O pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Casas Bahia, apresentado no último domingo (28), caiu nas graças do mercado. No pregão da última segunda-feira (29), as ações da companhia valorizaram 34,19%, fazendo com que o valor de mercado da empresa saltasse para R$ 692 milhões.
Com a alta, a varejista recuperou as perdas acumuladas em abril e deixou a liderança do ranking de ações que mais acumulam quedas ao longo de 2024.
Para analistas, o pedido do grupo para postergar o pagamento de R$ 4,1 bilhões de dívidas foi recebido como um voto de confiança pelo mercado. O objetivo da companhia é melhorar o fluxo de caixa nos próximos anos e, em informe divulgado para acionistas, o CEO Renato Franklin garantiu que mudanças operacionais estão em andamento.
Desde agosto do ano passado, o Grupo Casas Bahia coloca em prática o chamado Plano de Transformação, que previa o fechamento de até 100 lojas, demissão de 6 mil funcionários e redução de até R$ 1 bilhão em estoques.
“Não chegamos à metade da execução do Plano de Transformação e, portanto, continuaremos focados nas alavancas operacionais, melhorando nossa eficiência e produtividade. Manteremos o foco na rentabilidade e fluxo de caixa com elevada disciplina do capital empregado”, continuou Franklin.
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