10 de junho de 2026

Ameaçar adversários era praxe de Domingos Brazão

Ex-deputada estadual, Cidinha Campos afirma que sofreu várias ameaças e só não foi executada porque a elucidação do crime seria óbvia
Crédito: Alerj/Divulgação

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Preso por suspeita de ser um dos  mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, Domingos Brazão chegou a ameaçar diversos adversários políticos antes do assassinato da vereadora. 

Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Brazão chamou a deputada estadual Cidinha Campos (PDT) de vagabunda e puta em 2014. 

Em resposta, Cidinha afirmou que é melhor ser prostituta do que assassino e ladrão. “Mando matar vagabundo mesmo. Sempre mandei. Mas vagabundo. Vagabunda ainda não mandei matar”, replicou Brazão.

Cidinha sofreu represália por apresentar uma emenda a um projeto de lei que previa o afastamento do mandato de deputados envolvidos em casos de corrupção em gestões anteriores. Brazão não gostou. 

Ao Metrópoles, a ex-deputada afirmou que o suspeito de mandar matar Marielle Franco era muito agressivo, apesar de se fazer de bom moço. “Eu vou te matar, sua filha da puta”, dizia ele quando passava por ela.

A ex-parlamentar afirma ainda que todo mundo tinha medo do Brazão, porque “ele é matador”. Apesar dos comentários, o atual conselheiro do TCU era muito protegido e apadrinhado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

Homicídio

Brazão admite que matou uma pessoa, quando tinha 22 anos, mas foi absolvido porque o caso foi entendido como legítima defesa. 

Cidinha, no entanto, revelou que Domingos Brazão deve ter muitas mortes em suas costas. Uma delas seria de uma pessoa que a visitou em seu gabinete para fazer revelações sobre o então deputado estadual. Esta pessoa dizia ter certeza de que seria morta por ele e, pouco tempo depois da denúncia, foi assassinada. 

No Instagram, a ex-parlamentar afirma que continuou viva porque era a principal inimiga de Domingos Brazão na Alerj. Logo, se fosse executada, o povo saberia quem era o mandante. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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