Além de hospitais e ambulâncias, Israel bombardeia escola em Gaza

Renato Santana
Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.
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Ainda nesta sexta-feira (10), as forças israelenses bombardearam vários hospitais e ambulâncias da cidade ferindo o direito internacional

Esta sexta-feira (10) tem sido de imenso terror para civis palestinos: em série, hospitais, ambulância e escola sofreram ataques. Foto: Frame de vídeo/Agência Shehab

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram nesta sexta-feira (10) um ataque contra uma escola na cidade de Gaza que abriga palestinos desabrigados pela guerra. O ataque provocou a morte de pelo menos 50 pessoas, informou o diretor do hospital Al Shifa, citado pela Al Jazeera.

Os tanques usados no bombardeio estavam estacionados a cerca de 200 metros do centro educacional, que circunda vários hospitais da região, incluindo Al Nasr e Al Rantisi, segundo autoridades do grupo palestino Hamas.

Nesta sexta-feira (10) as forças israelenses bombardearam vários hospitais da cidade. O ataque mais recente foi realizado por franco-atiradores, que dispararam contra o hospital Al Quds, deixando um morto e 20 feridos.

Segundo a última atualização do Ministério da Saúde do enclave palestino, morreram um total de 27.490 pessoas, incluindo 4.506 crianças, desde o início da nova escalada do conflito entre o grupo Hamas e Israel. Da mesma forma, 27.490 pessoas ficaram feridas, incluindo 8.663 crianças.

CICV pede a Israel que pare ataques a hospitais

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou que o sistema de saúde da Faixa de Gaza, que está sobrecarregado, sem suprimentos médicos e sob ataques intensificados, atingiu “um ponto sem retorno”, “colocando vidas em risco com feridos, doentes e deslocados”.

Neste contexto, o CICV apelou ao “respeito e proteção” das instalações médicas, dos pacientes e dos profissionais de saúde. “A destruição que afeta os hospitais de Gaza está a tornar-se insuportável e deve parar”, afirmou o chefe da delegação da organização em Gaza, William Schomburg.

Fere o direito internacional

Já a organização Médicos pelos Direitos Humanos apelou a Israel para que respeitasse o direito internacional e não atacasse os hospitais. 

“O uso militar de instalações de saúde por qualquer parte é uma violação do direito internacional”, afirmou a organização, acrescentando que “mesmo que, segundo Israel, o Hamas faça tal uso – na ausência de uma opção de evacuação – ainda tem a obrigação de evitar danificá-los”. 

Com informações da Agência RT

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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