tarde cai.
Alex Sotto
28 de janeiro de 2015 12:18 amTá podre por aqui ?
Mas por enquanto não estamos assassinando chargistas a luz do dia.
Marcos Carvalho Campos
28 de janeiro de 2015 12:03 pmIsto, misture bastante os
Isto, misture bastante os assuntos, aí sim sua opinião será realmente levada em consideração.
Ramos de Carvalho
27 de janeiro de 2015 2:59 pmAté tu Francischini
Acho que a polícia tem que ser enérgica, mas com uma cultura de boa educação, nós temos que respeitá-la pelo que representa e não por medo. Decepcionante, a gravação da policial mostra algumas verdades que estavam escondidas…
Alan Souza
27 de janeiro de 2015 3:58 pmTentou dar carteirada…
Essa desculpa da carteirada é mais furada que peneira, e só atesta a falsidade da versão do secretário Francischini.
Carteirada pode ser enquadrada de diversas formas na lei criminal. De ameaça a falsidade ideológica. E por que então o jornalista não foi preso, quando tentou dar carteirada nos PM’s?
Houve um crime ou tentativa e a polícia liberou sem motivo? O secretário Francischini sabia disso e não mandou apurar a conduta dos policiais desidiosos? Então Francischini prevaricou?
Como dizia meu avô, na sua humilde sapiência: “é mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo”…
Alex Sotto
28 de janeiro de 2015 12:15 amLamentável
Acho que não fica muito tempo.
Mas é bom pro povo que votou no tucaninho.
SILOÉ-RJ
28 de janeiro de 2015 4:16 amPARANÁ X SÃO PAULO
A partir da derrota do Aécio, houve uma cisão no partido, e o PARANÁ, agora está querendo dar as cartas no PSDB.
Parece haver um projeto já articulado para o BETO RICHA ou o MORO em 2018, com o apoio do AÉCIO, em detrimento de qualquer candidato de SAO PAULO.