Aliados de Bolsonaro vão ao Supremo tentar retirar Renan Calheiros da CPI

Mandado de segurança deverá ser sorteado no STF no início da tarde desta quarta (28)

Jornal GGN – Os senadores governistas Jorginho Mello (PL-SC), Marcos Rogério (DEM-RO) e Eduardo Girão (Podemos-CE) ingressaram com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal na noite de terça-feira (27) para tentar remover o senador Renan Calheiros (MDB-AL) da relatoria da CPI da Covid.

Segundo informações da CNN Brasil, o mandado de segurança deverá ser sorteado no STF no início da tarde desta quarta (28).

Os aliados de Jair Bolsonaro argumentam que haveria conflito de interesses ou suspeição, já que Renan é pai do governador de Alagoas, Renan Filho, que pode ser um dos alvos da CPI instalada na manhã de terça.

Durante a sessão para iniciar os trabalhos da CPI, os senadores governistas tentaram usar uma liminar de primeira instância para barrar Renan na relatoria da investigação. O TRF-1, porém, derrubou a decisão judicial. Outra manobra infrutífera dos governistas foi argumentar que Renan não poderia participar de duas CPIs ao mesmo tempo – ele faz parte da CPI da Chapecoense, que está paralisada por causa da pandemia.

A CPI foi criada com 11 titulares e o governo Bolsonaro viu seu apoio cair de 4 para 3 membros, quando o senador Ciro Nogueira (Progressistas) decidiu votar a favor da eleição de Omar Aziz (PSD) para a presidência da comissão. Randolfe Rodrigues (Rede) foi eleito vice-presidente. Renan foi escolhido relator pelo senador Omar, de acordo com o acordo previamente feito entre os membros da CPI.

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