25 de junho de 2026

“Acabou a ordem jurídica internacional. Agora é faroeste”, diz Farinazzo à TV GGN

Comandante critica a ofensiva dos EUA na América Latina e avalia que o mundo entra em uma fase marcada pela força e pela instabilidade

O mundo atravessa um momento de ruptura profunda da ordem internacional, em que ameaças e ações recentes dos Estados Unidos contra a Venezuela e a América Latina indicam que o sistema jurídico global deixou de funcionar como freio às grandes potências.

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A opinião é do comandante da reserva Robson Farinazzo, do canal Arte da Guerra, que, em entrevista ao programa TVGGN 20 Horas [confira abaixo], avalia que “Acabou a ordem jurídica internacional. Agora é faroeste”.

Segundo o comandante, o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, sinaliza a entrada do sistema internacional em uma fase de instabilidade prolongada, marcada pela escalada da violência e pela substituição das regras diplomáticas pela lógica da força.

“Não existe mais contrapeso, não existe mais ‘check and balances’. O presidente dos Estados Unidos faz o que quer, sem freio interno e sem freio externo”, diz Farinazzo.

Na análise do pesquisador em geopolítica Pedro Costa Jr., que também participou do programa, esse movimento está amparado em uma mudança formal da estratégia norte-americana.

Ele cita um documento recente do governo dos Estados Unidos que reconhece, pela primeira vez, o declínio da hegemonia do país. Trata-se do principal plano estratégico de segurança nacional do governo norte-americano, que orienta prioridades e princípios da política externa.

“É a primeira vez que os Estados Unidos admitem que já não conseguem disputar poder em todas as regiões do sistema internacional, em um texto que reduz essa disputa ao chamado hemisfério sul. Eles dizem com todas as letras: ‘o hemisfério sul é nosso e ninguém se mete’”, resume.

Farinazzo alerta que, nesse contexto, a América Latina ocupa uma posição extremamente vulnerável. Para ele, não há preparo militar ou estratégico para enfrentar esse novo ambiente.

“O Brasil não tem o mínimo preparo para o que vem pela frente. Nenhum país da América Latina tem capacidade real de defesa diante de uma potência como os Estados Unidos”, diz Farinazzo, que também questiona a solidez da OTAN. “Se tirar os Estados Unidos, o que sobra da OTAN? A Europa está completamente fragilizada”.

Para Pedro Costa Jr., esse cenário representa o colapso definitivo do multilateralismo construído no pós-guerra. A chamada ordem internacional baseada em regras, segundo ele, está sendo desmontada por quem a criou.

“É a morte do multilateralismo. Quem está destruindo essa ordem são os próprios Estados Unidos”, afirma, citando o esvaziamento da ONU, da OMC e de outros organismos internacionais.

Confira as análises completas pelo link abaixo:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    6 de janeiro de 2026 4:04 pm

    Os ingleses querem roubar o ouro da Venezuela. Os Europeus querem roubar o dinheiro da Russia. Os norte-americanos querem roubar petroleo na Venezuela. O chamado mundo ocidental civilizado é pouco mais do que um clube de ladrões que precisa ser destruido.

  2. Rui Ribeiro

    7 de janeiro de 2026 11:08 am

    Estariam a se formar os três superestados totalitários mencionados por Orwell em 1984? O ‘nosso’ bloco é a Oceania.

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